Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de junho de 2011

os jovens e a participação política

Saiu esta reportagem do R7 afirmando que quase 60% dos jovens não se identificam com partidos.
Umas conclusões óbvias podem se tirar daí. Primeiro, e isto não é novidade para quase ninguém, que os partidos políticos, mais notadamente os grandes, estão muito distantes dos anseios da população em geral, comprometidos que estão com interesses outros, daqueles que as siglas de maior representatividade parecem de fato representar. Faça-se a mesma pesquisa com banqueiros, grandes empresários, ruralistas; a elite, enfim: esse grupo, se sincero for, afirmará que sente grande identificação com a maioria dos partidos mais próximos do poder.
Falei dos grandes, mas essa sensação de frustração com o sistema partidário atinge também os partidos pequenos, que possuem discurso diferenciado em relação à práxis dominante mas não conseguem crescer porque estamos desiludidos com partidos em geral.
A outra ideia é uma resposta à possível pergunta: então o jovem não se interessa por política? Por essa política partidária, definitivamente, não, mas isso é lá com os partidos decidir se querem sua participação ou não. O fato é que militar num partido não é a única forma de se manifestar politicamente, de agir em prol de uma causa coletiva. Estão aí essas grandes manifestações ocorrendo em todo o país de prova. Protestos conta o aumento da passagens de ônibus, o Churrascão da Gente Diferenciada em São Paulo, e marchas como a da Liberdade e a das Vadias, todos foram organizados de forma espontânea e apartidária pela internet - este, sim, o grande veículo de mobilização. Assim convocados para marcar presença e deixar claras suas posições, os jovens saem às ruas e erguem as bandeiras com as quais se identificam, mais notadamente aquelas com as quais os grandes partidos não podem (não querem?) se comprometer. A bancada evangélica, por exemplo, possui membros no governo e na oposição majoritária, o que torna o ativismo pelos direitos das mulheres e dos gays dentro de alguma dessa lógica de poder. O mesmo se aplica em relação à bancada ruralista e a luta contra o Código Florestal.
Enfim, os jovens estão aí, buscando participar de alguma forma. Se não há espaço para levantar a voz dentro da política tradicional, que se faça política ganhando as ruas. É fácil encontrar bandeiras de pequenos partidos de esquerda nessas manifestações. Estes devem ter percebido o movimento como uma oportunidade de mudar a própria política partidária, aproximando-a daquilo que a sociedade realmente deseja - e transformando isso em votos, evidentemente. E os partidos grandes? Silenciar-se a essas novas demandas não é possível. A tática de cooptação também não funciona como antes. Que atitude vão tomar?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

leonel brizola vs. rede globo

Infelizmente, não tivemos ainda grandes homens públicos que se manifestassem de maneira tão clara e sem restrições ao poder de manipulação da Rede Globo quanto o falecido Leonel Brizola, político que, não por acaso, tem péssima reputação entre o público mais conservador, ou simplesmente não muito bem informado.

Brizola havia sido exilado pelo regime militar. De volta ao Brasil, foi candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, em 1982. Seu favoritismo era inegável, menos para a Globo, que apontava a vitória do candidato pró-regime militar. A empresa que apurou os votos na eleição tinha em seus quadros pessoas ligadas ao regime, e os resultados quase foram fraudados. No fim, a farsa foi descoberta, e Leonel Brizola foi eleito. A Globo foi acusada de participar do caso. (*)

A perseguição da emissora a Brizola prosseguiu por muitos anos. Mas o político não fugiu da luta, e durante seu segundo mandato como governador do Rio, conseguiu um direito de resposta contra a Globo por um ataque particularmente feroz. O direito de resposta foi lido durante o Jornal Nacional, por ninguém menos que o próprio Cid Moreira, a voz mais marcante que já passou pelo JN. E a Globo foi obrigada a proferir a verdade a respeito de si mesma e de seu dono, Roberto Marinho em rede nacional - pela primeira e, até então, única vez.







