quinta-feira, 30 de julho de 2009

E esse pessoal vai trabalhar de carro e larga o bonitinho na rua, oito, nove, dez horas seguidas, às vezes na frente da casa dos outros? Algumas ruas devem parecer pátios de montadoras, vistas do alto. Quem disse que se pode um particular, quem quer que seja, dispor do espaço público dessa maneira? Já tem o luxo do automóvel, faça o serviço completo: pague estacionamento, zona azul, o que for.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Agora vivo agruras de classe média. Essa semana tem um megashow perto de casa e estão preparando algum esquema de segurança para que a movimentação de ricaços não nos perturbe demais. Foi-se o tempo em que as maiores ameaças ao meu sossego eram os vizinhos evangélicos ou os pagodeiros.
Aliás, esses eventos bem podiam ser proibidos assim próximos de áreas residenciais, não?



domingo, 26 de julho de 2009

frio? que bom

Na verdade, estou a-do-ran-do todo este frio. Sabe, um inverno digno do nome. Lembram-se do ano passado, aqueles dias quentes e absurdamente secos? Gente, aquilo não era clima, e sim tortura. Auto-flagelo, na realidade, porque fomos nós que "fabricamos" as condições para dias cmo aqueles. Ora, os dias de inverno são naturalmente mais secos, e as condições da metrópole - muito asfalto e pouca área permeável, muitos escapamentos - tornam tudo mais sufocante mesmo. Acho que devíamos é ser agradecidos por ainda poder sentir um friozinho de quando em vez. E que o calorão fique para quando deve, o verão, a estação úmida.


sábado, 25 de julho de 2009

quanto custa ter um automóvel?

Posso ter muitas dúvidas na cachola, mas há uma certeza em minha vida de que me orgulho: estou decidido a jamais comprar um automóvel. Não sinto necessidade extrema de ter um, e nem acho que a cidade precisa de mais um habitante motorizado a poluir e congestionar nosso já tão castigado meio urbano. Às vezes, contudo, vejo-me sim obrigado a dirigir, se o deslocamento por outro meio de transporte torna-se inviável por algum motivo. Então acordei hoje com um pensamento: e se eu assumisse as contas do carro de meu pai, que ele tem interesse em vender? Quanto me custaria mantê-lo? Como não sou acometido pela síndrome brasileira de sair dirigindo todo santo dia - doença que assume proporções alarmantes aqui em São Paulo - , o dinheiro literalmente queimado com combustível resume-se a uma quantia irrisória. Utilizando pouco o veículo, também se demanda menos em manutenção. Contudo, um problema mecânico pode surgir a qualquer momento, e torna-se impossível estimar tais cálculos. Na verdade, o "grosso" da coisa está nos custos fixos. Temos impostos, como IPVA e seguro obrigatório. E alguém se arrisca a não fazer seguro do carro? Ponha na conta. E pelo que pude avaliar, este último é o que mais pesa no bolso.
Umas contas rápidas e a sentença: para mim, por ora, não vale a pena.

Como não poderia deixar de ser, deixo um link para você, que acha carro zero com cheirinho de novo uma coisa tão fundamental na vida, pensar melhor a respeito. Pena o site ser de Portugal e, por isso mesmo, indicar valores em euros. Mas boas idéias, acredito, não têm fronteiras. A minha é contribuir um pouquinho por uma vida mais digna. Vamos?

http://thechange2004.blogspot.com/2008/06/os-custos-do-automvel.html

domingo, 19 de julho de 2009

Duas leituras maravilhosas.
Antes do Baile Verde, livro de contos de Lygia Fagundes Telles. Veio do sebo esta semana.
Caminhos do Trem, coleção especial da revista História Viva. Conta a trajetória do meio de transporte decisivo para o crescimento do país e que hoje, após anos de improvável descaso, assiste a tentativas de retomada. Estava há um tempo completinha em casa e já estava na hora de começar a ser lida. Eu virava as páginas pensando, eu poderia estar indo a Sorocaba de trem. E ainda faço o link com o post passado, notaram?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

por que é preciso desejar boa viagem...

Dirigindo nesse trânsito maluco e em meio a uma frota de automóveis que não pára de crescer, crescer e crescer, ao que devo acrescentar o gosto que tomei por formas "alternativas" de transporte, aprendi a ter um certo receio de viagens rodoviárias, assim como lamentar a falta de opções a esse modo de deslocamento em distâncias médias. É de lamentar que tenhamos aniquilado nossa malha ferroviária, reduzindo-a ao transporte metropolitano, salvo raríssimas exceções. Viagens relativamente curtas, p. ex. São Paulo-Campinas, só se fazem pegando estrada. Ao menos as rodovias no trecho em questão são boas, mas de que adianta piso bom se grande parte dos motoristas ignora o conceito de direção defensiva? Se nas vias congestionadas da capital vemos toda sorte de loucuras, que barbeiragens não podem ser cometidas em pistas onde a barreira dos 100 quilômetros por hora é batida quase naturalmente por qualquer veículo? Ah, bom mesmo na Europa, onde se vai de um país a outro de trem, e os doidos que fiquem com coisas como a Autobahn. Enquanto isso, vamos lá, atravesse este país de dimensões continentais em meio a nosso arremedo de estradas, entre as quais os bem-cuidados caminhos paulistas são dos poucos que se salvam, ou no escuro de nossas pontes aéreas. E ouse me chamar de paranóico depois de tão salutar experiência.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ouvinte JP

Ouvinte JP

André relata descaso do Psiu e da Concessionária Caoa

15/julho/2009 por OuvinteJP

Prezados,

Desde a manhã de segunda-feira, na Caoa João Dias, concessionária deveiculos situada no número 2.207 da avenida de mesmo nome, soa um alarme intermitente que provavelmente não incomoda quem está dentro da loja, mas que inferniza a vida dos moradores do entorno, 24 horas por dia. Registrei o ocorrido a funcionários do local e nenhum deles deu a mínima atenção ao caso (deviam se considerar ocupados demais para tratar com alguém que não estava lá para deixar seu dinheiro na loja). Aqui em casa ligamos também para o Psiu, mas eles sequer têm data para vir. A própria atendente disse que a polícia nada poderia fazer num caso como o nosso, pois, apesar de o barulho ser agudo e constante, não é extremamente alto. A pergunta que faço é óbvia: até quando teremos que aturar as consequências de todo esse descaso?

Atenciosamente,

André de Oliveira Leonardo



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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sabe, um dia espero jamais ter de dirigir novamente. Esse bando de pessoas sozinhas em automóveis são extremamente perigosas e capazes das piores barbaridades. Gerar trânsito é só uma delas. Aliás, não é preciso dirigir para se tocar dessa realidade de doidos por volante, não é mesmo? Mas quando você é mais um no meio da carraiada, a dose é mais concentrada.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O céu da cidade é essa coisa pobretona, mas sabe que não precisava ser tanto assim? Neste Ano Internacional da Astronomia, um evento chamado Maratona da Via Láctea pretende tornar mais conhecida dos brasileiros uma outra modalidade de poluição: a luminosa. Mais aqui.




Postei o link primeiro no Twitter. E sabe que depois da primeira twittada dá uma vontade doida de repetir a dose incessantemente...mesmo sem assunto?

domingo, 5 de julho de 2009

Onde eu estava que somente agora fui saber da restrição à circulação de veículos em Times Square, um dos cartões postais de Nova York? Fico feito doido só de sentir o cheiro de notícias assim...
Na verdade, esta é somente uma das medidas que vem sendo tomadas na metrópole norte-americana a fim de reduzir o caos e tornar a cidade um tantinho mais humana. Um bom texto sobre o assunto pode ser conferido aqui. E olha que na Big Apple eles estão é correndo atrás; cidades europeias já estão bem à frente no sentido de oferecer alternativas à chamada "cultura do automóvel".
Enquanto isso, aqui em São Paulo, onde "o governo não faz nada" e o paulistano solitário em seu carro confortável ainda menos, continuaremos a bater recordes sucessivos de congestionamento.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

condenação?

O psicanalista austríaco Wilhelm Reich defende, no livro A Biopatia do Câncer, que tumores não surgem misteriosamente, mas tratam-se de doença sistêmica, causada pela privação sexual crônica.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

resposta (maysa)



Ninguém pode calar dentro em mim
Esta chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar
Eu não posso explicar quando foi
E nem quando ela veio
E só digo o que penso
Só faço o que gosto
E aquilo que creio
Se alguém não quiser entender
E falar, pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade
De quem nada sabe
E se alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do que quem já falou
Ou vai falar de mim

sábado, 30 de maio de 2009

marabá

Hoje o Cine Marabá reabre suas portas ao grande público. Ontem, houve algum desses eventos para convidados, com tapete vermelho e tudo o mais, isso apesar das calçadas  mal conservadas da Avenida Ipiranga...bem, o cinema estava fechado desde 2007 para reforma, a qual deveria respeitar a construção original, tombada pelo patrimônio público. Ainda assim, em vez da enorme sala do passado (com mais de 1500 lugares!), o Marabá agora tem cinco, uma delas com tecnologia 3D. É a primeiro dos antigos cinemas do centro a ser assim revitalizado para o circuito comercial, já que o Olido foi alvo de políticas públicas e hoje é um centro cultural diversificado. As demais antigas salas de exibição da região, onde em tempos idos só se entrava a rigor, elitistas que eram, apresentam atulamente em sua programação filmes não muito adequados a programas saudáveis em família ou entre amigos. Registre-se o ardente desejo de que a iniciativa no Marabá seja bem sucedida e inspire a revitalização cultural e humana do entorno.

