terça-feira, 29 de agosto de 2006

crises!

Grandes eventos aguardam os fãs de quadrinhos de super-heróis nos próximos meses.
Na Marvel, Dinastia M envolverá X-Men e Novos Vingadores numa trama para abalar o universo mutante. O "M" refere-se também a Magneto, peça importante na saga, ao lado de seus filhos Mercúrio e Feiticeira Escarlate. A perda de controle desta última sobre seus poderes de manipulação da realidade motivou a série de tragédias que culminou na dissolução da antiga equipe de Vingadores. E a Feiticeira ainda não se recuperou... (Dinastia M 1 chega às bancas em setembro.)
As publicações da DC já anunciam a proximidade da Crise Infinita. Como há vinte anos atras, quando do lançamento de Crise nas Infinitas Terras, são prometidas mudanças significativas no universo de Superman e Batman. A saga atual, entretanto, parece estar menos relacionada com distúrbios cósmicos, como a Crise original, que com uma megaconspiração de vilões, boa parte deles considerada de categoria inferior. Até agora. Junte-se a isso o fato de as relações entre super-heróis estar abalada desde os eventos e revelações de Crise de Identidade. Um pano de fundo bastante promissor. (Contagem Regressiva para a Crise Infinita - Edição Especial saiu em julho e o primeiro volume de uma minissérie de mesmo nome reunindo histórias que servem de prelúdio a saga já está nas bancas. Finda a mini, vem a Crise propriamente dita.)
Os leitores mais antigos, é possível que se assustem com tal avalanche de acontecimentos, receosos de ser tudo um simples pretexto para vender mais gibis e nenhuma das histórias trazer algo realmente novo ou mesmo ter qualidade. Sim, nos anos noventa tivemos muitos eventos bombásticos nos quadrinhos, os quais foram, quase sem exceção, tremendas bombas, mas não parece ser o caso agora. Os autores envolvidos (Brian Bendis na Marvel, Greg Rucka, Geoff Johns e outros na DC) são talentosos - não infalíveis, mas mantêm regularidade nos gibis que escrevem. Leve-se em conta também que essas grandes sagas não têm nada de aleatório, o terreno para elas vem sendo preparado já há algum tempo, inclusive em conjunto com o trabalho de outros criadores de cada editora nas revistas mensais. A crítica especializada e os leitores norte-americanos receberam bem esses ambiciosos trabalhos. Será impossível agradar a todos, óbvio, mas de um modo geral o público deve concordar que tais obras foram executadas com competência, naquilo que se propuseram fazer. Algo como...a curiosidade será saciada de forma satisfatória.

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