(*) Saiba mais: leia sobre o caso Proconsult e confira o trabalho de apuração dos fatos, muitos anos depois.

sábado, 3 de abril de 2010

os simpsons - o peixe de três olhos


Os episódios dos Simpsons que fizeram a fama do seriado e realmente merecem ser lembrados estão lá atrás, nas primeiras temporadas. Este de que falarei agora é do segundo ano do show.
Bart fisga um peixe de três olhos nas proximidades da usina nuclear da cidade, propriedade do sr. Burns. O fato ganha a mídia e motiva uma inspeção do governo do estado-onde-fica-Springfield. Devido à série de normas de segurança que a usina ignora, Burns é obrigado a reformá-la. Para se livrar da conta, ele tem uma ideia, estranhamente inspirada por Homer: candidatar-se ao governo. Mas é preciso livrar-se do episódio do peixe, coisa que Burns consegue, graças a sua equipe de campanha. O bicho ganha até um apelido carinhoso, Piscadela.
Na campanha, Burns é o típico candidato de uma nota só: brada contra "o que está aí" e na realidade seu único "projeto" são seus objetivos pessoais. Sob a imagem cuidadosamente construída por seus assessores, ele é um plutocrata que odeia os próprios eleitores de quem quer o voto. Nem mesmo ele engole suas próprias histórias, como dito no episódio.
Uma peça fantástica, que muito mostra sobre política em pouco mais de vinte minutos de exibição. Temas como construção e destruição da imagem de pessoas públicas, critério de escolha de candidatos - fará por mim ou fará por todos? - estão lá. (Só faltou a mídia tomar partido...)
Simpsons em excelente forma é televisão em excelente forma. Uma pena o seriado estar longe de seus grandes dias.
Assista antes de votar, e cuidado sempre com o "sr. Burns" da vez.







sábado, 6 de março de 2010

luiza erundina


Antes de abrir a boca para soltar a confortável máxima "político é tudo igual", conheça um pouco sobre Luiza Erundina. Uma boa oportunidade passou hoje, numa entrevista da deputada federal e ex-prefeita de São Paulo ao programa Provocações.
Por defender o direito a greve de motoristas e cobradores de ônibus em anúncios publicados nos jornais da capital, foi acusada de gastar dinheiro público de forma irregular. Um advogado entrou com ação pública contra Erundina, e ela perdeu. Para quitar a dívida, teve um apartamento e um carro penhorados, e ainda teve de contar com a ajuda de amigos políticos, que organizaram eventos para arrecadar a quantia restante.
Políticos são realmente todos iguais? Em uma cidade que já foi governada por gente como Paulo Maluf e Celso Pitta, Luiza Erundina foi a única prefeita condenada judicialmente.
No programa, Erundina comentou o caso, relembrando sua passagem pela prefeitura da maior cidade do país. Fez questão de frisar as dificuldades que enfrentou sendo o que é - mulher, nordestina e de esquerda. A deputada falou também de suas convicções e perspectivas políticas e pessoais.
Além da íntegra do programa no site da TV Cultura, selecionei mais uns links interessantes. Clique aqui para ler a chamada para a entrevista de Erundina no site da TV Cultura e aqui para saber mais sobre o caso arbitrário que gerou sua condenação.
Também destaco a íntegra de sua participação no programa Roda Viva, em 1988, após a confirmação de sua candidatura a prefeitura de São Paulo. O programa também é excelente exemplo de como a imprensa se comporta com políticos de esquerda, como Erundina, ou que simplesmente a incomodem por algum motivo. Destaco os momentos em que Boris Casoy (tinha de ser ele) questiona se a então candidata acredita em deus e em que a acusa de promover o que chama de invasões urbanas.
A imprensa que demonizou a ex-prefeita desde sua campanha e especialmente durante seu mandato tem muito em comum com a justiça que a sentenciou: ambos selecionam os desvios que querem coibir. Por sua trajetória, por sua orientação política, devido a essa perseguição explícita à sua pessoa empreendida por representantes de um pensamento retrógrado e elitista, Luiza Erundina é uma figura política digna de respeito e confiança. E de voto.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ao eleitor...(melhor sem adjetivo)

