Não gosto de óculos de sol. Não mais. Já tive um par de lentes escuras, dessas que se acoplam a óculos de grau por meio de um imã. Partiram-se, e as lentes corretoras que uso no momento não lhe oferecem suporte. E nem sinto falta. Quer dizer, qual o problema com o sol? Nossos antepassados viveram milhares de anos sob sua luz, sob condições bem mais adversas que as nossas. Além do mais, quem vive numa cidade tem muito bloqueio a luz solar, muita sombra mesmo. Óculos escuros, só compreendo seu uso contínuo para atividades muito específicas. A mais comum seria dirigir sob o sol, penso eu. Todo aquele reflexo...mas é fato que a população em geral parece acometida por uma febre de óculos escuros. Aparentemente, todos têm de usar. Nos ônibus, à noite, em dias nublados, em casa. Em fotos. Desde os modelos vendidos em camelôs que parecem a maneira mais rápida de derretar as "vistas", aos mais badalados, de "grife", falsos ou não. Modinha ao alcance de todos.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
história
Preciso me convencer de que sempre houve erro e maldade, a fim de suportar melhor o presente. É necessário mesmo enfiar na cabeça de uma vez por todas que os bons velhos tempos nunca foram assim de fato, meus olhos e ouvidos e sentidos é que não eram os de hoje. Sempre exploramos, tiramos, matamos, escravizamos, vilipendiamos, devastamos, defenestramos. A novidade é a consciência. E a tecnologia, sim, também.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
não cometo poesia
Eu sempre achei que escrever em verso não fosse para reles mortais...
Em prosa, basta organizar as idéias de forma mais ou menos coerente, colocar uma palavra diante da outra e o pretenso escritor pode se sair bem. Mas verso? Verso é mais, ou assim sempre supus. Não ligo muito para coisas como métrica ou rimas, embora admire e faça mil deferências a quem consiga fazer poesia de qualidade dessa forma, sem engolir sílabas, palavras ou o bom senso. Se fosse isso apenas...em minha mente, há como que uma série de axiomas que parecem ditos ao megafone de maneira ensurdecedora quando tenho a audácia de cogitar a escrita em verso.
Tanto me convenço de minha incapacidade de extrair arte da pena - ou da pedra - que uns tempos atrás, após compor umas estrofezinhas desajeitadas, quis me redimir trazendo algo que começava como Meu verso não é poesia. Mas isso mesmo eu pretendia fazer em verso e a coisa jamais saiu das primeiras linhas. Ah, e da última: definitivamente, meu verso não é poesia.
Em prosa, basta organizar as idéias de forma mais ou menos coerente, colocar uma palavra diante da outra e o pretenso escritor pode se sair bem. Mas verso? Verso é mais, ou assim sempre supus. Não ligo muito para coisas como métrica ou rimas, embora admire e faça mil deferências a quem consiga fazer poesia de qualidade dessa forma, sem engolir sílabas, palavras ou o bom senso. Se fosse isso apenas...em minha mente, há como que uma série de axiomas que parecem ditos ao megafone de maneira ensurdecedora quando tenho a audácia de cogitar a escrita em verso.
Tanto me convenço de minha incapacidade de extrair arte da pena - ou da pedra - que uns tempos atrás, após compor umas estrofezinhas desajeitadas, quis me redimir trazendo algo que começava como Meu verso não é poesia. Mas isso mesmo eu pretendia fazer em verso e a coisa jamais saiu das primeiras linhas. Ah, e da última: definitivamente, meu verso não é poesia.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
flores
Estou diante da entrada de um Pão de Açúcar. Há flores de todo tipo aqui. Tenho pensado muito em flores ultimamente. Como nunca antes. Detenho-me a contemplá-las onde estiverem: em casa, na rua, em fotografias. Penso em ter alguma (algumas?) em meu quarto. Mas meu irmão pode destruí-las. Há um outro contra, mais tolo. Flores se vão muito depressa. Em poucos dias, começam a murchar, definhar...morrer. Não se trata de avareza. Queria mesmo uma imagem mais duradoura, cores que se mantivessem, nada de trocas semanais de morte por vida. Então imagino: eu poderia pregar fotografias de flores nas paredes. Mas não é a mesma coisa! Que solução encontro, além de fazer-me indiferente a esse colorido, como no passado?
