quinta-feira, 20 de setembro de 2007

verbo

Não sou gramatiqueiro, mas gosto de verbos. É coisa tão flexível, umas letras a mais, ou a menos, e muda não apenas a palavra, mas quando e como ela se usa, de quem ou quantos quero falar. Verbo se conjuga, é tão interessante. Não é como se observa ao estudar línguas em que palavras como substantivos e adjetivos apresentam casos, como o morto latim e o complicado alemão - onde estava com a cabeça? - mas a palavra em si é a mesma, não se altera em significado ou idéia, o que se fez foi alterar sua função gramatical. Verbo não tem isso: eu sou, ele é, outros são, e se somos todos nós incluí-me onde há pouco não estava. A todo momento, pessoas fazem, estão fazendo, mas sem abusos, por favor. E também estamos sempre a ouvir do que outros fizeram, faziam mas hoje não mais, ou mesmo tinham feito antes de outros ditos. E os grandes e pequenos planos que se realizarão, ou vão dar certo se deus quiser; eu confessaria a você aquele desejozinho que queria ver concretizado se a lembrança não me fizesse mal. Melhor pensar nas tarefas diárias que devo cumprir. Mas então é curioso. Não dou ordens a mim mesmo, peça você, ordenem vocês, mandemos nós que assim não contradigo a regra. Tanto pode ser dito, tantos outros além destes, mas que vontade de usar todos os tempos ao tempo que se pede e pode.

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