Gabriel Chalita, o vereador mais votado de São Paulo na última eleição, está de saída da Câmara e do partido que o elegeu. Tudo bem pra você que votou nele? É só votar de novo, não é? E rezar para que ele termine o próximo mandato.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

resultados da câmara

Olha, aqui em São Paulo até que a coisa não foi tão desastrosa, certo? Perto do quadro assustador que se desenhava...só dois "famosos" levaram, e alguns nomes que não faziam falta não se reelegeram. Cem por cento satisfeito, não estou - longe disso - , mas dá até pra se alegrar um pouquinho.

sábado, 27 de setembro de 2008

Sem candidato a vereador até o momento. Acho que vou utilizar um critério esdrúxulo...tipo...atributos físicos.

sábado, 19 de julho de 2008

http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/53652.shtml

Vem chegando a época das eleições e, não raro, ouvimos alguém comentar, "não há ninguém em quem se possa votar". Em uma cidade do Amapá, mais um pouco e esta frase poderia se tornar verdadeira.
Mais de noventa por cento dos postulantes a cargos eletivos em Mazagão podem ter suas candidaturas impugnadas; entre eles, todos - todos - os quatro concorrentes ao cargo de prefeito. 47 dos 52 candidatos à Câmara Municipal se encontram na mesma situação.
Quem esclarece o motivo é o Ministério Público estadual: “falta de moralidade e de condição de inegibilidade”. Há candidatos respondendo a mais de 20 processos de improbidade ou ações civis públicas.
Suponha-se que nada ocorra e todos os candidatos, ou a maioria deles, prossigam no pleito. Entre tantos nomes dotados de semelhante "ficha suja" assim comprovada, seria possível ao eleitor escolha legítima?

sexta-feira, 7 de março de 2008

obama citando sandman

No banner abaixo, o clássico duelo de palavras entre Sandman e um demônio (com a cara do David Bowie, pelo que me lembro) na quarta edição do aclamadíssimo título escrito por Neil Gaiman, transposto para a disputa para a vaga dos Democratas (de lá) à eleição deste ano. Obama se põe no papel do vencedor, claro.

PS1: Não apóio qualquer dos postulantes à eleição americana, com ou sem o apelo quadrinístico.
PS2: Preciso fazer um favor a mim mesmo um dia desses e ler Sandman completo.
PS3: O gif é do Universo HQ, porque não deu certo fazer o upload da imagem gravada do meu micro.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