sábado, 23 de maio de 2009

Um dia, duas surpresas.
Primeiro, um concerto. Orquestra Pão de Açúcar. Fui sem esperar muita coisa do grupo (formado por adolescentes) nem do repertório (lá vamos nós com obviedades?). Caí do cavalo duplamente. Os meninos são bons e ainda executaram peças bem difíceis - dava para ver o esforço de alguns para manter andamentos e dinâmicas, era interessante. E as melodias mais familiares ali foram a de um tributo ao Queen, muito bacana, que bem poderia ter encerrado o concerto, ao contrário de um brevíssimo Terremoto, de Haydn. Mas valeu.
Número dois. Eu tinha duas opções: ir para casa sem hora para chegar (sexta-feira...) ou assistir àquele filme na sessão "Chuva de Clássicos" na Galeria Olido de que nunca ouvira falar, nem bem nem mal, e ainda por cima em exibição à antiga (super 35, é isso?). Fiquei com o filme. Belíssima. Italiano. Anos 40. Uma mãe quer fazer da filha uma estrela, e para isto está disposta a fazer tudo ao seu alcance. Mas será que isso é o melhor para a menina? Muito bom também. Gostei das personagens femininas, umas italianas autênticas, passionais, que falam alto.


segunda-feira, 18 de maio de 2009

descendo lenha

Um certo jogador de futebol disse um grande jornal que seu rebento é "praticamente europeu", apesar de ter nascido nestas paragens, e prefere que ele tenha amiguinhos nascidos no berço da civilização ocidental. Ao chamado ídolo do esporte não ocorre, entretanto, que é brasileira a equipe que defende, que é majoritariamente brasileira a empresa que lhe rendeu milhões para anunciar suas cervejas, e, sobretudo, foi em terras brasileiras que ele teve a única oportunidade de se destacar em alguma coisa nesta vida e se tornar a máquina de dinheiro de hoje, chance sem a qual jamais ousaria sonhar com a possibilidade de escolher entre os companheiros de seu filhinho, somente infantes nascidos no continente europeu. Óbvio que o profissional da bola não pensou nisso antes de articular suas palavras, nem em todos os conterrâneos despossuídos que esperam sua nova e brilhante jogada. Despossuídos como ele poderia ser até hoje. E que, convencidos por tão fenomenais palavras, podem vir mesmo a se convencer de que somos piores que europeus, norte-americanos, o que o valha.

domingo, 17 de maio de 2009

x-men: evolução

Quinze anos atrás, o então novo desenho dos X-Men me pegou em cheio. Eu tinha catorze anos e queria começar a acompanhar coisas menos "infantis". Os mutantes caíram como uma luva. Eles não apenas eram super-heróis, mas também eram obrigados a encarar o preconceito de quem não os entendia. A idéia me parecia sensacional. A Escola para Jovens Superdotados, Magneto e o ideal de supremacia mutante, Genosha - ilha onde mutantes eram escravizados -, os terríveis robôs sentinelas...a variedade de superpoderes...eu vibrava horrores. E nem me importava com pérolas como "eu convoco o poder total da tempestade" e outras bobagens amarradas aos personagens à guisa de personalidade, como a chatice da Jubileu, a Vampira metida a gostosona e as falas afetadíssimas da Tempestade - como se vê no exemplo acima, ela invocava os elementos climáticos como uma bruxa desvairada.
Enfim, eu me divertia e a coisa ainda me ajudou a tornar o "nerd" de hoje.
Hoje, muito por acaso, vi um pedacinho do "novo" desenho dos mutantes, Wolverine e os X-Men e quase morri de tédio. Mais do mesmo a vida toda. Sentinelas, molde-mestre, irmandade de mutantes, mutações como óbvia metáfora para minorias - e adolescentes -, protagonistas rasos cuja "personalidade" se desvenda em uma única frase, além da evidente megaexposição de Logan, como o próprio título da produção atual supõe.
Essas coisas servem para formar gerações de novos fãs (mais gente para dar dinheiro à franquia) e só. Eu caí nessa há quinze anos, outros cairão agora. Mas, por enquanto, é até perdoável eles acharem tudo o máximo; o senso crítico apurado que venha com o tempo. Só peço que não deixe de vir, por favor!, ou seria melhor continuar lá na seção infantil pro resto da vida.

domingo, 10 de maio de 2009

galvanizando

É daqui a pouquinho...vamos conferir em todas as suas emoções o grande prêmio da Espanha...e os brasileiros ainda vão ter o gostinho de ver dois de seus pilotos na...segunda fila.
A gente chega lá. E quando acontecer, haja coração, amigo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

quem não tem colírio usa

Não gosto de óculos de sol. Não mais. Já tive um par de lentes escuras, dessas que se acoplam a óculos de grau por meio de um imã. Partiram-se, e as lentes corretoras que uso no momento não lhe oferecem suporte. E nem sinto falta. Quer dizer, qual o problema com o sol? Nossos antepassados viveram milhares de anos sob sua luz, sob condições bem mais adversas que as nossas. Além do mais, quem vive numa cidade tem muito bloqueio a luz solar, muita sombra mesmo. Óculos escuros, só compreendo seu uso contínuo para atividades muito específicas. A mais comum seria dirigir sob o sol, penso eu. Todo aquele reflexo...mas é fato que a população em geral parece acometida por uma febre de óculos escuros. Aparentemente, todos têm de usar. Nos ônibus, à noite, em dias nublados, em casa. Em fotos. Desde os modelos vendidos em camelôs que parecem a maneira mais rápida de derretar as "vistas", aos mais badalados, de "grife", falsos ou não. Modinha ao alcance de todos.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

urbana 2

(em minhas preces, peço que urbana 1 se torne um dia texto completo.)



(...) Tenho meu espaço mais ou menos garantido na cidade. Tive boa educação, médicos; hoje moro bem - como quando vivia com meus pais - , tenho emprego de que posso me orgulhar em termos financeiros e meu lazer está garantido. Tenho dinheiro. O pobre não tem as mesmas chances. Não é nem cidadão. Por isso, só consegue moradia, isso quando consegue, bem longe de mim, longe da cidade boa para os endinheirados. É como as coisas são. E com destino desses, o pobre tem um estilo de vida que eu não consigo imaginar, talvez nem entender. E isso me assusta. Vejo alguém diferente de mim e fico logo ressabiado. Mais todas essas coisas que a gente ouve, na mídia, ou das pessoas, pessoas como eu. A falta de segurança cada vez maior, essas ruas que se tornaram um perigo. E a maior parte dos criminosos é essa gente despossuída, que veio de favelas. Então vou fazer o que muitos de nós estão fazendo. estou indo para um condomínio fechado, com muros, grades, câmeras de vigilância, segurança privada. Posso pagar, mesmo. Mereço um pouco de conforto. Falando em conforto, já chegou a hora de trocar de carro. Vou comprar um desses bem grandes e altos. Devem ser uma delícia de dirigir. Na propaganda diz que enfrentam até enchente. Acho uma ótima idéia, esse problema das enchentes parece aumentar a cada ano. Um carrão desses não vai me deixar na mão. Dirijo sempre sozinho, nunca se sabe. O seguro é bem mais caro que o do outro automóvel. Fazer o quê? Carro sem seguro é impensável nos dias de hoje. Meus pais, meus tios, eles tiveram vários carros e não tinham que se preocupar com isso. É essa cidade, cada vez mais cheia, mais perigosa. Felizmente, posso manter o padrão de vida que acredito que mereço, posso arcar com seguro...e condomínio. Mas até estou gostando de morar aqui. Achei que não iria gostar de apartamento. Eles oferecem tanta coisa. Parque privativo, não-sei-quê gourmet, todos esses equipamentos de lazer. Se eu quiser, praticamente só preciso sair do prédio para trabalhar. E essa vista que tenho...aquilo mais ao longe é uma favela? Bem, daqui a algum tempo posso pensar em procurar algum desses condomínios com casas enormes fora da cidade, desses onde só se chega pegando estrada, praticamente no meio do mato. Aquilo, sim, deve ser conforto.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

álcool (você sabia?...)

o uso crônico de álcool pode resultar em feminização nos homens
by wikipedia
Nem consigo me lembrar de quando foi que descobri, estarrecido, a existência de uma favela enorme encravada no local que eu costumava achar, como tantos - inclusive o mercado imobiliário - que era o Morumbi. Os mapas indicam que Paraisópolis fica no distrito de Vila Andrade. E eu imaginava, aqueles condomínios de altíssimo padrão, com vista para aquele mar de barracos, e vice-versa, eis a face mais ostensiva do capitalismo à brasileira. (Bem, um pensamento assim confirma que a "descoberta" não aconteceu na minha infância.)
E assim soube que favela não é coisa só de lugar distante e "esquecido por deus". Há algumas em localidades ainda mais centrais. A Berrini tem a sua; em Jabaquara, Campo Belo, Vila Mariana, entre outros bairros nada periféricos, as moradias insalubres marcam presença. Sem vergonha nenhuma a ninguém. Bem, ensaiam-se programas de urbanização em Paraisópolis e Heliópolis, as favelas que cresceram a pontos de serem consderados bairros, de modo a coisa não ficar tao feia aos olhos de quem vê de fora, creio. Ao menos há a intenção de fazer algo...em algum lugar...para alguém...mas não sei por quê, continuo tão insatisfeito como quando vi aqueles barracos atrás daquelas torres que tantos consideram elegantes.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Aconteceu há pouco...
Vieram me cumprimentar, e eu respondi...Fala, jóia...tudo fulano?
E não foi de própósito!
Fui o único a perceber...menos mal...
Mas ainda assim...vergonha...momento Chapolin Colorado total!
Acho que é hora de fazer aquela pausa.

sábado, 25 de abril de 2009

o que passa

Entro no blog, vejo posts antigos e até dói. Saíam umas coisas até bacanas no passado. Foi depois do retorno à vida de assalariado que a fonte começou a secar. Mesmo as raras entradas atuais são magrinhas, na comparação com o auge de minha produção. São até repetitivas, né?
O que acontece? Estou pensando menos? Cansando-me mais, sem dúvida. Quando tenho tempo meu para espairecer, quero esvaziar a cabeça...ver tevê...tirar um cochilo, se almocei a pouco. E se penso, são as coisas mesmas de sempre, aborrecidas...às vezes me toma um mau humor, reclamo do que não muda, solto um ou outro palavrão. Nada de que se orgulhar, enfim.
Ou então, um lampejo; uma possível solução se apresenta, as coisas podem finalmente mudar, vamos acabar com esse ranço, sorrir mais. Eu nem percebo quando se perde.
Parar por aqui...não consigo achar jeito de acabar este post sem parecer muito melancólico. Bem, ao menos isso estou procurando evitar.

