quinta-feira, 23 de agosto de 2007

bestial

Em minha alma está contida toda a raiva capaz de sentir somente quem não tem alegrias em vida. O que me rodeia é objeto de ódio, pois esse é o único sentimento que conheço. Sou constantemente atormentado pela angústia de quem espera e espera não se sabe o quê. Meus olhos nada enxergam com definição. É como se todo o mundo exterior estivesse como me sinto por dentro, distorcido, um ser outrora humano, um mero rabisco. E, mais que tudo, eu abomino minha ausência de forma.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

crianças trabalhando

Ontem saí de ônibus e no meu trajeto deparei com três crianças, uma na ida e duas na volta, vendendo doces no interior do coletivo. Assim, como um adulto faria, estendendo uma mercadoria à mão de cada passageiro e anunciando seu preço. Só faltou mesmo o tradicional discurso, "desculpe estar incomodando a viagem de vocês", e coisa e tal.
Não são as primeiras nem as últimas crianças a serem obrigadas a trabalhar, mas nunca antes a exploração infantil me deixou tão indignado. Devo ter me imaginado no lugar delas, perdendo meus primeiros anos queridos. Por pouco não disse à primeira garotinha que ela não deveria estar fazendo tal coisa. À ocasião, eu até aceitaria um daqueles pacotinhos de balas, mas me recusei a comprar, com a convicção de que não ajudaria a manter aquela injustiça.
Minha infância foi muito feliz; em minha época, inclusive, custei a aceitar que ela estivesse chegando ao fim, mas isto é outra história. Se fui tão feliz em minha meninice, era principalmente porque gozava de total liberdade para ser uma criança de verdade: sonhadora, despreocupada, curiosa, alegre. Poupado de maiores compromissos ou atribulações. Sim, pois estes cabem à vida adulta. E tirar de uma criança o que ela possui de mais autêntico é desnecessário ato de apressar o curso da vida, além de crime dos mais absurdos. Sem dúvida, há no mínimo um adulto por trás de cada inocente pequeno vendedor de rua, pedinte, o que for. No mínimo um contraventor. Tratar-se de alguém da família, então, só piora as coisas.
A infância não pode ser perdida em nome de mais alguns trocados para ajudar a sustentar a casa. Pais, arranjem-se de outra maneira, pois esse é seu papel: preservar, física e moralmente, seus pequenos. O que tiver de ser aprendido sobre a dureza da vida, o será em seu devido tempo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

campo minado...o filme

Adaptações de videogames para o cinema estão com tudo!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

que teima

Será que consigo viver bem num mundo tão poluído? Daqui de onde mal se percebe a luz solar nem se enxerga o céu?
Existe amor? É possível viver do belo?
Nada nos resta senão o "dançar conforme a música"? Qual o grande risco em compor nossa própria?
A todos, não resta que a mediocridade? Cada um de nós tão único - tantos ignorantes de sua individualidade - e o único jeito é buscar o igual?

domingo, 12 de agosto de 2007

uma estréia

Antes que eu esqueça novamente...olha o cartaz das apresentações do meu novo coral! Mais Mozart na minha vida! Concertos em São Paulo e Campinas...quem vai? :)

aquele em que o domingo começou cedo

O domingo começou muito, muito cedo...Às cinco e meia nem havia sol. Provinha às oito. Vendo pelo lado bom: breve pode ser que eu tenha salário. O sono desaparece durante e logo após o calor do momento e deve voltar com tudo em alum momento do dia.
O abraço de dia dos pais só veio depois do exame, o qual simplesmente deixei lá na lonjura da Vila Maria. Não penso nele tão cedo. Quanto ao presente, não teve mesmo. Sou pobre e anti-capitalista. Às vezes, me sinto no lucro pelo simples fato de ser amado por um pai...
Aí eu estava passando pela Marginal a caminho de casa e deu Marisa Monte cantando Bem Que Se Quis na rádio...e eu achei impressionante como a minha mente pôde voar tão longe numa hora tão adiantada, após uma noite tão atípica. Eu lembrei que Marisa estava fazendo shows ali pertinho, no Tom Brasil Nações Unidas, e que estou com muita vontade de assistir...será que con$igo? Pensei também que a música pouco tinha a ver com o que a cantora está gravando nos últimos tempos, que consiste num repertório mais identificado com a assim chamada MPB. Bem Que Se Quis, ao contrário, é mais uma cançãozona americana, dá até para imaginar uma daquelas negras de voz fantástica cantando o original em inglês - que nunca ouvi, por sinal. De volta ao Brasil, Bem Que Se Quis pode não ter muito a ver com a Marisa Monte de hoje, mas creio que seja impossível imaginar a música fora de um show seu; afinal de contas, foi o primeiro grande hit...trilha sonora da novela Salvador da Pátria...o que a coloca como sucesso de 88, 89...quase vinte anos! Marisa Monte tem uns vinte anos de carreira...e eu me lembro da música que a projetou nacionalmente. Somos dois velhos hoje, ela ainda canta, e muito bem, eu também tenho uma voz, embora sem a excelência e o sucesso da outra. A temporada no Tom Brasil vai até começo de setembro, eis uma boa chance para mim. Até lá, não sei se ainda terei um dinheiro meu, mas deve haver um jeito de eu chegar a esse show. Será possível pagar o ingresso parcelado?