o fim de acm

Eu não gostava de Antônio Carlos Magalhães. Assim como a maioria das pessoas dotadas de algum bom senso em relação ao que acontece nesta terra.
Ele era um dos mais notáveis exemplos sobre o que há de pior na política brasileira. Apoiou e tomou parte de quase todo governo brasileiro desde a ditadura militar - só com Lula as coisas não deram muito certo. Era médico de formação, mas foi ministro das Comunicações e presidente da Telebrás, dominando esse estratégico setor à sua maneira e de seus aliados.
E ainda posava como grande pai do povo baiano, quando sempre foi evidente a única causa que respaldava: manter a influência de seu grupo político, cujo principal expoente era ele próprio.
Agora, está morto. Pensamentos como "já vai tarde" e sobre vasos ruins escapam, ainda que sem querer, pois morte e o conseqüente pesar que se abate sobre familiares e amigos da vítima não são coisas que se desejem, assim aprendemos. Porque é bom recordar que, fosse quem fosse, o falecido era humano e tinha seus sentimentos. Suas idas e vindas a hospitais nos últimos tempos indicam que ACM sofreu e sofreu até receber o mais definitivo dos remédios.
Eis o que é sua morte. Ela não significa trajetória interrompida, como a de seu filho, nove anos atrás. O que ACM fez está feito, bem ou mal, dependendo da perspectiva. Querer-lhe o fim da vida como grande castigo, revanche, não era apenas condenável segundo várias correntes de pensamento, mas também completamente inútil. Seu modo de fazer política resistirá, ainda que seus seguidores não mais o tenham como exemplo vivo. E, mais importante, as conseqüências de um dia ter havido ACM custarão a morrer. O povo baiano chorará sua partida em cortejo público e ao tempo de luto que se seguirá. Por muito tempo lembrarão o grande herói que fazia tudo por sua terra amada e se comovia com as demonstrações de afeto rendidas por seus "filhos". E pouco importa se o meu, o seu esclarecimento martele em nossas cabeças o quanto isso era falso, que em boa parte do país, especialmente a mais sofrida, o controle de difusoras de rádio e televisão e o poder político tenham o mesmo dono.
E pouco importa se também nos cansamos de ouvir as mesmas bocas bradando por princípios éticos e democráticos quando estes lhe convinham: as mesmas que se calavam diante das atrocidades cometidas durante as épocas mais escuras de nossa história, talvez cheias após terem se fartado com os ganhos de um modo de governar que pode ter selado para sempre miséria para uma parcela considerável de brasileiros.
ACM vai descansar depois de um longo período de labuta, como alguém honrado. E nós continuamos por aqui, lutando sob o legado dele e de tantos outros para nosso amado país.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

de dois, inúmeros

Lula e Alckmin adoram números. Os dois candidatos procuravam, a todo momento, fundamentar suas críticas mútuas com dados numéricos. Alguns pareciam incompreensíveis até para quem os citava, mas uma ou outra pesquisa era mais acessível.
Em dada ocasião, Lula acusou Alckmin de aumentar os impostos de x para y por cento durante sua gestão em São Paulo, sendo x e y números decimais com duas casas após a vírgula. O candidato do PSDB, que vem insistindo em sua promessa de baixar impostos - seriam os tucanos republicanos? - replicou com palavras similares a estas:
"Queria que o candidato me dissesse o nome de um imposto que aumentei. Eu posso citar duzentos que mandei abaixar."
Números que não valem nada. Levá-los a sério, bem como tantas outras coisas ditas ao longo desta campanha eleitoral, é bobagem. A menos que se abstraia o contexto, com a intenção de ver o lado engraçado.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

agora sim...sobre as eleições

(as palavras pensadas que fiquei devendo...texto em "germinação" desde dois dias atras)

São Paulo, manhã de segunda. Nada de sol. O céu está tomado por nuvens, de onde cai uma chuva fina e intermitente. Faz frio, como é praxe quando há garoa. Isto pode soar clichê, mas, em virtude dos fatos tristes do dia anterior, parece que até mesmo o dia acordou carrancudo.
Eleição e copa do mundo tem suas semelhanças. Esses dois eventos mobilizam a nação, por mais que sempre haja quem deseje não se envolver de forma alguma com eles. Dentre os participantes, há favoritos e azarões, há odiados e respeitados. Há torcida, a favor e contra. Há expectativa. A diferença entre a festa do esporte e a da democracia é que, na última, um bom desempenho não depende apenas onze protagonistas, muitos entre os quais mais interessados no dinheiro a ser ganho ou nas mulheres que poderão conquistar ao longo da carreira. O sucesso, ou fracasso, de um ideal politico, ou do ideal de um politico, está nas mãos dos eleitores. E esses são milhões, milhões de pessoas, tão iguais, ao contrário dos futebolistas, poucos e dotados de talento ímpar. Os eleitores são iguais, pois têm acesso aos mesmos dados sobre todos os postulantes. O uso dessas informações é livre para cada indivíduo, mas, aqui entre nós: a partir de algumas delas, poderiamos esperar que se desenvolveu um senso comum capaz de nos fazer dizer "não!" a quem sequer deveria se lançar candidato.
Contudo, pessoas comuns, gente como a gente, perpetuaram comportamentos imperdoáveis, incompativeis com o grau de esclarecimento que se espera após vinte anos de democracia e boas frustrações. Assim, foram eleitos - em alguns casos, reeleitos, pior ainda - costumazes corruptos, auto-proclamadas "celebridades" e eternos caciques ultraconservadores, ou seus representantes. Somos todos povo, gente sofrida que se diz cansada de um Brasil ao mesmo tempo rico e pobre. Não é fácil explicar os resultados das urnas.
A seleção brasileira, perca à vontade, mesmo os mais fanáticos logo se aquietam, pois isso em nada afeta nossas vidas de fato. Já os resultados da votação de domingo têm o amargo sabor de uma goleada aos que torcem por nosso pais. E seu efeito é duradouro, quatro anos no minimo, ao final dos quais mais uma vez seremos chamados a escolher quem nos representará, entre dignos e indignos.
À tarde, o sol voltou a aparecer. Pode-se pensar que alguém acima de nós ainda crê em nossa capacidade de aprendizado, mesmo a base de bordoadas. Aqui, em terra firme, muitos estão profundamente decepcionados. Esses continuarão a enxergar os dias bonitos lá fora, mas, ao se perguntarem sobre o que esperar daqueles que nos governam, tudo ficará cinza, feio, nublado.