terça-feira, 21 de abril de 2009

pratos

Olha, quanto a comida, creio que nunca tive muito do que reclamar. Em casa, sempre tive minha mãe. Os tempos de restaurante universitário, longe das asas protetoras, olho para trás e vejo não foram assim ruins. E agora, tenho um emprego que me permite ótimas refeições, durante a semana e mesmo quando em folga. Que felicidade: bons restaurantes perto do trabalho e perto de casa. Comida muito bem servida a preço justo - que não pago fortuna para sair com fome de restaurantes com nada além de nome e nariz empinado.
Satisfaço bem essa necessidade do corpo, a alimentação. E por isso sempre sou grato. Mesmo quando por acaso me esqueço daquela silenciosa prece. Comer bem enquanto tantos, tantos passam fome, entre outras privações (suspiro)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Quem vive na metrópole sempre aguarda a chegada do feriado. Ah, a chance de fugir da complicada e estressante rotina. E as pessoas fogem mesmo. E levam o caos com elas: para rodoviárias e aeroportos, para as estradas, para as praias, para os polos turísticos do interior.
E a cidade que ficou para trás, aquela coisa feia, suja, barulhenta, ironia das ironias, torna-se tranquila e pacata. Um simples caminhar pelas ruas e avenidas, tão pouco convidativas a quem não trafega por elas de carro - e mesmo para os motorizados, na verdade - vira um programão. O sossego reina, é como um milagre. E nem foi preciso viajar.
Ah, se todos os dias fossem um pouco mais como os feriados. Nada de desejar clima bucólico em plena segunda-feira braba, longe disso, pés no chão aqui. Mas parte do caos urbano somos nós que causamos. Ah, e se não tivéssemos a capacidade de aprender com os erros...não estaríamos aqui. E "aqui" não é só esta cidade, não.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

educação

(baseada em fatos reais...bem, basicamente ocorreu como é narrado a seguir)

Final de semana, manhã tão quente quanto as manhãs de outono podem ser. Pai e filho andam de carro. O menino tem seus oito, nove anos, mas já é fanático por automóveis; sabe nomes e marcas de todos os modelos que vê na rua, sem errar, até os mais obscuros.
O pai faz uma conversão com o farol fechado. Isso também não escapa à atenção do garoto esperto.
"Pai, você passou sinal vermelho, você viu?"
"Vi." Breve pausa. "Hoje é domingo..."
E são tantas as lições.

quarta-feira, 25 de março de 2009

que super-herói eu sou?

Your results:
You are Spider-Man
























Spider-Man
55%
Superman
45%
Robin
45%
Green Lantern
35%
Batman
30%
The Flash
30%
Catwoman
30%
Supergirl
25%
Wonder Woman
25%
Hulk
25%
Iron Man
10%
You are intelligent, witty,
a bit geeky and have great
power and responsibility.


Click here to take the Superhero Personality Quiz

domingo, 8 de março de 2009

Eu ouço você, meu amor
e não somente seu gemido

sexta-feira, 6 de março de 2009

história

Preciso me convencer de que sempre houve erro e maldade, a fim de suportar melhor o presente. É necessário mesmo enfiar na cabeça de uma vez por todas que os bons velhos tempos nunca foram assim de fato, meus olhos e ouvidos e sentidos é que não eram os de hoje. Sempre exploramos, tiramos, matamos, escravizamos, vilipendiamos, devastamos, defenestramos. A novidade é a consciência. E a tecnologia, sim, também.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Doutores da Alegria é um documentário de Mara Mourão. O grupo que empresta seu nome ao filme é composto de pessoas que realmente servem de exemplo a nós todos, em seu trabalho maravilhoso.
Quem assistir tem a chance - mais uma - de descobrir que a programação de verão de certas emissoras é abjeta.
"a vida é uma ópera"...

E nós dois bem poderíamos fazer um dueto...daqueles bem apaixonados...


hahahahahah.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

nossos tempos

Uma cena emblemática...testemunhei-a já há algum tempo, mas não se justifica por nada a ausência de nota. É algo que pode ocorrer todos os dias.
Um automovel fechava um cruzamento, impedindo a passagem de um ônibus. O farol estava aberto para este último, o qual não estava lotado, mas tinha um bom número de passageiros.
O único ocupante do carro era o motorista.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

até onde pode descer?

Whoopi Goldberg não faz mais daqueles filmes tão marcantes, seja o choroso A Cor Púrpura ou o canoro Mudança de Hábito, ou mesmo o meloso-ocultista Ghost, que lhe rendeu o Oscar (a quem me perguntar, só as cenas engraçadas com ela são assistíveis). Ela também não apresenta mais aquela coisa longa e tediosa que é o Oscar. Que fim levou? A programação do começo da tarde na Record deu a resposta. Ela estava lá, num filme chamado Meu Parceiro É um Dinossauro. Me parece uma boa explicar o título para dissipar idéias errôneas sobre...Meu Parceiro é um Dinossauro. Se isso for possível. É daqueles filmes com dois "tiras" - gíria idosa, não? - que são escalados para trabalhar juntos, mas não se conhecem, então tem aquele estranhamento inicial que se supõe capaz de render situações engraçadas. Whoopi é um dos policiais. O parceiro é...bem, agora ficou fácil.
Ou seja...Tá Todo Mundo Louco, com todos aqueles comediantes com o dom de não me fazerem rir, não foi o fundo do poço. A praga deve ter sido feia, e eu nem acredito nessas coisas.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

não cometo poesia

Eu sempre achei que escrever em verso não fosse para reles mortais...
Em prosa, basta organizar as idéias de forma mais ou menos coerente, colocar uma palavra diante da outra e o pretenso escritor pode se sair bem. Mas verso? Verso é mais, ou assim sempre supus. Não ligo muito para coisas como métrica ou rimas, embora admire e faça mil deferências a quem consiga fazer poesia de qualidade dessa forma, sem engolir sílabas, palavras ou o bom senso. Se fosse isso apenas...em minha mente, há como que uma série de axiomas que parecem ditos ao megafone de maneira ensurdecedora quando tenho a audácia de cogitar a escrita em verso.
Tanto me convenço de minha incapacidade de extrair arte da pena - ou da pedra - que uns tempos atrás, após compor umas estrofezinhas desajeitadas, quis me redimir trazendo algo que começava como Meu verso não é poesia. Mas isso mesmo eu pretendia fazer em verso e a coisa jamais saiu das primeiras linhas. Ah, e da última: definitivamente, meu verso não é poesia.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A água não sabe
que está escondida
que seu leito agora
é sob a terra
mas às vezes ela retorna
reclama seu lugar
na superfície
e é como se se vingasse
de seus tolos captores
eles não sabem
mas na verdade
temem o som
da água revolta
da última vez jurei
ter ouvido o som
de uma gargalhada.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

No noticiário noturno de ontem e no desta manhã mencionou-se, em nítido tom "ufa, uma boa nova em meio à crise", um aumento na produção e na venda de automóveis - um dos dois processos, segundo a manchete, quase dobrou seus números, minhas desculpas se agora não lembro qual.
Ok...a indústria automobilística sustenta muitas outras. Fato incontestável. Um punhado de empregos deve ter se mantido por aí. Mas bem poderia ser outra a notícia boa neste período de incertezas. É que comemorar sucesso em venda de carros com as ruas simplesmente lotadas não parece muito sensato.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

domínio

se é público...
o passeio? pode sujar
o dinheiro? pode roubar
o bem? pode abusar

o funcionário? ha...esse não faz nada...é mal educado, bate ponto,
toma cafezinho, bate ponto...só.

Continuemos pensando assim.

a velha monark

Subindo num ônibus no ponto da Marginal Pinheiros mais próximo de casa, seguindo sempre adiante, em poucos minutos chega-se ao que já foi uma fábrica da Monark. A quem o nome nada diz, esclareço: tratava-se de uma montadora de bicicletas. Não sei quando o complexo foi desativado - certamente antes de eu passar a atentar em tais coisas, infelizmente - mas sei do que acontece agora, porque vejo: sua demolição começou há alguns dias.
A história da velha fábrica não é única, bem sabemos. Tantas outras indústrias já deixaram a cidade em busca de vantagens logísticas e fiscais. Cabe perguntar o que foi permitido a seus antigos funcionários buscar, após a extinção de seus postos de trabalho.
Os antigos terrenos industriais, alguns ainda não tiveram destinação definida. Estes abrigam esqueletos apodrecendo ao sol, desgastando-se sob as intempéries, até o mercado lembrar-se de utilizar essas áreas. Em tantos outros, as velhas fábricas já foram abaixo, cedendo espaço a mais torres, em sua maioria residenciais, daquelas que prometem conforto e lazer total a seus moradores. Assim que eles conseguirem sair do trânsito, ao menos.
Ainda não sei o que será da antiga Monark. Garanto a informação neste espaço assim que a tiver.


Em tempo: não estou atacando a saída das indústrias, muito menos pretendo com este post algo do tipo bons-tempos-eram-os-antigos. Apenas observo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Um grito na rua me gela o coração.
Ele se repete, mais distinto.
É uma criança imitando um carro.
A gente até esquece que ainda há inocência no mundo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

um novo retorno

E eu tinha mais saudade do que jamais supunha.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

guia

Sinto falta do silêncio. Era quando você vinha ter comigo. O mundo prendia o fôlego, era a pausa que precedia uma pergunta, ainda que eu não a tivesse feito. E você me dizia o que fazer. Sempre. Não me recordo de uma única falha - como poderia? Nesse tempo, eu era feliz. Sentia-me mesmo iluminado. Tanta paz. Hoje? Tantos ruídos, de todas as direções, todas as fontes. Não ouço mais a voz. Às vezes, no apagar das luzes, eu sinto que está por perto - sei que está - e anseio pela próxima vez em que me virá falar. Respiro fundo para depois silenciar. Aguardo.

na estufa

Saudades do verão. Lembram? Dias quentes e tardes com chuvas torrenciais, mas breves. Elas tinham até o nome da estação.
Verão, inverno, todas as outras estações...aqui em nossa estufa paulistana, todas pertencem ao passado. Só não vamos esquecer os nomes delas graças às obras de Vivaldi...Legião Urbana...e Sandy e Júnior.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Aparece em casa um celular novo. Não é meu. Simples, ele. Basicamente fala e tem rádio FM.
O meu aparelho ainda funciona; uma troca não se justifica, apesar de sua idade. Ainda faz o que se espera dele. É suscetível, inclusive, às mesmíssimas falhas a que estão sujeitos celulares novos ,ou nem tanto, ou nem um pouco. Pois celular tende a falhar quando mais dele se precisa, não sei se todos já perceberam.
Ainda assim, uma fagulhazinha consumista se acende. Tenha dó.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ah, o primeiro post do ano - durante o qual espero comparecer mais ao blog com novas palavras, coitadinho - o primeiro post do ano nem é totalmente meu. São umas belas palavrinhas que recebi de aniversário, de um amigo de longe, longe. Eu as havia colocado no Orkut, agora vieram para cá.