A propósito, interessaram-me por aqui: gerberas (parecem, mas não são margaridas), crisântemos, violetas, girassóis, kalanchoes e lírios alaranjados.
A propósito, interessaram-me por aqui: gerberas (parecem, mas não são margaridas), crisântemos, violetas, girassóis, kalanchoes e lírios alaranjados.
quarta-feira, 5 de março de 2008
manhã
As manhãs ainda são belas, apesar do que fazemos. Um céu tão azul, a luz esplêndida que empresta ainda mais vida ao verdefolha e ao multicolorido de asas pétalas. Pássaros cantando a liberdade, voando junto ao chão, saboreando levar-se pelas altas correntes. Sorrisos puros, vozes cristalinas. As coisas estão onde devem ser procuradas.
Eu tenho tanto medo de me apaixonar.
Eu tenho tanto medo de me apaixonar.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
chance rara
O ano terrestre tem, aproximadamente, 365 dias e seis horas. De modo a não jogar fora essas horas "de sobra", a cada quatro anos surge uma data diferente em nosso calendário, inserida no final do mês de fevereiro. É o ano bissexto.
Isso é coisa que qualquer um sabe. Ou deveria saber.
Se o blogueiro não posta nada num dia 29 de fevereiro, se simplesmente o deixa passar, só terá outra oportunidade em quatro anos. Muito pode acontecer até lá. O blog pode perder o interesse. Circunstâncias adversas - cito falta de tempo como a menos trágica - podem limitar a disponibilidade do usuário.
Mas a situação mais chata seria deixar a data passar batida de novo por puro desleixo após tão grande lapso de tempo.
Na dúvida, o melhor é postar, mesmo que não se diga nada muito útil.
***
O texto original para o post acabava aqui. Felizmente, porém, encontrei pauta. Para minha sorte, ela está relacionada à idéia de chance rara. É que acabei de assistir o episódio de Lost desta semana e, nossa, achei espetacular. Coisa nesse nível de excelência na série, eu vi pela última vez no final da terceira temporada. E na televisão em geral...atrevo-me a dizer nunca. O volume de coisas que vi e o que me fizeram sentir...Longe de mim parecer fanático, mas Lost é para entrar na história, mesmo.
Isso é coisa que qualquer um sabe. Ou deveria saber.
Se o blogueiro não posta nada num dia 29 de fevereiro, se simplesmente o deixa passar, só terá outra oportunidade em quatro anos. Muito pode acontecer até lá. O blog pode perder o interesse. Circunstâncias adversas - cito falta de tempo como a menos trágica - podem limitar a disponibilidade do usuário.
Mas a situação mais chata seria deixar a data passar batida de novo por puro desleixo após tão grande lapso de tempo.
Na dúvida, o melhor é postar, mesmo que não se diga nada muito útil.
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O texto original para o post acabava aqui. Felizmente, porém, encontrei pauta. Para minha sorte, ela está relacionada à idéia de chance rara. É que acabei de assistir o episódio de Lost desta semana e, nossa, achei espetacular. Coisa nesse nível de excelência na série, eu vi pela última vez no final da terceira temporada. E na televisão em geral...atrevo-me a dizer nunca. O volume de coisas que vi e o que me fizeram sentir...Longe de mim parecer fanático, mas Lost é para entrar na história, mesmo.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
sem-eclipse
No dia do único eclipse lunar total do ano, o céu está todo encoberto, porque não teve chuva forte hoje, pela primeira vez em muitos dias.
Quando não é para ser...
Quando não é para ser...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quero andar de bicicleta...