domingo, 1 de outubro de 2006

ao povo brasileiro (essa era a intenção)

Já temos os resultados, parciais ou totais, das eleições de hoje. Estou triste. Mesmo. Por meio deste post, em princípio, eu manifestaria minha indignação, sem me preocupar em parecer rude ou desrespeitoso. Em vez disso, porém, calo-me. Neste momento, meu corpo e minha mente precisam de repouso. Mas não fica assim...uma vez descansado, prometo - e não como um político faz - pensar em palavras melhores sobre o que não pode deixar de ser mencionado sobre hoje.
Ainda desejo a todos uma boa noite.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

antivoto

O titulo do post é auto-explicativo, certo? Confiram minha lista. Notem que estou respeitando a ordem da urna eletrônica.

Deputado federal: Paulo Maluf

Analisando a lista de candidatos, o páreo é até duro...Levy "Aerotrem" Fidélix, Fleury, Celso Russomano, Celso Pitta...Frank Aguiar (é sério)...mas a razão nos diz: o Malufão é imbatível.

Deputado estadual: Afanasio Jazadji

Truculento, preconceituoso, defensor da pena de morte...por isso e por tantos outros motivos.

Senador: Guilherme Afif Domingos

Nada contra o candidato em particular, mas ser candidato pelo PFL e ainda por cima apoiando o Serra? Duas palavras...não dá!
Mas eu queria mesmo era que meu voto tivesse algum poder em Alagoas, para que o Collor não fosse eleito.

Governador: Orestes Quércia

Minha rejeição pelo ex-governador consegue ser maior que a que sinto pelo vampiro sem palavra José Serra. É que o Quércia não só aprontou muito em sua época, como ainda gerou o Fleury.

Presidente: Geraldo Alckmin

Sobrou pro Picolé de Chuchu. Já citei minha ojeriza à dobradinha PSDB-PFL.
Outro em quem eu jamais votaria é o Eymael. Sim, ele é um candidato folclórico, sem chance alguma, mas...eu odeio aquele jingle!

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

censura??

Leiam...é de amargar.



Caricatura de José Sarney provoca censura em blogs

Por Marcus Ramone (15/09/06)

"Xô!"Censurar blogs por motivos políticos parece não ser mais privilégio de países regidos por sistema ditatorial. Agora, o Brasil pode se enquadrar nesse rol.

Em Macapá, no Amapá, uma caricatura do senador José Sarney (PMDB) compondo a expressão "Xô!", feita pelo cartunista Ronaldo Rony no muro de sua casa, gerou um precedente com repercussão até em outros países.