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

sommer (?)



Da galeria de imagens do meu micro para o blog. Queria saber mais a respeito da imagem. Alguém?
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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

special

It's weird when you feel you're special and know exactly why but you have no idea how to show it.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

primeiro de agosto

Enfim, após o que foram os dias e noites mais gelados de que já me recordo em minha curta existência, o tempo voltou a esquentar, com a possibilidade de firmar-se novamente o calor. Até fui capaz de tirar as blusas e usar apenas camiseta: aconteceu hoje por volta das quatro da tarde e ainda é possível assim permanecer, ao menos até a inevitável queda de temperatura decorrente do desaparecimento do sol permitir.
Foi-se o tempo em que eu adorava tempo frio. O que havia em minha cabeça à época, não sei dizer.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

a escotilha foi reaberta


Deve fazer pouco mais de uma hora que assisti ao final da terceira temporada de Lost. É, não deu pra esperar pela AXN, não. Tinha companhia e os últimos episódios - na verdade, um episódio duplo - baixados da net e mandei ver. Atrasei janta, banho (nesse frio!), enfim, parei tudo, como já tem sido costume para Lost, como nunca antes havia acontecido para nada na televisão. E...
Olha, não gosto de spoilers, evito todos sempre e a todo custo; seguindo esta lógica, não vou soltar nenhum aqui.
O que posso dizer é que não faltam emoção e tensão, como cabe à série. Estoura o grande confronto entre os sobreviventes e os Outros, pessoas inevitavelmente morrem, e no final...os escritores conseguiram. Conseguiram "abrir uma escotilha novamente". Falo assim porque, como ao final da primeira temporada, estamos diante de uma situação sobre a qual é praticamente impossível adivinhar e acertar na mosca sobre o que virá a seguir. No último episódio da temporada anterior, claro, bastante coisa ficou em aberto, mas era evidente que os até então bastante misteriosos Outros mostrariam mais as caras, e os dentes. Mas agora, hoje, ao pensar na série, só consigo pensar: o quê?
Lost até agora:
1a. temporada - adaptação à ilha
2a. temporada - a escotilha
3a. temporada - os Outros
4a. temporada - um enorme ponto de interrogação
A série está totalmente em aberto. A sensação é de que se parte para um novo começo. Num primeiro instante, as questões e conjecturas sobre os personagens e a ilha parecem não fazer mais tanto sentido. E falta muito, muito mesmo, para um novo episódio aparecer - fevereiro de 2008, nos EUA - e nos arrastar de volta àquele mundo que às vezes dá vontade de xingar, mas do qual nós, fãs fanáticos, não podemos mais deixar de ficar sem, não até o final definitivo, daqui a três anos. Final que não faço a menor idéia de como será. E isso faz parte do encanto, do arrebatamento da série.

***

É a quarta vez que cito Lost diretamente neste blog. ;)