Meu sonho de consumo de jovem adulto paupérrimo é uma bicicleta. É a primeira coisa que providenciarei quando houver um dinheirinho que chegue. Não estou nem um pouco por dentro dos modelos à venda, das vantagens de cada um e se seus preços justificariam o investimento. Isso é o menos; encontro quem me assessore...alguém que não seja um vendedor.
Penso na bike e nos passeios bacanas que posso fazer com ela, e já é possível bolar alguns programas, mesmo numa cidade sem muitas alternativas de locomoção além de ruas congestionadas. Ciclovia é coisa raríssima, há poucos bicicletários, e pedalar aspirando toda essa poluição não deve ser moleza. Mas devagar devagarinho, surgem uns prós. Durante os finais de semana e nos feriados, os ciclistas podem pegar carona nos metrôs e trens da CPTM, das 15 às 20 horas aos sábados (um tanto restrito, infelizmente) e das 7 às 20 horas aos domingos. Embarca-se no último vagão e, claro, não é permitido pedalar dentro da estação. Ah, ir a parques com a magrela sem muito se cansar, mesmo que eles fiquem meio longe de casa. Ou pegar aquele cineminha sem a preocupação de achar lugar para estacionar ou, pior ainda, esperar ônibus.
Mas meu espírito "radical" ainda iria querer mais; tornar a bicicleta o meio de transporte preferencial o deixaria mais calminho. Mas só seria isso possível morando perto de meus compromissos. Mundo louco. Até lá, tenho minhas leituras para aquelas intermináveis horas em coletivos.
Bem se vê, não quero a bike unicamente como objeto de lazer, ou para atender à correta ordem de praticar exercícios. Há um idealismo irresistível na idéia de pedalar; depender, de fato, apenas de si no simples ato de ir até ali e depois voltar.
Penso na bike e nos passeios bacanas que posso fazer com ela, e já é possível bolar alguns programas, mesmo numa cidade sem muitas alternativas de locomoção além de ruas congestionadas. Ciclovia é coisa raríssima, há poucos bicicletários, e pedalar aspirando toda essa poluição não deve ser moleza. Mas devagar devagarinho, surgem uns prós. Durante os finais de semana e nos feriados, os ciclistas podem pegar carona nos metrôs e trens da CPTM, das 15 às 20 horas aos sábados (um tanto restrito, infelizmente) e das 7 às 20 horas aos domingos. Embarca-se no último vagão e, claro, não é permitido pedalar dentro da estação. Ah, ir a parques com a magrela sem muito se cansar, mesmo que eles fiquem meio longe de casa. Ou pegar aquele cineminha sem a preocupação de achar lugar para estacionar ou, pior ainda, esperar ônibus.
Mas meu espírito "radical" ainda iria querer mais; tornar a bicicleta o meio de transporte preferencial o deixaria mais calminho. Mas só seria isso possível morando perto de meus compromissos. Mundo louco. Até lá, tenho minhas leituras para aquelas intermináveis horas em coletivos.