"Bom querido, que tudo se Ilumine na sua vida, neste mais um Ano, e mais que isso, que vc se Ilumine permitindo que sua Luz brilhe cada vez mais, cumprindo seu Papel nessa Jornada Terrena!
Nunca se esqueça vc é Luz porque é criação dela, e sempre voce podera Iluminar seu caminho e outros caminhos que cruzarem o seu!
Siga sempre o caminho ditado pela sua Alma e terás muito mais momentos de felicidade do que de tristeza!
De Paz que sofrimentos!
Esteja sempre no Centro de si, mesmo, no que é real e verdadeiro!!"

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

inéditos...para mim

Natal em casa, tirei o dia para "pescar" filmes na TV a cabo. Sabe, fazer valer um pouquinho mais o preço que se paga pela coisa.
Sem Licença Para Dirigir...é que deixei muitas Sessões da Tarde para trás. Um daqueles filmes típicos de adolescente dos anos 80, feito sem nenhuma intenção além de divertir. E diverte mesmo! Garoto quer tirar a carta de motorista e, com ela, o passaporte pra vida adulta (óbvio), e, de quebra, e mais óbvio ainda, conquistar aquela garota por quem ele vem babando. Aí ele reprova no teste, mas quem disse que isso vai impedi-lo de sair dirigindo? A mocinha é Heather Graham (Os Picaretas, Austin Powers 2), novinha e a cara da Barbie. O cabelo também...aliás, existe como assistir a filmes dessa década sem reparar nos desastres acima da cabeça dos atores? Mullets são só o começo...Questões capilares à parte, situações malucas, reviravoltas bizarras e piadas infames não faltam, e o final pode ser meio chocante para quem fechou com a coisa de "homens merecem carros".
O Sobrevivente é ficção científica, estrelado por Arnold Schwarzennegger. No ano de 2017, um estado opressor manipula a população divulgando informações distorcidas e entregando entretenimento barato da pior espécie. No programa mais popular da "Rede", e que dá nome ao filme, opositores do regime lutam pela vida numa arena, com direito a gladiadores e platéia ensandecida, e invariavelmente perdem - claro, até o Schwarza aparecer. Fazendo o papel que lhe cabe: sujeito monossilábico embora metido a frases de efeito e tiradinhas sarcásticas e chutador de traseiros. O futuro do filme é como um prolongamento dos anos 80: cabelos estranhos (dã!), músicas com sintetizadores. A coreografia das dançarinas do Sobrevivente, o show, é algo que inspiraria as loucuras de Hans Donner - uma olhada nos créditos finais mostra que a responsável pela bagaceira é Paula Abdul!
Longa vida a essa década insana, e aos filmes que eu deveria ter visto na época. Que me sejam dados mais momentos de pôr a diversão em dia.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Viver um Natal pleno é comprar presentes a todos os amigos e familiares, e para isso enfrentar filas, congestionamentos, empurrões? Mesa farta, lista de compras cheia, apesar da crise? O espírito natalino manda, também, caprichar nas esmolas?
Senão, atente ao sentido cristão-ocidental da data festiva: um deus - ou alguém muito mais próximo dele que qualquer um de nós - surge entre os homens, ele também homem, a nos dar a definitiva lição de humildade.
Outra possibilidade ofereço: lembrar-se da magia que envolvia Natais idos, quando éramos poupados das preocupações e frustrações do mundo adulto. (Felizes de nós que tivemos essa dádiva.) Lágrimas aos olhos.
(...)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um brevíssimo "passeio" - uma ida ao banco, para ser mais exato, e a possiblidade de constatar as conseqüências do crescimento à brasileira: o transporte público caótico, cuja missão é levar cada vez mais pessoas cada vez mais longe em suas residências na periferia; alagamento, pois as chuvas são mais ou menos as mesmas de sempre, mas o piso, asflatado, impermeável, é de nosso tempo; e o que a "opção rodoviária" nos legou tão zelosamente: trânsito e poluição - passei um minuto caminhando atrás de um caminhão velho e fumarento; senti-me perder uns três anos de vida.

domingo, 2 de novembro de 2008

depois

ó, mundo, palco constante de injustiças de toda sorte. Uma tristeza, o que ocorreu a Felipe Massa. Hoje tudo se fez tão certinho, nas pistas e no boxe. Não fossem os reveses anteriores, hoje mesmo ele se sagraria o primeiro campeão brasileiro na Fórmula 1 desde Senna. E em Interlagos!
E o campeão do mundo, que nem ao pódio subiu. Coisa chocha. Não recebeu cumprimentos de Serra e Kassab. Na penúltima volta, Hamilton viu o campeonato escapar-lhe das mãos. Na última curva - Massa já havia vencido a corrida - a taça estava nas mãos do brasileiro. E como se portou o pequeno Lewis durante os breves instantes em que tudo parecia perdido? Seu nervosismo era nítido; não sabe ainda lidar com adversidades. O título do primeiro piloto negro da história da Fórmula 1 poderia ter esperado.

Agora os helicópteros fazem o caminho de volta.

antes

A casa fica na rota dos helicópteros que vêm e vão de Interlagos. Desde manhã cedinho é esse movimento intenso bem acima das ruas, e o ronco dos motores que chega até aqui.

Eu queria ir até o autódromo hoje. Não para ver a corrida; acho que isso só deve ter sua graça na tevê. A coisa de ter um piloto brasileiro na briga do título, uau, tampouco me pega. E, importantíssimo, eu não iria suportar o barulho. Só queria estar lá para conferir o movimento. Chegar em Interlagos com uma hipotética bicicleta, aquela que ainda não tenho, ou pegar o trem e descer na estação Autódromo, e conferir São Paulo em dia de Fórmula 1. Eita cidade em que tudo acontece, lugar que recebe tudo e todos.

Que eu me lembre, é o primeiro dia de Finados em anos com um tempo tão bom. Para tristeza de um eventual piloto bom de chuva. Senna era, Galvão Bueno tentou convencer de que Rubinho também seria.
(Antes de clicar em publicar postagem, a chuva começa.)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

resultados da câmara

Olha, aqui em São Paulo até que a coisa não foi tão desastrosa, certo? Perto do quadro assustador que se desenhava...só dois "famosos" levaram, e alguns nomes que não faziam falta não se reelegeram. Cem por cento satisfeito, não estou - longe disso - , mas dá até pra se alegrar um pouquinho.

sábado, 27 de setembro de 2008

Sem candidato a vereador até o momento. Acho que vou utilizar um critério esdrúxulo...tipo...atributos físicos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

bis

Pela segunda vez no ano vi um show de Fernanda Takai - e novamente vez de graça! A dose da Virada Cultural repeti bem pertinho da nova casa, no Shopping Boavista.
O repertório foi similar ao da apresentação anterior, com muitas músicas anteriormente gravadas por Nara Leão - a idéia era comemorar os 50 anos de bossa nova. Mas houve espaços para surpresas. Eurythmics marcou presença, como na vez passada, e as novidades foram versões de Duran Duran e...Michael Jackson! Todos aplaudidíssimos e com acompanhamento deste rato pop que lhes escreve.
Noite bela, e a torcida de que novos artistas - dentre os "grandes" - apareçam por aqui.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

sixteen years.
has it really been that long?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sinto-me particularmente estranho. Acabo de saber do falecimento de uma pessoa conhecida. Até aí, vá lá. Mas o tal alguém já foi objeto de meu desejo - não creio que precise dizer qual.
A pessoa se encontra agora acima de qualquer impulso carnal que tenha sentido - ou que vieram a sentir por ela. Intocável. Penso em meu presente, no dela, querendo e não querendo especular o depois. O que lhe acontecerá não me compete. E eu? Ainda suscetível às paixões da terra. Ainda aqui, por razões incalculáveis.
Não tenho o impulso suicida, mas a verdade é que sofro, sabe? E quem partiu está livre do que padeço. Por enquanto?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O blog está abandonado.
Há posts de julho ainda não concluídos, entre os rascunhos.
Atualmente não consigo nem pensar sobre o que escrever, quanto mais sentar ao micro e pôr mãos à obra. Tempo escasso.
Constato isso com pesar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

convite - meu último concerto coral em campinas

Salve, queridos amigos de Campinas! Espero que todos estejam bem.
Quero fazer um convite a vocês...no próximo dia 30 de agosto (sábado), o Canto Coral Exsultate, do qual faço parte, vai se apresentar no Festival de Música Sacra que está acontecendo este mês na Catedral Metropolitana de Campinas. O concerto está marcado para as 20:15 e no programa teremos o Magnificat de Pergolesi e dois corais do oratório Israel no Egito, da autoria de Haendel. Nesta última peça nos acompanhará o Coral Metrocamp e, durante todo o concerto, a Orquestra Ars Musicalis, ambos de Campinas.
Há mais um motivo pelo qual gostaria de ter a presença de vocês: esta apresentação será a minha despedida, ao menos por enquanto, de grupos corais. Quem me conhece sabe da importância do canto coral em minha vida nesses últimos anos, e foi em Campinas que essa história começou. Mas chegou a hora de dar um tempo, buscar novos ares. Mudarei de palcos, mas com alegria, a qual gostaria de partilhar com vocês. Me dão a honra?
Um abraço carinhoso do baixo de sempre,
André!