terça-feira, 24 de julho de 2007

ratatouille


É preciso ser meio ranheta para não gostar dos trabalhos da Disney/Pixar. Tecnicamente, a qualidade das animações melhora a cada filme; parece não haver limites para o aprimoramento de cenários, movimentação de personagens e outros detalhes que os olhos do espectador embasbacado podem captar. E as histórias, via de regra, têm bom apelo sobre o público em geral, sem parecer muito bobas aos adultos que levam suas crianças ao cinema, ou os que vão por sua própria conta. Ratatouille é ótimo exemplo. E digo mais: a história do ratinho cozinheiro está a par com as melhores produções da casa, como Toy Story, Procurando Nemo e Os Incríveis.
O protagonista Remy - não, seu nome não é Ratatouille, o título se explica mais para o final do filme - possui paladar muito mais apurado que o dos outros ratos, que logo o consideram "fresco" por se recusar a comer qualquer coisa, como eles. Um dia, ao entrar numa casa à procura de comida boa, conhece a história do renomado chef Auguste Gusteau (nome espetacular!), conhecido não somente por sua boa cozinha, mas também pela sua teoria de que "qualquer um pode cozinhar". Remy decide se tornar ele mesmo um cozinheiro, também.
Gusteau, porém, tem a carreira destruída pelo implacável crítico Anton Ego, opositor declarado de suas idéias, e morre pouco tempo depois. Seu fantasma (?) acompanha Remy numa jornada até Paris, onde está seu antigo restaurante. Mas como um rato pode ser bem-sucedido numa cozinha, ainda por cima de restaurante? Escondido, é claro, mais precisamente sob o chapéu do mais novo contratado do Gusteau's, o atrapalhado Linguini. Essa dupla tem a chance de fazer o restaurante voltar aos seus saudosos brilhantes dias.
Se compararmos a sessão de cinema de Ratatouille com o pedido de um fino restaurante, podemos dizer que o delicioso prato principal inclui dois ótimos acompanhamentos: como entrada, o ótimo Quase Abduzidos, o tradicional curta-metragem da vez, e um pequeno aperitivo, o trailer de Wall-E, a ser lançado em 2008 e que tem tudo para ser o filme mais sombrio lançado pela Disney, com ou sem Pixar.
Em tempo: em vez do pôster que tradicionalmente acompanha meus posts de cinema, temos acima uma cena do filme. É que a Paris de Ratatouille é mesmo encantadora e merecia ter uma imagem estampada por aqui.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

o fim de acm

Eu não gostava de Antônio Carlos Magalhães. Assim como a maioria das pessoas dotadas de algum bom senso em relação ao que acontece nesta terra.
Ele era um dos mais notáveis exemplos sobre o que há de pior na política brasileira. Apoiou e tomou parte de quase todo governo brasileiro desde a ditadura militar - só com Lula as coisas não deram muito certo. Era médico de formação, mas foi ministro das Comunicações e presidente da Telebrás, dominando esse estratégico setor à sua maneira e de seus aliados.
E ainda posava como grande pai do povo baiano, quando sempre foi evidente a única causa que respaldava: manter a influência de seu grupo político, cujo principal expoente era ele próprio.
Agora, está morto. Pensamentos como "já vai tarde" e sobre vasos ruins escapam, ainda que sem querer, pois morte e o conseqüente pesar que se abate sobre familiares e amigos da vítima não são coisas que se desejem, assim aprendemos. Porque é bom recordar que, fosse quem fosse, o falecido era humano e tinha seus sentimentos. Suas idas e vindas a hospitais nos últimos tempos indicam que ACM sofreu e sofreu até receber o mais definitivo dos remédios.
Eis o que é sua morte. Ela não significa trajetória interrompida, como a de seu filho, nove anos atrás. O que ACM fez está feito, bem ou mal, dependendo da perspectiva. Querer-lhe o fim da vida como grande castigo, revanche, não era apenas condenável segundo várias correntes de pensamento, mas também completamente inútil. Seu modo de fazer política resistirá, ainda que seus seguidores não mais o tenham como exemplo vivo. E, mais importante, as conseqüências de um dia ter havido ACM custarão a morrer. O povo baiano chorará sua partida em cortejo público e ao tempo de luto que se seguirá. Por muito tempo lembrarão o grande herói que fazia tudo por sua terra amada e se comovia com as demonstrações de afeto rendidas por seus "filhos". E pouco importa se o meu, o seu esclarecimento martele em nossas cabeças o quanto isso era falso, que em boa parte do país, especialmente a mais sofrida, o controle de difusoras de rádio e televisão e o poder político tenham o mesmo dono.
E pouco importa se também nos cansamos de ouvir as mesmas bocas bradando por princípios éticos e democráticos quando estes lhe convinham: as mesmas que se calavam diante das atrocidades cometidas durante as épocas mais escuras de nossa história, talvez cheias após terem se fartado com os ganhos de um modo de governar que pode ter selado para sempre miséria para uma parcela considerável de brasileiros.
ACM vai descansar depois de um longo período de labuta, como alguém honrado. E nós continuamos por aqui, lutando sob o legado dele e de tantos outros para nosso amado país.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

downtown

Música bastante conhecida na voz de Petula Clark. Está aqui porque estou cada vez mais perdido em Lost...e porque eu agora conheça uma Downtown para mim.
When you're alone, and life is making you lonely
You can always go
Downtown

When you've got worries, all the noise and hurry
Seems to help, I know
Downtown

Just listen to the music of the traffic in the city,
Linger on the sidewalk where the neon signs are pretty
How can you lose? The lights are much brighter there...
You can forget all your troubles; forget all your cares, and go
Downtown -- things will be great when you're
Downtown -- you'll find a place for sure
Downtown -- everything's waiting for you

Downtown .... Downtown...