Bem se vê, não quero a bike unicamente como objeto de lazer, ou para atender à correta ordem de praticar exercícios. Há um idealismo irresistível na idéia de pedalar; depender, de fato, apenas de si no simples ato de ir até ali e depois voltar.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
uma data para não lembrar
Amanhã, a pessoa a quem enderecei esta carta faz aniversário - boa memória tem suas desvantagens. Estive pensando em reenviar-lhe o e-mail: em meio aos montes de desejos de muitas felicidades em Cristo - pois, sabe, trata-se de alguém bastante popular e que adora afirmar a todos sua fé evangélica, neopentecostal, ou algo que o valha - eu me manifestaria dizendo, você, sob esse seu manto de alegria e luz, tem seu pecadozinho escondido, menosprezou alguém que só queria sua amizade por orgulho, preconceito...eu nunca soube, nunca saberei. Na verdade, até agora, não encontro motivo para não fazê-lo. Pôr uma pedra no passado, como muito se diz? Não pedi para ter esta lembrança; enviando novamente ou não a carta, a data no calendário me fará pensar na idiotice do gesto de quem me enganou. E então eu queria ser D., queria ser quem já esqueceu, mas sou quem ainda não foi capaz de. Então pensei numa coisa um tanto mirabolante: conversar com alguém a respeito antes de bancar, hã, a vilã amarga/amargurada. Logo comunico aqui minha decisão final.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
pink floyd live at pompeii...e minha cabeça oca

A música de Pink Floyd - colorida, criativa, surrealista e muito inventiva - adapta-se muito bem a criação visual. No anfiteatro e nas ruínas da antiga cidade de Pompéia, a banda Pink Floyd leva o público a uma extraordinária experiência audiovisual. O filme foi gravado na arena durante o dia e nas fantásticas paisagens de vulcões em erupção à noite, numa perfeita transição do áudio para o vídeo. As canções começam e terminam com a música "Echoes", do álbum "Meddle" e inclui também as seguintes músicas:
Echoes
Careful With That Axe Eugene
A Saucerful Of Secrets
"Us And Them"
One Of These Days
Mademoiselle Nobs
"Brain Damage"
Set The Controls To The Heart Of The Sun
Echoes
O diretor Adrian Maben nos traz esta versão novíssima de um filme lendário. Somando-se às entrevistas originais realizadas durante a gravação de Dark Side Of The Moon, essa versão apresenta a única e pessoal filmagem da banda trabalhando em "Live at Pompeii" em Paris, tomadas atmosféricas e novos efeitos visuais.
Tenho o DVD desde 2003 - o texto acima, copiei do encarte - e ele estava inexplicavelmente encostado desde então. Uns meses atrás, foi feita justiça: a produção é fantástica, claro. E quem lesse o blog logo iria ficar sabendo. Mas o próprio respectivo post foi parar na gaveta também, até agora. E a culpa nem foi a preguiça de me alongar em minhas impressões acerca do filme; em verdade, nunca tive intenção de fazê-lo. Simplesmente aconteceu. Dois pequenos pecados cometidos diante de uma mesma bela obra. Vergonha...nem a data em que a vi pela primeira vez tenho para registrar.
Echoes
Careful With That Axe Eugene
A Saucerful Of Secrets
"Us And Them"
One Of These Days
Mademoiselle Nobs
"Brain Damage"
Set The Controls To The Heart Of The Sun
Echoes
O diretor Adrian Maben nos traz esta versão novíssima de um filme lendário. Somando-se às entrevistas originais realizadas durante a gravação de Dark Side Of The Moon, essa versão apresenta a única e pessoal filmagem da banda trabalhando em "Live at Pompeii" em Paris, tomadas atmosféricas e novos efeitos visuais.
Tenho o DVD desde 2003 - o texto acima, copiei do encarte - e ele estava inexplicavelmente encostado desde então. Uns meses atrás, foi feita justiça: a produção é fantástica, claro. E quem lesse o blog logo iria ficar sabendo. Mas o próprio respectivo post foi parar na gaveta também, até agora. E a culpa nem foi a preguiça de me alongar em minhas impressões acerca do filme; em verdade, nunca tive intenção de fazê-lo. Simplesmente aconteceu. Dois pequenos pecados cometidos diante de uma mesma bela obra. Vergonha...nem a data em que a vi pela primeira vez tenho para registrar.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
sobre o (fim do) sarcasmo
É algo que sempre fiz questão de demonstrar, desde que percebi presente em minha personalidade. No meu perfil do Orkut, por exemplo, está lá, assinaladíssimo: humor seco/sarcástico. Eu procurei refiná-lo observando o Chandler de Friends e me considerei amador ao conhecer o dr. House. Sempre gostei quando as pessoas notavam essa minha tendência à acidez.
Agora, porém, não acho que sarcasmo seja algo bom a ser cultivado. E o motivo é essa minha fase, por assim dizer, espiritualista.