sábado, 19 de julho de 2008

http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/53652.shtml

Vem chegando a época das eleições e, não raro, ouvimos alguém comentar, "não há ninguém em quem se possa votar". Em uma cidade do Amapá, mais um pouco e esta frase poderia se tornar verdadeira.
Mais de noventa por cento dos postulantes a cargos eletivos em Mazagão podem ter suas candidaturas impugnadas; entre eles, todos - todos - os quatro concorrentes ao cargo de prefeito. 47 dos 52 candidatos à Câmara Municipal se encontram na mesma situação.
Quem esclarece o motivo é o Ministério Público estadual: “falta de moralidade e de condição de inegibilidade”. Há candidatos respondendo a mais de 20 processos de improbidade ou ações civis públicas.
Suponha-se que nada ocorra e todos os candidatos, ou a maioria deles, prossigam no pleito. Entre tantos nomes dotados de semelhante "ficha suja" assim comprovada, seria possível ao eleitor escolha legítima?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

um assunto pendente

A ilha não me permitiu ficar calado, sabe?
Mais de um mês se passou desde que assisti ao final da temporada de Lost - o tradicional episódio duplo com taquicardia e adrenalina dobradas - e só agora, que o AXN encerrou o quarto ano da série, eu me disponho a falar um pouquinho a respeito. Quanto a isso, sou obrigadoa admitir: aquela última cena trouxe uma revelação bombástica demais para o meu gosto. Perto dela, aceitar o primeiro flashforward da série, um ano ano atrás, foi fichinha. Mesmo. Mas o tempo dá jeito em tudo, em Lost inclusive, e hoje "aceito" melhor o grande chamariz para a quinta temporada, a ser exibida no longínquo ano de 2009, quando um punhado de coisas passará a fazer mais sentido, e outras tantas continuarão um mistério...
Não adianta, eu amo esse programa.


Está me amadurecendo a idéia de um mega review da quarta temporada. Idéias, idéias. Torçam para que se concretize!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

não é que de vez em quando...

...aparece coisa boa (ou, no mínimo, razoável) de onde menos se esperaria?
Para quem ainda não sabe, desde segunda-feira, Chapolin está de volta à programação do SBT. O horário é 13:15. O senão é que há emissoras da rede que exibem programação local nesse momento. Aqui em São Paulo as risadas estão garantidas, mas, em outras cidades, as únicas opções para matar as saudades do "Vermelhinho" são o Youtube e os sites de fãs. Ou suas gravações caseiras...
Outra do tio Silvio: a chamada para Grey's Anatomy é sensacional. Sabe por quê? Normalmente o estilo brega do SBT me enoja um tanto, mas neste caso, vem bem a calhar. "Compra a novela americana com a novela brasileira", diz a locução - a série vai passar às quintas, logo após Pantanal. Novela! Eu nunca assisti e nem pretendo, mas convenhamos, Grey's é isso mesmo. Só o intervalo entre os capítulos é que é mais longo e, por isso, a história quase sem fim dura longos anos, em vez de longos meses.

sábado, 28 de junho de 2008

rise and shine!

"Courage, child of Washington,
Though thy fate disastrous stems,
We have seen the setting sun
Rise and shine with brighter beams."

De The Torch Light And Public Advertiser, fevereiro de 1824.

Sempre gostei da expressão que dá título ao post. No texto acima, percebe-se uma clara referência ao Sol, mas podemos traduzi-la por algo como "acordar para a vida", fazer o que deve ser feito.

terça-feira, 24 de junho de 2008

a filosofia de seu madruga (com breves comentários)


(Se você não admite que se fale de Chaves, sinceramente não sei o que está fazendo por aqui.)


"Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar."

Apud um programa de televisão a que o velho pai da Chiquinha assistiu. O mestre - como, aliás, não surpreende - distinguia com sabedoria o trigo do joio na imprensa, e nos transmitia somente o melhor.

"Não existe trabalho ruim! O ruim é ter de trabalhar."

Não é preciso ser sábio para entender que esta lição não exclui a anterior. Trabalho, todos devem ter um, mas é impossível amá-lo, ou odiá-lo, durante cem por cento do tempo. Caso contrário, algo está muito errado!

"Na vida temos que sacrificar algumas coisas para conseguir outras."

Serve como justificativa para deixar de pagar o aluguel e para muitas outras situações práticas.


"Atores vemos...costumes não sabemos!"

Aqui o mestre se manifesta contra o culto às celebridades tão comum em nossos dias.

"Para o amor, não há barreiras! Todas se rompem!"

Sim, ele também versou sobre o amor. Como aconteceu com a maioria dos grandes nomes do pensamento humano, aqui as palavras de Madruga foram mal interpretadas, e ele acabou agarrado por Dona Clotilde.

"A vingança nunca é plena: mata a alma e a envenena."


Não somente uma grande lição de vida praticamente auto-explicativa, mas também um aforismo belamente construído - note-se a rima rica.

"As pessoas boas devem amar seus inimigos."

Madruga não usava de palavras difíceis em seus ensinamentos, dada sua origem humilde. Isso não impedia, contudo, que suas mensagens não tocassem fundo. Que o diga Dona Florinda, que após saber que o dito acima foi proferido por seu tradicional rival, não teve escolha senão a de louvar sua sabedoria, num dos momentos mais tocantes de todo o seriado.


E tenho dito! Se eu lembrar de mais pérolas, edito o post :)

domingo, 22 de junho de 2008

(telefone toca)

escritório
consultório
refeitório
reformatório

sanatório

envoltório

sábado, 21 de junho de 2008

festa junina (julina às vezes)

E vivam a quadrilha, o casamento na roça, as crianças vestidas de caipirinhas, as barraquinhas com gincanas e quitutes - mesmo coisas que não gosto, como quentão. E ainda tem correio elegante e a prisão. A fogueira. A quadrilha. Balão e rojão me deixam meio preocupado.
Não sei se festa junina pode ser considerada folclore, e na verdade isso não importa: simplesmente acho muito bom que siga acontecendo por nosso país. Prestigio sempre que posso.

minhocão morumbi?

É sobre o que acabei de ler nesta matéria no Yahoo. De algum lugar surgiu a idéia de construir uma pista elevada entre a futura estação São Paulo-Morumbi do metrô ao estádio do bairro. Justifica-se a pressa para chegar ao futebol com a proximidade da Copa do Mundo de 2014.
Em que pese à ausência de senso que acomete alguns dos brasileiros em assuntos concernentes à chamada "paixão nacional", espero uma manifestação veemente dos moradores da nobre região contrários à obra que lhes tiraria (mais) o sossego e eliminaria o canteiro central de uma avenida. E vozes tais costumam ser ouvidas. Outra razão lógica para um "fora Minhocão" é sua serventia para lá de discutível: espera-se um movimento maior para a festinha do futebol, e depois?
A nós outros, resta a torcida. Contra a obra, e não por um time qualquer, como alguém poderia supor, já que por aqui se falou de futebol. E uma dúvida: como aquela monstruosidade em Santa Cecília, o Elevado Costa e Silva - primeiro e único de sua estirpe, espera-se - pôde um dia sair do papel?

sexta-feira, 20 de junho de 2008

nas alturas...

"Em cima, o mundo da era espacial onde equipes de noticiários voadoras viajam pelo céu para seu próximo furo de reportagem e ricos executivos transitam sem esforços entre condomínios de luxo, balneários na praia e reuniões de negócios; embaixo, o caos congestionado onde a vasta maioria dos moradores se espremem juntos em uma orgia de engarrafamentos e acidentes de moto."


Minha cidade segundo o "Guardian"! Não é chique?

domingo, 15 de junho de 2008

que dia!

Argh! Tudo que quero é esquecer este domingo. Todos têm aqueles dias terríveis; este foi o meu. Enfrentei conduções cheias e mal cheirosas, chuva, vento, chuva mais vento...para nada. Minha feliz recompensa não veio, a felicidade se recusou a sorrir para mim hoje. Melhor sorte na próxima.

sábado, 14 de junho de 2008

Em suas preces, peçam por mim. Façam com que me seja permitido descansar. Fechar os olhos, ir para o longe, e ao regressar, estar inteiro novamente. Que as inquietações cessem.

terça-feira, 10 de junho de 2008

realidade

O seu animal de estimação tende a perder parte de sua fofura quando você descobre que, no interior daquela linda embalagem, pode haver parasitas.

domingo, 8 de junho de 2008

carta amistosa

Meu caro amigo, que esta missiva o encontre bem. Devo-lhe uma visita, uma conversa mais demorada, uma tentativa de reviver os bons tempos (...), enfim; enquanto tal hora não chega, vai a carta mesmo, a fim de mostrar que não o esqueço.
Não escrevo, porém, para contar novas, aliás, numerosas e significativas, nem para pedir-lhe que me ponha a par das suas - se até minha vida andou, imagino o que não terá lhe acontecido. Ficará isso para depois. Agora, tudo que quero é sentar e, de certa forma, conversar. Peço a você, ao ler estas linhas, que imagine aquelas noites em outros tempos, tempos que poderíamos chamar de nossos, tão próximos que estávamos, tanto que compartilhávamos.
Ontem vi fotos suas e me foi impossível deixar de pensar, deixar a mente ir longe. A verdade é que você foi longe, meu amigo. Onde está agora, ninguém o diria em momento algum que chegaria. Você o disse, e isso fez toda a diferença. Por um tempo, ensaiamos que eu também tivesse um sonho, você bem se lembra. Como você, e como outros conhecemos em nossa época (suspiro), eu me levantaria contra todo e qualquer empecilho que viesse a surgir na tortuosa jornada a meu lugar mítico de direito. Mítico, porque muito, muito distante; de direito por aparente destino. Hoje...sinceramente, não creio mais que esteja neste mundo para realizar algum sonho. Ao contrário, se eu fosse acometido agora pela tristeza que por vezes tomava conta de mim quando ainda podíamos, você e eu, sentar e conversar, diria que meu destino é suportar pesadelos, de modo a com eles aprender alguma coisa. Que maneira de encarar a vida, você responderia, você que sempre a quis intensa, e assim se fez. Mas eu mudei...minhas idéias, meus conceitos mudaram. Não consigo mais crer que a vida seja uma só. Certas coisas simplesmente não se aplicam mais a mim. Nada de planos audazes que se imponham a pequenas probabilidades de êxito ou ao espanto do próximo e ao nosso próprio. ... aproveitando as chances que me forem dadas - que, veja só, ainda são variadas. Primeiro, as mais racionais, mais certas, e o que mais ver, lucro será.
Que ambos sejamos felizes conforme nos for permitido.
Um forte abraço.

terça-feira, 3 de junho de 2008

do que fazer a seguir

Sempre vou me cuidar. Farei o possível, o que estiver ao meu alcance, para não agir de maneira imprudente. Tenho um compromisso com meu bem-estar, o qual garante também ajuda a outras pessoas - mesmo a quem sequer imagino. Quem me fornece tal aviso pode também vir em meu auxílio.
Que assim seja.
Não provoque situações que possam ter conseqüências das quais possa se arrepender, talvez para sempre.

domingo, 1 de junho de 2008

como no primeiro mundo. como, no primeiro mundo?