Don't hang around, and let your problems surround you,
There are movie shows
Downtown
Maybe you know some little places to go to
Where they never close
Downtown
Just listen to the rhythm of a gentle Bossa Nova
You'll be dancing with 'em too before the night is over,
Happy again...
The lights are much brighter there,
You can forget all your troubles; forget all your cares, and go
Downtown -- where all the lights are bright
Downtown -- waiting for you tonight
Downtown -- you're gonna be all right now...

Downtown...Downtown...Downtown...

Downtown!

Downtown!

And you may find somebody kind to help and understand you;
Someone who is just like you and needs a gentle hand to
Guide them along...
So maybe I'll see you there,
We can forget all our troubles; forget all our cares, and go
Downtown -- things will be great when you're
Downtown -- don't wait a minute more
Downtown -- everything's waiting for you...


terça-feira, 17 de julho de 2007

o destinatário sabe...

Como é capaz de me dizer tanto sem pronunciar sequer uma palavra? Se busco parecer indiferente a você, minto, pois sua mensagem, somente eu a recebo dessa forma que não ouso tentar descrever. Na realidade, ela sou eu.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

verídica, infelizmente

Madrugada, poucas horas para o início do dia. Uma vizinha bate à porta de uma família muito amiga sua, em total desespero. Ele pede ajuda, ainda que em prece. Diz que sua filha, que estuda no interior, tinha sido seqüestrada. Em sua casa, estariam conversando com o seqüestrador. Tinham ouvido também a menina, aos prantos. Da casa onde agora todos estão despertos, a mãe sai, acompanhando a abalada vizinha.
Volta alguns minutos depois. Tinham conseguido falar com a garota na casa que divide com outros estudantes. Ela está bem.
Nunca houve seqüestro. Era um golpe.
Tarde da noite.

domingo, 15 de julho de 2007

aos olhos

Entre as nuvens escuras, espessas, havia como que uma pequena fenda, um fio azul em meio ao cinza, quase negro, que faltava pouco para a noite. E lá se via uma estrela.

sábado, 14 de julho de 2007

superman: entre a foice e o martelo

Nesta minissérie em três edições com o selo Túnel do Tempo, o foguete trazendo o bebê que se tornará o Homem de Aço cai na União Soviética, e o kryptoniano cresce como um herói do regime comunista. Quais as conseqüências disso para o mundo? O papel de guardião do socialismo será suficiente para aquele que, em outra realidade, teria sido o maior herói do mundo?
A mitologia do Super-Homem transposta de maneira excepcional para o contexto da Guerra Fria. Também comparecem versões de outros medalhões da DC Comics.
O gibi foi publicado em 2004, eu o adquiri à epoca do lançamento, mas só agora tive a decência de tirá-lo da pilha "a ler". Um ou outro dito popular devem garantir-me o perdão.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

credo

Às vezes, quando os típicos problemas de minha vida, aqueles que a tornam tão unicamente difícil, me assolam e por muito pouco não me deitam ao chão, prostrado, eu queria ter alguém a quem recorrer. Digamos, alguma entidade superior, a quem eu recorreria em prece e, bem, se tudo magicamente não se resolvesse, ao menos magicamente me sentiria mais tranqüilo, mais em paz, por acreditar que minhas palavrinhas teriam chamado a atenção de um deus e de seu exército de bondade e eles olhariam por mim e uma solução para o mal estaria mais próxima. Mas não pode mais ser assim: não sei mais se creio em entidades superiores a se ocuparem dos seres humanos. Seres além da compreensão, caso existam mesmo - é uma questão sobre a qual prefiro não me manifestar - teriam mais e melhor a fazer que ocupar-se do coitado e arrogante ser humano, que por montar umas pecinhas de matéria e por mudar tudo ao redor para uma vida confortável para si mesmo se julga tão inteligente. Ora, se é tão esperto assim, que aprenda a cuidar melhor de sua saúde mental, mandando às favas o pânico paralisador. O problema é seu, e não da natureza, de Alá, de Baal, ou qualquer outro equivalente. O homem precisa ter força. Eu preciso ter força. E competência.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