Desde que comecei a freqüentar esse centro kardecista, coisa de um mês atrás, comecei a repensar certas atitudes, que julguei em parte responsáveis pelo estado de inquietação em que me encontrava e que podem ter sido responsáveis pela necessidade de buscar ajuda tão inusitada. Também tenho tido acesso a textos de inspiração espírita. Já por várias vezes li que as palavras ferinas atingem também aquele que as pronuncia. Nesses ataques pessoais, sob o disfarce de insights super inteligentes sobre o que o outro tem de falho em sua personalidade, acabamos por revelar mais de nós mesmos. Se vejo tão claro o erro de alguém e o utilizo como arma, a amargura, o descontamento, isso faz parte antes de tudo de mim. Também não me gosto e projeto tal sentimento negativo nos outros, o que só o faz aumentar.
Outra coisa que se diz em minhas leituras: se sua palavra não for positiva, num momento de crise, por exemplo, guarde-a para você. Pensa-se melhor e em seguida você nem lembra o que o deixou nervoso.
O sarcasmo parecia algo tão característico de mim, agora estou trabalhando para eliminá-lo, na tentativa de ser uma pessoa melhor. Ao menos por ora, isso me faz sentido.
Agora, porém, não acho que sarcasmo seja algo bom a ser cultivado. E o motivo é essa minha fase, por assim dizer, espiritualista.
Desde que comecei a freqüentar esse centro kardecista, coisa de um mês atrás, comecei a repensar certas atitudes, que julguei em parte responsáveis pelo estado de inquietação em que me encontrava e que podem ter sido responsáveis pela necessidade de buscar ajuda tão inusitada. Também tenho tido acesso a textos de inspiração espírita. Já por várias vezes li que as palavras ferinas atingem também aquele que as pronuncia. Nesses ataques pessoais, sob o disfarce de insights super inteligentes sobre o que o outro tem de falho em sua personalidade, acabamos por revelar mais de nós mesmos. Se vejo tão claro o erro de alguém e o utilizo como arma, a amargura, o descontamento, isso faz parte antes de tudo de mim. Também não me gosto e projeto tal sentimento negativo nos outros, o que só o faz aumentar.
Outra coisa que se diz em minhas leituras: se sua palavra não for positiva, num momento de crise, por exemplo, guarde-a para você. Pensa-se melhor e em seguida você nem lembra o que o deixou nervoso.
O sarcasmo parecia algo tão característico de mim, agora estou trabalhando para eliminá-lo, na tentativa de ser uma pessoa melhor. Ao menos por ora, isso me faz sentido.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
natal em casa
Uma mesa repleta de comidas deliciosas. Compradas com o dinheiro de meu pai e preparadas por minha mãe. Desfrutada por todos os membros de nossa pequena família - a qual, apesar dos temores, nao sumirá.
Não recebemos visitas; pouco depois dos estouros de champanhe e fogos, todos nos preparamos para nos recolher. Não se duvide, entretanto, de que havia amor sob nosso teto.
Não recebemos visitas; pouco depois dos estouros de champanhe e fogos, todos nos preparamos para nos recolher. Não se duvide, entretanto, de que havia amor sob nosso teto.
sábado, 22 de dezembro de 2007
E esta tarde por pouco não comprei um filme pirata. Sério.
Foi ontem que vi o título que me interessou e quase me fez contribuir com essa...rede de criminosos. Fiquei olhando e olhando o título que até o momento não conhecia e me despertou um interesse absurdo e por pouco não consumo a compra. Chegando em casa, maquinei crime ainda mais terrível: baixar o filme pela Internet!
O dia já é hoje. A conexão está ruim e desisto do download. Tenho de sair de novo, faço um caminho estranho na volta, comprido e que passe de novo pela barraquinha de DVDs e CDs "alternativos". Bem mais cheia desta vez, muita gente olhando. Não encontro o que buscava e nem me atrevo a perguntar a respeito. Ao abandonar definitivamente meu intento, penso nos filmes que de fato quero ter em minha coleção e comprarei quando o dinheiro vier, virá que eu vi. E sim, evitei um mau emprego do pouco que hoje possuo.