Foi inaugurado ontem ao público o Shopping Cidade Jardim, localizado na Marginal Pinheiros, entre as pontes de acesso à Avenida dos Bandeirantes e a novíssima ponte estaiada. Não ainda a pleno vapor; muitas lojas ainda estão fechadas ou mesmo em obras. Atrás do shopping estão também em construção quatro edifícios, a se tornarem os mais altos da cidade.
Não estive na inauguração, obviamente. De fato, adentrar o lugar não está em meus planos em tempo algum. Nem se eu fosse absurdamente endinheirado. De quantos templos de consumo extravagante a cidade ainda precisa? Há a monstruosa Daslu sem acesso para pedestres do outro lado da Marginal, onde também se constrói o futuro shopping de Vila Olímpia - numa área de trânsito complicado - e os já veteranos (e vizinhos) Morumbi e Market Place não estão longe.
Foi pelo jornal de hoje que soube da abertura do shopping, com o qual não simpatizo desde o início das obras. Quase todos os visitantes adoraram a sensação de estar no "primeiro mundo", torrar dinheiro como se estivessem em outro país. Pois fazê-lo com a imagem de um Brasil na cabeça não deve ser tarefa fácil, por mais "elite" que o visitante do shopping se sinta. Quando as obras estiverem completas e o cheiro do Rio Pinheiros não se insinuar tanto no local, como agora acontece - segundo o jornal, sempre - talvez a atmosfera primeiro-mundista se construa mais facilmente.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

(mais um post que não teria título...)

A pessoa, caso volte ao blog, sabe do que estou falando ;)


Que manhã maravilhosa foi a de hoje. Tive de sair de casa cedo hoje com uma óbvia nuvenzinha preta sobre a cabeça, mas as primeiras lindas cores do dia logo a dissiparam.
Preciso de uma câmera decente. A outra, aposentei para não me estressar (mais). Ai de mim, que vejo fotos em toda parte agora que tenho o "olho fotográfico" desperto - ainda que em nível principiante.

***

Sim, estou roendo todas as unhas para o final da quarta temporada de Lost, disponível para download em algumas horas. Ah, a terrível expectativa. Quais perguntas serão respondidas hoje? Quantas outras surgirão? E depois é a espera mortal até um longínquo 2009.

***

Aqui entre nós, quem precisa de um novo Tira da Pesada?

terça-feira, 27 de maio de 2008

E agora essa possibilidade de vender a Nossa Caixa. Pouco sei de economia, como a população em geral, mas atrevidamente me pergunto o que leva a conclusão de que o Estado de São Paulo não deve mais gerir um banco. Mais ainda em se tratando daquele que hoje é responsável pela folha de pagamento do funcionalismo público paulista, estadual ou de seus municípios - a qual, estranhamente, até bem pouco tempo atrás, estava nas mãos dos espanhóis do Santander desde a venda do Banespa, há anos. Ninguém havia pensado, ou pensa agora, que servidor paulista deveria receber seu contracheque de São Paulo? O possível novo dono da instituição paulista seria o Banco do Brasil, que faria o arremate por venda direta. Há, porém, quem questione a legalidade de tal procedimento, dizendo que empresa pública se vende por leilão, aberto a quem interessasse. E banco grande interessa a banco grande; aí também viriam as megarredes privadas, nacionais ou multinacionais, e seus lances vistosos. Em se fechando o negócio com o BB por qualquer via, levando-se também em conta a recente incorporação de outros estaduais pelo mesmo, surge um banco estatal tão poderoso quanto os maiores privados. Então os mais críticos à desestatização diriam que, não tivesse havido a farra de privatizações de alguns anos, que vendeu bancos estaduais como o Banespa e todas as operadoras de telefonia, entre tantas outras empresas, não seria preciso incentivar o surgimento de banco gigante estatal algum. E com a inocência de quem é leigo em granes finanças, deixo outra pergunta: até que ponto uma empresa pública deve ser competitiva? O pouco que consigo apreender desse jogo trata da quantia absurda de dinheiro que os já mui abastados banqueiros e investidores tiram como do nada, enquanto nós outros...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

gerais...generalíssimas



***

Meu cachorro fará quatro meses no dia 29, quando estrear o episódio final da quarta temporada de Lost (nos EUA).
Brrr.

***

Alguém diria que esta é uma boa época para estar solteiro...
Quem sou eu para concordar?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Você tinha de ver o fim de tarde de hoje, amor.
Coisa mais linda.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

névoa

Não me lembro do último amanhecer enevoado por estas bandas. Me recordo de vários ao longo da infância, eu indo para a escola, a visão ao longe prejudicada por aquilo que os meus pais chamam de cerração - não gosto dessa palavra, não sei por quê. Então, na manhã de hoje, senti-me retornando a tempos antigos, mais inocentes, em que a própria vizinhança era mais amigável, mais pura, e desejei que a névoa que encobria as casas mal acabadas, hoje em número muito, muito maior que em minha infância, de alguma forma se fundisse à degradação humana ao redor e tudo fosse dissipado aos raios do sol.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Tive ontem a oportunidade de trafegar pela mais recente obra viária da cidade, a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira (já possuímos logradouros homenageando ex-donos da Globo, do Estado e agora da Folha; resta apenas a Abril). Eu era motorista, então não pude contemplar mais detidamente o caminho percorrido; foi apenas o barato de dirigir na "ponte nova".
Mais uma grande solução urbanística para carros. Agora, a torcida para que sejam contemplados em breve os habitantes e "passantes" da cidade que utilizam, ou podem bem vir a utilizar, outro meio de transporte, como ônibus, metrô, bicicleta.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Posted by Picasa

domingo, 4 de maio de 2008

homem de ferro

O primeiro blockbuster do ano é muito bacana; assistam sem medo. A transformação de Tony Stark de playboy inconseqüente a super-herói com direito a interesse romântico a ser trabalhado em futuras seqüências (ei, é uma adaptação de quadrinhos hollywoodiana) é bem entregue. O carisma é tanto que é impossível não vibrar quando a armadura definitiva de Homem de Ferro singra os céus pela primeira vez depois de testes e mais testes, e isso vale mesmo para quem não faz o tipo engenhoqueiro do protagonista. Ação e efeitos visuais na medida certa, como é imprescindível em filmes do gênero. Quantos aos atores, sem grandes queixas; Robert Downey Jr. está ótimo e mesmo Gwyneth Paltrow se faz menos insossa que o usual no papel da ruiva Pepper Potts.
A tradicional participação de Stan Lee é divertidíssima, redimindo o chefão da Marvel daquela aparição jogada em Homem-Aranha 3. E permaneçam no cinema até o fim dos longos créditos finais para uma última cena de fazer os fãs do gibi babarem.


sexta-feira, 2 de maio de 2008

chove desde sempre.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

flores

Estou diante da entrada de um Pão de Açúcar. Há flores de todo tipo aqui. Tenho pensado muito em flores ultimamente. Como nunca antes. Detenho-me a contemplá-las onde estiverem: em casa, na rua, em fotografias. Penso em ter alguma (algumas?) em meu quarto. Mas meu irmão pode destruí-las. Há um outro contra, mais tolo. Flores se vão muito depressa. Em poucos dias, começam a murchar, definhar...morrer. Não se trata de avareza. Queria mesmo uma imagem mais duradoura, cores que se mantivessem, nada de trocas semanais de morte por vida. Então imagino: eu poderia pregar fotografias de flores nas paredes. Mas não é a mesma coisa! Que solução encontro, além de fazer-me indiferente a esse colorido, como no passado?
A propósito, interessaram-me por aqui: gerberas (parecem, mas não são margaridas), crisântemos, violetas, girassóis, kalanchoes e lírios alaranjados.

terça-feira, 29 de abril de 2008


Ora...sempre pode haver quem ainda não tenha visto. Será que o padre achou o Henry Gale?

foi quando com o alan moore eu vi, um cavalo de fogo ali...