quarteto fantástico e surfista prateado


Nos cinemas, a Marvel decidiu: Quarteto Fantástico não é para ser levado a sério. Enquanto cinesséries como Homem-Aranha e X-Men têm apresentado equilíbrio entre seqüências de ação e momentos dramáticos, garantindo momentos memoráveis e que valem a revisita, as aventuras da família fantástica são marcadas por um clima leve, descompromissado, situações engraçadinhas surgindo mesmo nos momentos de maior tensão, como se assistíssemos a algum sitcom estrelado por superpoderosos. Ou ainda, já que falamos de filmes, a alguma inócua sessão da tarde. Duro é pensar que havia potencial para mais.
Os pequenos dilemas humanos dos quatro protagonistas são tratados de forma rasa - mesmo para um filme de justiceiros fantasiados. Ficamos sabendo que Sue, às vesperas do casamento, anseia por uma vida normal, sem supervilões ameaçando sua felicidade. Reed, o noivo, tenta conciliar os deveres com sua amada e as exigências de trabalho à sua mente privilegiada. O imaturo e mulherengo Johnny observa Ben e Alicia juntos e sente falta de um relacionamento do tipo em sua vida...mas são informações randômicas em meio às piadas.
Está bem, a receita "divertidinha" funciona no filme anterior, ainda que de maneira irregular, e na primeira metade dessa seqüência, garantindo diversão satisfatória - mesmo a troca de poderes rendeu bons momentos - mas a coisa desanda após o retorno do Doutor Destino, justamente quando deveria esquentar. Nos gibis, ele é um vilão espetacular, inteligente e de fala pomposa(?). No filme, Destino é só um cara com ar arrogante e sacana. A canastrice do ator também não ajuda.
A grande decepção, porém - grande mesmo - é Galactus. Concebe-se o Devorador de Mundos no filme como uma nuvem cósmica na qual apenas se vislumbra, por um breve instante, a silhueta do capacete utilizado pelo gigante antropomórfico dos quadrinhos.
Mesmo o Surfista surge subaproveitado. Visualmente, ele é um primor, como já se via nos trailers. Grande trabalho foi feito em mesclar o gestual de Doug Jones e a voz (alterada) de Laurence Fishburne para a composição do personagem. Mas ele mesmo é raso, como quase tudo no filme. Um personagem cujo nome está no título da produção poderia ter um background mais interessante.
Não falha a memória, Sue diz algo sobre a família cansar. E ela está certa. O modo Quarteto Fantástico de fazer filmes não segura uma série sólida de longas-metragens, ao contrário de cinesséries de heróis mais bem-sucedidas, justamente por terem mais a oferecer. A decisão sensata, em termos criativos, sem levar em conta somente lucro fácil, seria parar neste segundo filme. Melhor sorte a outros heróis - Surfista Prateado é uma boa opção. Para dar certo, o ideal seria reaproveitar a dobradinha Jones-Fishburne e, sobretudo, levar o personagem um pouco mais a sério.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

pedido especial

por um motivo também especial...

Agora que o mundo todo se recolhe, peço-lhe também que descanse. Encolhido diante de sua cama, em silêncio, suplico que sua vida encontre paz. Em silêncio, pois sei que minhas palavras, não é capaz de compreendê-las. Afinal de contas, não sei realmente se é você quem necessita de paz, pois, no fundo, não tem culpa por seus arrebatamentos. Se eles simplesmente ocorrem, não faz sentido exigir qualquer controle. Não há. Isso é você. Isso é sua vida e é impossível saber seu nível de consciência a respeito dela. O correto talvez seja pedir não por você, mas por mim. Pedir por algo sobrehumano, sobre mim, que me permita maior aceitação e uma melhor vida a seu lado. Chega a noite e o mundo se recolhe. Que todos descansemos bem e eu acorde melhor e mais capaz. É o que pode ser feito.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

parabéns, Eduardo


Em casa, comemorando o aniversário do meu irmão, anteontem à noite. Ele estava bastante agitado, o que comprometeu o clima de celebração, mas a data não podia passar em branco. Temos aí uma foto - não muito boa, é verdade - e esse bolo estava uma delícia.

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segunda-feira, 18 de junho de 2007

do dicionário André

imperscrutável
Palavra difícil* que se diz de pessoas idem.

*levei um tempão até acertar a ortografia e pronunciar sem dor.

senhor do mal

Wagner Canhedo, ex-dono da Vasp, foi preso em flagrante por porte ilegal de armas em uma de suas fazendas, onde, na mesma operação, feita em conjunto entre IBAMA e Polícia Federal, foram encontrados indícios de crimes ambientais, como desmatamento ilegal e lançamento de esgotos em rios. Canhedo era presidente da Vasp à época da intervenção judicial sobre a companhia, ocasião em que o empresário teve seus bens bloqueados.
Parece coisa de vilão caricato de ficção, que pratica maldades em todos os departamentos. Bem, se há gente ruim no faz-de-conta, é porque existe na vida real.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

cena

Passo por um conhecido - bem, nem tão conhecido assim - e ele me cumprimenta, todo efusivo. E aí, beleza? Faço um sinal de positivo e digo que está tudo tranqüilo. Uma grande mentira, evidentemente. Mas que dia horrível eu tive. Sinto-me tão mal, a cabeça explodindo, os olhos em brasa. Estaria o descontraído colega disposto a ouvir a verdade? Não. Ele só queria parecer educado. E bem humorado. Sua receita para uma vida mais suportável, talvez.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

|aplausos|


O primeiro sudoku que termino. Nada mau para quem pratica tão esporadicamente e conhece o jogo há um tempo relativamente curto.
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quarta-feira, 13 de junho de 2007

what the world needs now (burt bacharach)