Uma foto do muro foi publicada no blog da jornalista amapaense Alcilene Cavalcante, o que gerou indignação na coligação partidária capitaneada por Sarney, candidato à reeleição pelo Amapá. Assim, no último dia 25 de agosto, a Justiça Eleitoral determinou que a imagem fosse retirada do ar (ou isso, ou R$ 2.000,00 por dia de não cumprimento da determinação).

Como se não bastasse, o blog inteiro acabou sendo retirado do ar por ordem judicial.

Alcinéa Cavalcante, irmã de Alcilene e também jornalista, republicou a foto em seu blog e listou outros que também o fizeram. Até agora, cerca de 80 blogs se uniram ao Movimento Xô Sarney, em repúdio a esse ato de censura do ex-presidente do Brasil.

"É inaceitável que indivíduos que se dizem jornalistas armem uma longa teia de comunicação na internet para a prática de crimes", disse o texto de uma das nove representações impetradas contra o Repiquete, blog de Alcinéia, que no dia 1º de setembro também saiu do ar.

Segundo uma dessas representações da coligação União por Amapá, eleitores, jornalistas e internautas, inclusive de outros países, estão sendo convocados a "compor um bando de criminosos". A rede de blogueiros, assim, estaria "organizada em prol de atingir a boa imagem do candidato".

A jornalista Alcinéa Cavalcante migrou seu blog para um servidor no exterior. E o Movimento Xô Sarney continua.

terça-feira, 5 de setembro de 2006

pérolas eleitorais - mais

Após recordar nossa primeira chance de escolher um presidente em anos, vamos conferir o que as eleições paulistas recentes já nos trouxeram de...bom.

Para começar...uma lenda!

Maluf, o candidato do coração.

São Paulo é Paulo
porque Paulo é trabalhador,
Sao Paulo é Paulo
É Maluf sim senhor.

Frase e jingle de campanha...90 e 92, acho. Na última, o eleitorado conservador da capital caiu nessa e elegeu o Malufão! Rouba-mas-faz na cabeça.
E o pior é que o povão quis mais...

Não deixe São Paulo parar
Não deixe a peteca cair
Quem achou seu caminho
tem que prosseguir...
PITTA!

Em 96, não era possível a reeleição, logo, Paulo Salim precisava de um sucessor. O novo candidato do coração foi o até então desconhecido Celso Pitta, secretário de Finanças da gestão Maluf - o quanto não terão roubado juntos, Frankenstein e monstro.

Vejam como Paulo confiava em seu discípulo:

"Votem no Pitta. E se ele não for um grande prefeito, nunca mais votem em mim novamente."

Mas eles romperam anos depois. Celso não correspondeu às expectativas. Maluf, entretanto, continua recebendo votos toda vez que se candidata.

A milionária campanha de Pitta (e poderia ser diferente?) gerou jingles que não me saíram da cabeça jamais.

Pitta!
Pra continuar é Pitta!
A gente acredita
Em tudo que foi feito
e o prefeito tem que ser
Pitta!

Mas sem dúvida o mais infame era este. Na época, urna eleitoral ainda era novidade, e convinha esclarecer os eleitores sobre como usá-la...

Aprendendo a votar!!
Primeiro aperte o 1 duas vezes (UM! UM!)
Espere até o Pitta aparecer (Olha!)
Depois aperte o verde e confirme a decisão...(ruido)
Obrigado coração!
(Vamos ensinar mais uma vez...)
Primeiro aperte o 1 duas vezes (UM! UM!)
Espere ate o Pitta aparecer (EEEEE!)
Depois aperte o verde e confirme a decisão...(ruido)
Obrigado coração!!!

Acabou...eu juro que acabou.

Aliás, quase todo candidato a prefeito em 96 devia ter uma música orientando o eleitor no uso da tecnológica urna. Mas só me lembro de mais essa...e é só uma frase:

Aperte o 1, aperte o 2, aperte o verde depois!