Porque nada, mas nada neste mundo é solto e totalmente dissociado de qualquer coisa, de modo que tudo encontra algo a lhe fazer par por relações às vezes absurdas, especialmente se trabalha nessa busca de insanas interconexões uma mente humana. Eu estava procurando tirar o atraso em minha leitura de Promethea - gibi genial e ultraviajante e de Alan Moore e J. H. Williams, sobre o qual não concebo uma única linha decente à guisa de comentário - e lá encontrei umas criaturas meio espectrais denominadas Globgoblins. Quase imediatamente fui levado a Dar-Shan, terra fictícia palco das aventuras do Cavalo de Fogo. A maléfica Diabolyn tinha Goblins a seu serviço. Mas eram uns bichinhos pequenos, até simpáticos - quase fofos; havia um rosa - notório alívio cômico da série. Mas ocorre a todos que eles eram originalmente humanos? A curiosidade os matou: abriram a urna onde se encontravam os, esses sim terríveis, Espectros, cujas aparições eram geralmente breves e bem, amenizadas a fim de não aterrorizar tanto o público infantil. Geralmente, foi dito. Mas há um episódio em que os Espectros assumem a forma de um cavaleiro com pinta de galã latino, bigode incluído, e seqüestra Sara, herdeira do trono de Dar-Shan. Acresce que os atemorizantes seres etéreos fizeram isso à revelia da vilã "oficial" do desenho; cansados dos fracassos dela, quiseram resolver os problemas - digamos, a existência de bondade no mundo - a seu modo. Falharam também. O Cavalo de Fogo recrutou para a vitória o antigo príncipe, viúvo da mãe de Sara, Sarana - e pai adotivo de Sara no chamado mundo mortal! Diabolyn e os Espectros devem ter apagado as memórias dele. O retorno das mesmas, no entanto, durou somente o tempo do episódio. Com tudo isso, venho dizer que, a partir dos tais Globgoblins, lembrei-me de que Cavalo de Fogo, com sua música-tema tola (quem nunca a cantou para uma risada?), era um desenho muito sombrio. Nem os Goblins gracinhas e a habitual mensagem de esperança a cada nova aventura poderiam esconder essa verdade. Esse episódio dos Espectros sempre me dava arrepios na infância.
Uma última coisa, não relacionada, ou relacionada demais: a competente Miriam Fisher dublava a doce Princesa Sara nos anos oitenta e hoje empresta voz à insana babá de Os Padrinhos Mágicos - personagens estranhos em desenhos idem, quão surpreendente.
Agora, com licença, ainda não acabei de ler aquela edição de Promethea.

domingo, 27 de abril de 2008

virada cultural

O centro da cidade em ebulição. O saguão da Prefeitura resiste à potência avassaladora da Orquestra Sinfônica Municipal e do Coral Lírico, mas o mesmo não se pode afirmar a respeito dos espectadores; alguns deles nitidamente jamais haviam estado numa sala de concerto, perdoe-se o barulho. O som de piano na praça é bem-vindo, restaura energias físicas e psiquicas. Pistas de dança abertas a escolher, separadas por somente uns poucos quarteirões. Performances de artes corporais. Grandes shows de música popular. Teatro. Cinema. Tudo isso e tantas coisas mais possíveis de ser vivenciadas num único final de semana, a maioria esmagadora de graça. A quarta Virada Cultural reafirma o sucesso do evento que clama tornar-se tradição, chamariz a turistas, moradores e passantes nesta São Paulo repleta de possibilidades de lazer, cultura e entretenimento.
Já me rasguei para o acontecimento na prefeitura; cito mais dois eventos marcantes. Fãs antigos e recentes, novos e de mais idade compartilham do prazer de conferir o prazer dos Mutantes em se apresentar novamente - pude finalmente apreciar a unicidade do som da banda. Fernanda Takai atrasou, mas encantou o público; com sua simpatia, garantiu novos fãs ao repertório de seu primeiro cd solo.

terça-feira, 22 de abril de 2008

bem-vindo, tyrone!

Querido diário,
Desde sábado, a família tem um novo membro. É um cachorrinho, um filhote de Dachshund ou Teckel, aquele das propagandas de amortecedores Cofap. Sempre achei, erroneamente, que essa raça famosa se chamasse Basset Hound; os dois cães têm suas semelhanças e o equívoco é até comum. O nosso - é macho - tem três meses de idade e se chama Tyrone. Idéia de minha mãe, que é fã de Backyardigans. O Tyrone da TV, porém, é um alce. Mas todos achamos o nome simpático.
Preciso dizer que o cachorrinho é uma graça? Ativo, brincalhão, carente - sempre quer a companhia de alguém e chora quando vê que vai ficar sozinho lá fora. Na foto a seguir, a carinha tristonha dele.





quinta-feira, 17 de abril de 2008

lembrem-se, lembrem-se

o anjo esquerdo da história (Haroldo de Campos)

os sem-terra afinal
estão assentados na
pleniposse da terra:
de sem-terra passaram a
com-terra: ei-los
enterrados
desterrados de seu sopro
de vida
aterrados
terrorizados
terra que à terra
torna
pleniposseiros terra-
tenentes de uma
vala (bala) comum:
pelo avesso afinal
entranhados no
lato ventre do
latifúndio
que de im-
produtivo re-
velou-se assim u-
bérrimo: gerando pingue
messe de
sangue vermelhoso
lavradores sem
lavra ei-
los: afinal con-
vertidos em larvas
em mortuá-
rios despojos:
ataúdes lavrados
na escassa madeira
(matéria)
de si mesmos: a bala assassina
atocaiou-os
mortiassentados
sitibundos
decúbito-abatidos pre-
destinatários de uma
agra (magra)
re(dis)(forme) forma
- fome - a-
grária: ei-
los gregária
comunidade de meeiros
do nada:
enver-
gonhada a-
goniada
avexada
- envergoncorroída de
imo-abrasivo re-
morso -
a pátria
( como ufanar-se da? )
apátrida
pranteia os seus des-
possuídos párias -
pátria parricida:
que talvez só afinal a
espada flamejante
do anjo torto da his-
tória cha-
mejando a contravento e
afogueando os
agrossicários sócios desse
fúnebre sodalício onde a
morte-marechala comanda uma
torva milícia de janízaros-ja-
gunços:
somente o anjo esquerdo
da história escovada a
contrapelo com sua
multigirante espada po-
derá (quem dera! ) um dia
convocar do ror
nebuloso dos dias vin-
douros o dia
afinal sobreveniente do
justo
ajuste de
contas



(Não chequei se podia colocar o poema sem autorização de alguém; se eu estiver infringindo alguma lei, sejam polidos e me avisem antes de um possível inquérito criminal. O mais que faço aqui é divulgar um autor nosso.)

terça-feira, 15 de abril de 2008

o lado bom

Não sei vocês, mas nesses tempos em que os dias de sol se tornam cada vez mais escaldantes e estimulam aqueles que preconizaram o aquecimento global a fazer a dança do "eu te disse", acho simplesmente maravilhoso curtir um tempo nublado e frio de vez em quando, dormir ao som da chuva e enrolado nas cobertas.
E neste final de semana estavam me contando sobre outras épocas em Capão Redondo...muito mato, bichos, árvores frutíferas...um clima meio de zona rural, mesmo. Coisa de 35, 40 anos atrás, nem é tanto tempo assim. E o tempo? Dá para acreditar que já houve geada por estas bandas? Invernos que faziam jus ao nome.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Por que tanto trânsito, por que hoje há acidentes como nunca nas ruas, nas estradas...nas calçadas? Causas, poderíamos atribuir várias, sair culpando pessoas, coisas, mas eu parei um dia diante da televisão e me pus para pensar...atente aos comerciais: são tantos anúncios de automóveis, carros e motos de todos os modelos e preços, mais atenção ainda: é cada vez mais fácil adquiri-los, tantas facilidades, anos de crediário, compre agora e só termine lá longe, e quem mesmo assim ainda não pode, aguarda ansiosamente o momento de ter o seu carro, ou a sua moto - o importante é ser seu - a ganhar as ruas da cidade que são tantas, porque sempre adoramos carros mesmo quando poucos podiam tê-los...e hoje o transporte público é deficiente...bem, o cidadão adquire o seu veículo e quer mais andar com ele por aí, é seu direito, o problema é que por aí está tudo parado, cada vez mais parado, de modo que hora do rush vem se tornando coisa do passado, os dias são um rush. Aí começa a batalha. Moto, por exemplo, fica presa em trânsito só se o condutor quiser. E mais e mais condutores não querem, os carros param e as motos avançam, a buzina quase estourando os ouvidos de todos, ai de quem se colocar no caminho, retrovisores e vidas em risco. E os veículos com quatro rodas ou mais se vêem igualmente impacientes: avançam sinal, fecham cruzamento, invadem pistas proibidas. O resultado sabemos, vemos nas ruas por onde passamos ou não. O que precisaríamos sobretudo era menos egos, uma coletividade que passasse a agir mais como tal.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Em pleno mês de abril eu fui sonhar com natal. Parece mentira, hahaha.
Pra piorar, o sonho foi tão, digamos, intenso, que, enquanto eu "estava" nele, pensei em colocar no blog alguma mensagem como, feliz natal a quem é de comemorá-lo. Algo assim. Do grupo que não celebra a festa me esqueci, mas garanto que não foi maldade.
O sonho, ou do pouco que lembro: havia até um grupinho vocal cantando músicas com mensagens natalinas. Eu não fazia parte dele, nem alguém conhecido.
Minha memória é tão boa em quase tudo, mas se recusa a funcionar quando o assusnto é sonhar. E até em sonho eu penso no blog: note-se que fiquei mais de dez dias sem postar.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Que magnífica manhã! Abro a janela - meu quarto dá para o sol nascente - e a primeira saudação do dia é dupla: vem da luz intensa da estrela-mãe há pouco erguida do horizonte, vibrando, espraiando novidade de vida, e de uma brisa fresca, que bem poderia ter dado volta ao mundo durante a madrugada, pois parece trazer agora a paz que envolve o merecido descanso dos seres. Recebê-las assim juntas, é como se algo as infundisse e derramasse o melhor de ambas sobre esta terra, o resultado final é precioso. É fonte a mais segura de necessária renovação para a semana recém-iniciada, sopro para o qual basta içar velas, definir curso e avançar sempre.