Mais que adequada a estes dias...compreende? ;)


What the world needs now
Is love, sweet love
It's the only thing
That there's just too little of

What the world needs now
Is love, sweet love
No not just for some
But for everyone

Lord we don't need another mountain
There are mountains and hillsides
Enough to climb
There are oceans and rivers
Enough to cross
Enough to last
Till the end of time

What the world needs now
Is love, sweet love
No not just for some
But for everyone

Lord we don't need another meadow
There are cornfields and wheatfields
Enough to grow
And there are sunbeams and moonbeams
Enough to shine
So listen, Lord
If you want to know

What the world needs now
Is love, sweet love
It's the only thing
That there's just too little of

What the world needs now
Is love, sweet love
No not just for some
But for everyone

segunda-feira, 11 de junho de 2007

dia feliz

Todos precisam de um dia feliz.


(idéia para um texto, que espero ver concretizada logo.)

sábado, 9 de junho de 2007

uma carta

D.,

Seguramente, deve surpreender o fato de eu lhe escrever uma carta, a qual sequer acredito que lerá até o final, isso se a leitura tiver mesmo sido iniciada. A recente constatação de que não faço mais parte de seu seleto grupo de amigos, reais, virtuais, ou outros, é o que me motiva a redigir tal missiva. Caso contrário, jamais me daria ao trabalho de fazê-lo, ou mesmo de buscar dirigir-me à sua pessoa, o que, em última instância, era sua intenção em seu gesto simbólico, ou nem tanto, de excluir-me de sua existência.
O que coloco em questão é se você tinha o direito de fazê-lo da forma deliberada que procedeu. Não é possível para mim acreditar que se tratou de algum engano pois, sem falsa modéstia, apesar de minha timidez, não sou pessoa de que se esquece facilmente. Eu fico na lembrança das pessoas por uma história ou outra, e muitas vezes essa experiência esta relacionada à música.
Aquele ano de 2004, estávamos os dois no mesmo grupo coral. Você, a descontração em pessoa, em poucos instantes de conversa já fazendo graça com as pessoas. Eu, mais reservado, buscando me concentrar no canto quase como questão de honra. Não que você fosse displicente em relação ao coro, eu que era mais caxias. Além disso, a música espantava minhas recentes preocupações sobre a vida. E eu não podia suspeitar que uma nova fonte de problemas estava prestes a surgir.
A arte, a expressão musical reunindo pessoas as mais variadas imagináveis. Pessoas diferentes. Eis que você me chama atenção. E foi algo sem precedentes em minha vida. Não me culpo pelo que surgiu e, claro, ficou restrito à minha pessoa. Certamente não é de sua conta, e você nem precisava saber disso diretamente de mim, mas já me culpei bastante. Sofri muito. Aquele incidente em C. - por favor, não diga que não se lembra, não acredito - foi o ponto culminante de minha dor. Nada daquilo foi planejado, jamais. Fui um idiota, passei aquela noite quase sem dormir, e por mais alguns dias senti-me o pior dos seres humanos pelo fato de não saber manter-me fiel ao que havia prometido a mim mesmo. E, pior ainda, você parecia ter se assustado demais com o que havia acontecido; que monstro eu era? Por um tempo, acreditei, convencido por você, sabe?, que minhas preocupações eram exageradas. Tinha como certo, entretanto, que deveria esquecer...esquecer...pois as preocupações volta e meia retornavam, será que aquela coisa impensada de C. se repetiria? Isso eu deveria fazer sozinho. E venci. Mas eu queria que você estivesse OK comigo também, será que aquele "cara estranho" ainda merecia algum crédito de sua parte? Então tivemos uma conversa dias antes do Natal, via eletrônica, em que você se despediu dizendo: "foi legal conhecer você esse ano". Era o que eu precisava para ter boas e tranqüilas festas, principalmente porque pareciam palavras tão sinceras.
Terminei aquele ano, depois de enfrentar uma boa leva de atribulações (...), confortado com a idéia de que, malgrado meu grande "erro" de enxergar você como uma pessoa especial, você ainda me considerava um colega. Logo o tempo cuidou de desfazer tão errônea impressão. Assisti, calado, a seu primeiro gesto unilateral de cortar laços comigo, limando-me de seu MSN. Eu disse a mim mesmo que talvez tivesse sido melhor assim, que o correto seria evitar ao máximo o surgimento de novos embaraços para ambos; que nos encontrássemos apenas casualmente (...) e nada mais. Assim se fez, e logo aquele sentimento maluco tornou-se mais uma em minhas lembranças, parte de um passado definidor, mas antes de tudo passado.
Então, inesperadamente, veio o desagradável. Este ano, escrevi-lhe em seu aniversário, usando de um tom afável, e tudo que recebi em troca foi silêncio e, como vim a saber depois, a certeza de que a presença de algo que remetesse à minha pessoa em seu mundo particular não era bem-vinda.
D., virou-me as costas como se eu nada fosse, você que, de maneira incomum - estou ciente de que você usaria outro adjetivo, um capaz de me atingir - você que foi o que foi para mim.
Agora mesmo, estou falando de coisas que jamais me veria dizendo a você, se é que você está de fato acompanhando estas palavras; poupei você de ouvi-las, sofrendo sozinho quando mais a verdade em mim se fazia arder, por volta de três anos atrás. Passada a maior das dores, reergui-me, pronto a seguir com minha vida, tornando você apenas uma recordação casual, que me fazia rir em minha própria tolice. Então, em sua atitude de varrer o único e remoto contato comigo - com o que fui? - a ferida é reaberta. Era impossível ficar calado, não me desculpe.
Não lhe peço, de forma alguma, que goste de mim, que me considere parte de sua vida em qualquer sentido. Não o pedi no ano em que nos conhecemos e não o faço agora. São outros os tempos, eu sou outro. Sequer exijo que você desfaça o que fez, não sem que sua consideração pela minha pessoa seja realmente sincera. Sua atitude aparentemente amigável já me levou a cair em erro uma vez, por que devo acreditar que tal coisa não se repetiria? Por que duvidar que, em seu sentimento, ao qual me ocorre um nome aqui, mas não quero rotulá-lo, você me enxerga como alguém inferior, indigno de sua atenção? Talvez até mesmo menos que humano? Afinal, sempre fui um "cara estranho", não é verdade?
Não, D., não preciso de quem me menospreze; em meus caminhos achei tanta gente capaz de gostar de mim, de me respeitar de fato, de ao menos tentar me compreender. Não estou lhe implorando que faça o mesmo. Só quero postar-me diante de você e dizer, conste que. Conste que existo. Conste que vivo. Conste que sou ser humano, falível, inteligente, capaz de sentir. O mais engraçado é que, se você tivesse ficado na sua, sem tentar me espantar como um mosquito, eu jamais teria sentido necessidade de ter feito nada disso.
Não vou cobrar nenhuma resposta a esta carta, nem sei se ela vai ser lida. Simplesmente faça o que sua consciência sem rótulo mandar.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Auditório, como estava o centro de São Paulo ontem, auditório??