Francisco Rossi! Ex-prefeito de Osasco, sonhando com a capital. Em 94, na campanha ao governo do Estado, ele tinha um jingle bonitinho,

Francisco Rossi pra governador

A gente tem alguém em quem acreditar
Francisco Rossi pra governador
É hora da verdade, ele vai falar...

Sim, vamos todos acreditar no cara que, na eleição seguinte, atacou o Maluf até não poder mais no primeiro turno, quando as pesquisas que os dois candidatos decidiriam o pleito, e ao se ver do páreo não teve dúvidas em apoiar a candidatura do "rival". Esse tem palavra. Ele e o Serra.

E o jingle da Marta em 98? "Governadora é Marta..." Rapaz, se não fossem as pesquisas dizendo que ela não tinha a menor chance contra o "nefasto" Paulo Maluf, a mãe do Supla poderia ter chegado ao segundo turno. No lugar dela, Mário Covas, com vantagem de cerca de 75 mil votos. Sim, só isso. Bem, de qualquer maneira, o mal foi vencido.

Para encerrar, passamos dos figurões aos folclóricos:

"Nós vamos construir o aerotrem e fazer do rio Tietê e do rio Pinheiros rios subterrâneos!!"
Levy Fidélix

Não caçoem dele...não vou admitir...ele e o Collor são do mesmo partido.


(voltamos a qualquer momento com mais pérolas)

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

pérolas eleitorais - um caso à parte!

Isto aqui merecia um maior destaque...

Quando nos assustamos ouvindo "meu nome é Enéas!!" pela primeira vez? Na eleição presidencial de 89, certo! Ele tinha apenas quinze segundos para esbravejar contra quase tudo em nosso pais e ainda dizer seu bordão.
Vieram novas eleições e descobrimos que todo candidato do Prona era daquele jeito! Ficava algo como...
"Meu nome é (insira nome de político raivoso do Prona aqui)!!!"
Em São Paulo, a dra. Havanir Nimtz se tornou tão popular quanto seu mestre. Talvez porque mulher berrando chame ainda mais atenção.
Mas o fato é que os candidatos do Prona se mostraram a prova viva de que é possivel ganhar no grito! Após fazer de um "clone" seu vereador de São Paulo, o dr. Enéas foi o deputado federal mais votado da história. Havanir também foi eleita vereadora e atualmente é deputada estadual, mas trocou o Prona pelo PSDB.
Enéas teve alguns problemas de saúde, teve que mudar o visual, mas está ai, buscando a reeleição como deputado. Por isso, em outubro, lembre-se: "Com barba ou sem barba, meu nome é Enéas!!"

pérolas eleitorais

Já se deram conta de que o jingle "Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão..." tem vinte anos? Palavra! O eterno candidato e esses versinhos inesquecíveis me inspiraram a puxar pela memória fatos, frases e jingles marcantes nesta "jovem democracia" brasileira (quem mais odeia esse termo?)

Começamos com o superinflado pleito de 1989. Eram nada menos que 21 candidatos à presidência. Provavelmente os políticos pensaram, "ah, o povo não escolhe um presidente há quase trinta anos, qualquer um pode levar essa". De certa forma eles estavam certos...bem, vamos recordar coisas engraçadas.

Vote em branco, vote nulo, ou vote PH. Na hora H, vote PH.

Às vezes acho que sou o único que se lembra dessa...e do Marronzinho também! Era um cara que aparecia com um tarja na boca. Bizarro!

E a chamada para a campanha do Partido Verde? Uns efeitos com cores, coisa meio psicodélica, e alguém falando Gabeira! Gabeira! Gabeira presidente do Brasil!

Vamos aos jingles?

Bote fé no velhinho
O velhinho é demais,
Bote fé no velhinho
que ele sabe o que faz!
Vai limpar o Brasil
do Oiapoque ao Chuí
e acabar com a molecagem
que tem por aí!