sábado, 29 de março de 2008

fotos de celular

Analisando assim, friamente, o telefone celular, nome genérico dado a esse artefato multitarefa que boa parte das pessoas não totalmente excluídas da sociedade de consumo atual possui, o qual também pode ser utilizado como aparelho de telefonia móvel, é uma das invenções mais peculiares da história. Não pelo aparelho em si, mas devido ao retrato que nos revela da humanidade.
E note-se que, num primeiro instante, alguém poderia pensar que o celular, ao contrário, aos poucos nos desumaniza. Capture isto: uma pessoa se aproxima, falando, mas não é a você que ela se dirige. Nem a alguém próximo, aliás: seu interlocutor é um ser invisível, ele ou ela também a falar "consigo" em outra parte. Mas esta é uma foto à parte no álbum que ora contemplamos. Quase todos já ouviram da boca de alguém o dito "não vivo sem meu celular" e, a partir do que se apresenta nas próximas linhas, tal dependência se mostrará aos olhos legítimo sinal de...bem, tire o leitor sua conclusão.
Falamos acima sobre uma pessoa já engajada em uma conversação ao telefone. Mais interessante ainda, entretanto, é notarmos a posse do aparelhinho antes de qualquer palavra ser dita, quando ouvimos um daqueles toques ou ringtones tão correntes quanto extravagantes. Se o celular toca seqüências de peças eruditas ou pior, uma campainha de telefone, ele não poderia ser mais arcaico. Hoje muito se escolhe, basicamente, entre os hits do momento e os inventivos toques falados - quem já ouviu sabe, impossível descrevê-los. Quer algo marcante de verdade e as opções anteriores não satisfazem? Ninguém deixará de olhar em volta procurando aquele telefone que tocou o tema da clássica cena do assassinato em Psicose ou rugiu como o monstro de fumaça da ilha de Lost.
Completa-se a ligação. Agora, por favor, não seja indelicado e procure fechar os ouvidos à conversa alheia. Se, por um motivo qualquer, porém, a pessoa se vê obrigada a elevar o tom de voz...então seja bem-vindo, por um instante, à vida de um completo desconhecido. Seu papel é o de um confidente involuntário. E creia, não se experimenta o real constrangimento até o dia de ouvir a primeira briga ao celular. Um boi faz falta é nessas ocasiões, com o perdão da liberdade tomada ao dito popular. Os mais maldosos não seguram as risadas.
Álbum pitoresco, não? Teríamos mais cenas assim fascinantes, a seu modo, se prosseguíssemos. Nunca o criador do telefone celular deve haver imaginado que seu invento seria utilizado como um modo de expressão tão contundente.

quarta-feira, 26 de março de 2008

vida é para se maravilhar

Há uma espécie de cigarra que passa dezessete anos em estágio larval, sob a terra, alimentando-se de seiva extraída de raízes arbóreas. Quando esse longo período chega ao fim, o animal "emerge" do solo, escala a árvore que o alimentou por tanto tempo, troca de pele e se torna uma cigarra adulta, asas que o permitem voar e pronto a completar seu objetivo nesta vida: encontrar um parceiro e se reproduzir. Se o inseto for macho, emitirá aquele canto tão característico, contínuo, pressuroso. A fêmea produz um único som, semelhante a um estalar de dedos, proveniente do ato de bater uma asa contra a outra, sinal de que aceitou a corte de um macho e está pronta para a cópula. Uma cigarra adulta não vive por mais de duas semanas.

marca

Você é capaz de deixar suas pegadas sobre o deserto - prova incontestável de sua presença no mundo hostil - ou sua espécie não foi talhada para isso?

terça-feira, 18 de março de 2008

Acordo insone no bairro dormitório
Quem se perde entre paredes familiares
conta apenas consigo próprio
Tateio no escuro sem encontrar
o remédio que não cura
O que tenho comigo
preencheria um mundo de diferenças
(...)
Então eu estava seguindo meu caminho dentro de uma daquelas famigeradas vans - "dá um passinho pro fundo, pessoal". Quase invariavelmente o aparelho de som desses carros está nas alturas, o rádio tocando uma dessas músicas bem ao gosto popular, e a meu desgosto. Mas nesta viagem o som estava num volume até civilizado, e ouvia-se uma música gravada por algum cantor ligado a alguma dessas igrejas pentecostais. Melhor que a alternativa, pensei. E de repente, um clique: a melodia era idêntica, idêntica mesmo, à do jogo Bobby Is Going Home, do eterno Atari. Fiquei notadamente pasmado. Não sei se a música "existia" antes do videogame; se alguém puder, ajude-me aqui. Mas ouvir algo tão familiar de uma maneira tão inesperada...nem sei o que mais dizer.

Fiz um midi para a melodia do joguinho, até mesmo porque não encontrei nenhum na Internet (que absurdo). Só que o Blogger não hospeda esse tipo de arquivo, então não posso mostrar aqui este fruto de meu trabalho.

segunda-feira, 17 de março de 2008

canto: eu já sabia!

Cristina Gawlas Viena, 16 mar (EFE).- Cantar não é apenas uma das formas de expressão mais antigas do ser humano, mas também pode curar muitos males, garantem cada vez mais médicos, que recomendam a prática do canto com regularidade, embora os estudos sobre seus efeitos benéficos do canto sejam recentes.
Até pouco tempo atrás, não existiam estudos científicos a respeito do assunto, mas resultados de pesquisas recentes confirmam inclusive que cantar deveria ser receitado pelos médicos, afirma a doutora Gertraud Berka-Schmid, psicoterapeuta e professora da Universidade de Música e Artes de Viena.
A especialista critica pais e professores que tentam proibir as crianças de cantar porque "não sabem", pois assim as privam de sua capacidade de "personificação" e o acesso à experiência do som.
"Isso faz com que a consciência da personalidade mude, reduzindo seu desenvolvimento, porque poder levantar a voz, ser ouvido, ser reconhecido e aceito é de importância vital para um ser eminentemente comunicativo como o ser humano", afirma Berka-Schmid em declarações à revista de medicina austríaca "Medizin Populär".
"Cantar é a respiração estruturada", afirma a médica, explicando o efeito fisiológico da respiração abdominal - a mais profunda -, que prevalece quando se canta e que se transforma em massagem para o intestino e em alívio para o coração.
Além disso, garante a doutora, essa respiração fornece ar adicional aos alvéolos pulmonares, impulsiona a circulação sanguínea e pode melhorar a concentração e a memória.
Na opinião da especialista, cantar é um ótimo remédio para os males específicos do nosso tempo, porque equilibra o sistema neurovegetativo e reforça a atividade dos nervos parassimpáticos, responsáveis pelo relaxamento do corpo.
Cantar gera harmonia psíquica e reforça o sistema imunológico, importantes frente a problemas tão freqüentes hoje em dia, como os transtornos do sono, as doenças circulatórias e a síndrome de
burnout - a exaustão emocional.
As conseqüências de um estímulo nervoso excessivo são típicas dos tempos atuais, afirma a especialista: as pessoas não agüentam os próprios impulsos, se isolam, se bloqueam e paralizam ou acumulam agressividade.
Através da voz, o ser humano é capaz de expressar seus sentimentos de tal maneira que pode se desfazer de uma série de más sensações.
Em algumas ocasiões, isso não é possível apenas falando normalmente e, por isso, o canto desempenha um papel essencial.
Lembrando o ditado "quem canta, seus males espanta", não há diferenças em cantar sozinho, em dupla, em coro ou no banheiro, assim como não importa se a pessoa desafine, garante Berka-Schmid.
O corpo é o instrumento de que dispomos para nos comunicar e jogar fora a ira acumulada. A respiração varia de acordo com as emoções, pois quem está agitado, por exemplo, tende a respirar de forma diferente daquele que se encontra triste.
Na prática, observou-se que pacientes com Mal de Alzheimer, graças a uma música conhecida, recuperaram algumas lembranças, e pessoas que sofreram apoplexia conseguiram voltar a falar através do canto, segundo a especialista.



Li no Yahoo. Esta merecia o copy/paste integral. Quem me conhece sabe que vou discordar um pouquinho da parte em que se diz "não importa se a pessoa desafine". Se eu perco o tom e percebo - quase sempre percebo - fico mal; já a pessoa que viaja demais na afinação perto de mim ganha uma careta. No mais, é isso mesmo: ai de mim se eu não cantasse. Você deveria tentar também.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Já tive esse mesmo sonho outras vezes nas últimas semanas. Vários livros aparecem abertos diante de mim, começo a lê-los em voz alta ou apenas mentalmente. Os temas são familiares, compreendo cada palavra, mas não me recordo de nada ao acordar, perco todas as informações. Hoje vi também pedaços de papel com anotações feitas à mão; essas, tenho certeza de que sequer consegui ler.
Conversei com uma amiga iniciada em espiritismo a respeito e ela acredita que posso estar prestes a receber uma mensagem, algo que devo divulgar, quando chegar a hora desse conteúdo se revelar.

sábado, 8 de março de 2008

felipe carrillo puerto

Felipe Carrillo Puerto nasceu na cidade de Motul, México, em 1874. Foi governador de seu estado natal, Yucatán, entre os anos de 1922 e 1924. Progressista, teve como principais bandeiras a reforma agrária, o voto feminino e a conquista de direitos pelos índios maias. Era conhecido como Dragão Vermelho com Olhos de Jade por seus inimigos e Apóstolo dos Índios por seus admiradores. Teve mais treze irmãos, e praticamente todos lutaram pela melhoria nas condições de vida dos povos maias, exceto um. Puerto foi assassinado em janeiro de 1924. Quando ele foi morto, três de seus irmãos, Wilfrido, Benjamin e Edesio, também perderam a vida, além de oito amigos.
Puerto viveu um romance com a jornalista norte-americana Alma Reed, o qual foi celebrado na canção "La Peregrina".
Duas cidades mexicanas têm seu nome, nos estados de Quintana Roo e Oaxaca. Há também uma avenida na periferia da cidade de São Paulo, Brasil, chamada Felipe Carrillo Puerto.

Adaptado do Wikipedia. Clique para ler o artigo original (em inglês).

sexta-feira, 7 de março de 2008

obama citando sandman

No banner abaixo, o clássico duelo de palavras entre Sandman e um demônio (com a cara do David Bowie, pelo que me lembro) na quarta edição do aclamadíssimo título escrito por Neil Gaiman, transposto para a disputa para a vaga dos Democratas (de lá) à eleição deste ano. Obama se põe no papel do vencedor, claro.

PS1: Não apóio qualquer dos postulantes à eleição americana, com ou sem o apelo quadrinístico.
PS2: Preciso fazer um favor a mim mesmo um dia desses e ler Sandman completo.
PS3: O gif é do Universo HQ, porque não deu certo fazer o upload da imagem gravada do meu micro.

quarta-feira, 5 de março de 2008

manhã

As manhãs ainda são belas, apesar do que fazemos. Um céu tão azul, a luz esplêndida que empresta ainda mais vida ao verdefolha e ao multicolorido de asas pétalas. Pássaros cantando a liberdade, voando junto ao chão, saboreando levar-se pelas altas correntes. Sorrisos puros, vozes cristalinas. As coisas estão onde devem ser procuradas.
Eu tenho tanto medo de me apaixonar.