ASSIM, Ó!!!

exposé

minhas mãos contra seu corpo
minha língua em seus ouvidos
meus lábios se movendo...
você sente o que quero que sinta.
você me sente.
Eis minha verdade revelada.
Como é pra você?

insignificante

Um mosquito de aspecto incomum na parede.
A reação instintiva é matá-lo.
Mas por que fazer mal ao bicho? Ele apenas procura sobreviver em um mundo de humanos que seus ancestrais não conheceram.
Por outro lado, e se ele for vetor de alguma doença? Digamos, dengue?
Melhor não arriscar.
O golpe não o mata. O inseto voa apressado para outro canto. É o instinto de autopreservação.
Talvez ele sequer tenha sido atingido.
É quase como se fosse dito que ele não deve morrer.
Nova pancada.
Menos um mosquito no mundo.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

notas para o dia menos frio em sabe lá quanto tempo...

Já chega de frio, não?

Pessoas fofas, não fiquem espantadas por eu não ter postado nada ontem, Dia Mundial do Meio Ambiente. Não me ocorreu nada a dizer, foi só isso, meu lado ecólogo não morreu. Até assisti a um programa legal sobre o impacto das ações humanas sobre o mundo natural no NatGeo. O tema não me cansa.
Mas não resisto e acabo fazendo um comentário: com o frio que anda fazendo, eu incrivelmente não percebo a quantas anda a umidade do ar. É só sair de casa, porém, e dar de cara com aquela faixa acinzentada no céu para sentir o drama.