Jingle da campanha de Ulysses Guimarães (PMDB). Um velhinho pra acabar com a molecagem...que pérola!

Juntos chegaremos lá / Fé no Brasil / Com Afif juntos chegaremos lá.

Afif Domingos, atual candidato ao Senado por São Paulo, já tentou "chegar lá". Seu partido era o hoje mensaleiro PL.

E este aqui?

Passa o tempo
e tanta gente a trabalhar
de repente
essa clareza pra notar
quem sempre foi sincero
e confiar, sem medo de ser feliz

Nada ainda? Calma, vem aí a 2a. parte e vai ficar fácil:

Lula lá, brilha uma estrela
Lula lá, cresce a esperança
Lula lá, um Brasil criança
na alegria de se abraçar
Lula lá, com sinceridade
Lula lá, com toda a certeza
pra você, meu primeiro voto
Lula lá, valeu a espera.

Lula quase lá. Mas no caminho dele havia um alagoano com pinta de galã e..."aquilo roxo"?

Oh, Collor
Chegou a hora de acabar com os marajás
Oh, Collor
Vamos botar tudo de novo no lugar
Oh, Collor
Aqui e lá, lá e aqui
No dia 15 o Brasil vai collorir
E vai dar Collor do Oiapoque ao Chuí
Chegou a hora

Sem mais comentários!!

(continua, é claro!)

:)

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

heloísa helena para este post


Expulsa do PT após declarar abertamente suas posições contrárias à política governista em mais de uma ocasião, Heloísa Helena uniu-se a outros ex-companheiros igualmente indesejáveis entre os petistas, ajudando a fundar sua própria sigla, o PSOL. A candidata surge como visível opção a quem não está satisfeito com o governo Lula, mas em absoluto quer a volta do PSDB após a experiência FHC.
É verdade que Heloísa Helena não é a única alternativa a esse eleitor. Temos também Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação, hoje candidato ao Palácio do Alvorada pelo PDT. Mas os atos politicos recentes de Buarque são bem menos chamativos que os da tival. Ele deixou o partido do governo por vontade própria e mantém uma campanha discreta. Das circunstâncias do afastamento de Heloísa do PT já falamos. Como postulante ao cargo de Lula, ela segue atirando farpas ao presidente e seus aliados, embora seja possível notar uma suavização sutil em sua fala, a fim de não intimidar o eleitorado.
Sua capacidade de atrair votos não deve ser subestimada. Em suas aparições publicas, mostra-se forte e decidida. Em entrevista concedida ontem ao Jornal Nacional, não se abalou diante dos questionamentos às suas atitudes e propostas de governo tidas como mais radicais. Tinha sempre respostas concisas e longas, que por vezes não permitiam aos âncoras do jornal seguir seu ritmo normal, "bombardeante", de perguntas. A postura da candidata certamente cativou muitos espectadores - inclusive este escrevinhador impressionável, que de outro modo não teria trabalhado neste texto.
Neste momento, segundo pesquisas de opinião, pode ser a presença de Heloisa, e não a campanha de Alckmin, o fator decisivo para levar a eleição a um segundo turno. Nestes dois meses que nos separam do pleito, tudo pode acontecer. Tudo. Independente do resultado das urnas, porém, a candidata já marcou seu nome como um dos mais relevantes da atual esquerda brasileira.

quinta-feira, 18 de maio de 2006

o mesmo

Violência ainda em pauta...

Uma entrevista do governador Cláudio Lembo. O partido dele, lembrem sempre, é o PFL, ex-Arena, aquele que faz de tudo para se manter no poder e certamente não é nada responsável pela situação atual de nosso país.
Mais belíssimas palavras de quem pouco se importa com a miséria até que os marginalizados resolvam ameaçar seu patrimônio - a quem ele quer convencer afirmando que não pertence ao grupo que diz criticar?
Reparem que o sr. Lembo se permite o uso da ironia em alguns momentos da entrevista. Credibilidade zero, mas a pose está lá, inabalável.