Foi ontem que vi o título que me interessou e quase me fez contribuir com essa...rede de criminosos. Fiquei olhando e olhando o título que até o momento não conhecia e me despertou um interesse absurdo e por pouco não consumo a compra. Chegando em casa, maquinei crime ainda mais terrível: baixar o filme pela Internet!
O dia já é hoje. A conexão está ruim e desisto do download. Tenho de sair de novo, faço um caminho estranho na volta, comprido e que passe de novo pela barraquinha de DVDs e CDs "alternativos". Bem mais cheia desta vez, muita gente olhando. Não encontro o que buscava e nem me atrevo a perguntar a respeito. Ao abandonar definitivamente meu intento, penso nos filmes que de fato quero ter em minha coleção e comprarei quando o dinheiro vier, virá que eu vi. E sim, evitei um mau emprego do pouco que hoje possuo.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
pessoas...
O IBGE diz que já somos mais quase 184 milhões de brasileiros.
No mundo inteiro, os seres humanos já devem ser quase sete bilhões. Sete bilhões.
Mamãe, ainda assim, quer que eu contrarie toda argumentação lógica - unclusive a não explicitada aqui - e ainda espera que eu tenha filhos, para torná-la avó, como algumas de suas amigas já são, e pretexto de "não fazer sumir nossa família".
No mundo inteiro, os seres humanos já devem ser quase sete bilhões. Sete bilhões.
Mamãe, ainda assim, quer que eu contrarie toda argumentação lógica - unclusive a não explicitada aqui - e ainda espera que eu tenha filhos, para torná-la avó, como algumas de suas amigas já são, e pretexto de "não fazer sumir nossa família".
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
casa da mentira
A mentira, vejo-a como o mais desconfortável lar que alguém pode escolher para habitar. Estranhamente, porém, seu único residente se esforça ao máximo para fazer parecer a si mesmo que está num local aconchegante. Ignora as infiltrações no teto, finge que o piso é firme. Ele deslumbra com gosto a parede carcomida como a uma recém-pintada; mal repara, entretanto, na mobília desgastada que escolheu, e esta vai se sujando sempre.
O imóvel já era pequeno originalmente e a cada dia o dono sente ter de se encolher mais para ali caber.
E se alguém quer entrar nessa casa - sem convite, por razões óbvias - todo cuidado é pouco para impedir que o visitante ultrapasse a porta de entrada; o morador se posta à frente dela também para não notarem que ela está roída por cupins. Como desculpa, cita uma arrumação que, em seu íntimo, não sabe quando e como será feita.
A vergonha sentida pelo solitário mentiroso precisa ser imperceptível a ele próprio.
Ainda assim, ele não se desaloja facilmente desse lugar agourento; torna-se parte da decoração imunda, une-se a ela em seu abandono. Casa e morador estão mutuamente contidos, como naqueles jogos em que uma imagem se repete indefinidamente, quem é dono de quem.
O imóvel já era pequeno originalmente e a cada dia o dono sente ter de se encolher mais para ali caber.
E se alguém quer entrar nessa casa - sem convite, por razões óbvias - todo cuidado é pouco para impedir que o visitante ultrapasse a porta de entrada; o morador se posta à frente dela também para não notarem que ela está roída por cupins. Como desculpa, cita uma arrumação que, em seu íntimo, não sabe quando e como será feita.
A vergonha sentida pelo solitário mentiroso precisa ser imperceptível a ele próprio.
Ainda assim, ele não se desaloja facilmente desse lugar agourento; torna-se parte da decoração imunda, une-se a ela em seu abandono. Casa e morador estão mutuamente contidos, como naqueles jogos em que uma imagem se repete indefinidamente, quem é dono de quem.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
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