Olha, tenho evitado fazer o gênero não-vi-e-não-gostei, mas algumas coisas merecem desprezo prévio. Um exemplo é Gilmore Girls, batizado por aqui como Tal Mãe, Tal Filha quando o SBT exibiu alguns episódios e depois tirou do ar, como sempre faz. Eu vejo as chamadas da série e digo a mim mesmo, "cara, isso é muito ruim". Daí, estou comemorando o final do seriado, a ser exibido esta semana (hoje?). Vai tarde, essa bobagem.
Outra que estava para ir à terra dos pés juntos era The OC...mas essa eu até vi alguns pedacinhos antes de começar a detestar. Adolescentes riquinhos e suas vidinhas não tão cor-de-rosa...zap!
Por outro lado, eu acompanho, e me divirto fazendo isso, Desperate Housewives, a vida bagunçada de donas de casa aparentemente típicas dos subúrbio norte-americanos e obviamente loucas por Botox. Questão de gosto, mesmo.
Dois dias, dois filmes apenas medianos.
Os Infiltrados merecia o Oscar? Não! Tecnicamente, o filme é um primor, Jack Nicholson é Jack Nicholson e mesmo DiCaprio está bem, mas estamos anos-luz de um filme realmente memorável. Scorsece ganhou foi um prêmio pelo conjunto da obra.
Agora, O Pagamento não tinha muitas chances, mesmo. Nem o fato de ser adaptado de uma obra de Philip K. Dick - dos livros dele saíram Blade Runner e Minority Report - nem a presença de Uma Thurman contrabalançaram o peso de um John Woo pouco inspirado e do sempre insosso Ben Affleck. Mas é possível assistir até o final.
Preciso de um filme bom de fato. Se a minha companhia não der furo, vejo Extermínio 2 hoje. Nesse estou botando fé.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

fora de si

Veja, assim, a vida como um ciclo; grande, pequeno, isso é questão de perspectiva. Veja o ciclo, está bem? Imagine a sua primeira paixão, aquela pessoa que fazia você se sentir um completo idiota quando você estava diante dela sem razão lógica - você estava apaixonadinho, né? Mas isso passou, sabe como são essas coisas de adolescente. A vida seguiu, você fez coisas que jamais teria imaginado em seus idos, tenros anos, tornou-se o adulto de hoje. Apaixonou-se outras vezes e foi menos azarado nessas ocasiões, aprendeu umas coisinhas sobre o amor e demais tópicos relacionados. Aprendeu, aprendeu e...ei, passando logo ali na frente de casa, não é aquela pessoa? A primeira? Dando sopa? E agora pense, e se toda minha experiência até agora, eu não a acumulei para viver feliz-feliz ao lado de quem, veja só, estava destinada a ser minha - e eu dela! - há tanto tempo?
Conseguiu visualizar a situação? Foi fácil?
Você chegou a vislumbrar a possibilidade de a coisa acontecer de verdade?
Então, leitor(a) querido(a), peço-lhe que cresça. Isso é um conto de fadas teen dos mais sem-vergonhas. É duro engolir que pessoas tão calejadas na vida possam acreditar que uma história dessas possa se concretizar em nosso plano de realidade...num cinema perto de você, quem sabe?
E pare de pensar nisso! Agora! Já se vão o quê, quinze minutos suspirando e rindo feito besta? Faça-se o favor!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

mercadolivre...

Someone is there, waiting for my song
I'm only looking for someone who sings along.
when all my dreams, finally reach yours
we will uprise and maybe find our true love,
we will uprise and maybe find our true love.

Alguém tem o que você procura, alguém procura o que você tem.

Será?

terça-feira, 29 de maio de 2007

ego e nada mais

A verdade é que ninguém se importa. Não existe nada além do próprio nariz. É irrelevante a quem quer que seja se você está concentrado em sua leitura, se fumaça de cigarro é fumaça, se aquele som incomoda. Um esbarrão na rua não é motivo para se desculpar com alguém. A pessoa à frente, ou logo atrás, tem pressa e pronto.
(...)

águas rasas

Há uma música, obscura mas legal, chamada What I Am, gravada por Edie Brickett, que contém os seguintes versos, já traduzidos livre e literalmente para o nosso belo idioma:

Afogue-me nas águas rasas
antes que eu vá muito fundo

Faz sentido, isso, pra alguém? Porque, para mim, fez hoje...e até agora, não era mais que umas palvavras opostas entre si colocadas numa mesma frase pra...pra quê? Mas hoje, como dito, fez sentido. Até demais. É que enxerguei uma relação dos versinhos com meus próprios pensamentos, anseios, percepções, etc. Que gente varrida!, eu e quem fala de mim.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

todos latino-americanos!

Do UOL, pelo Reuters.

"A empresa de pesquisa Datanalisis mostrou que quase 70 por cento dos venezuelanos são contra o fechamento (da emissora RCTV), mas a maioria citou a perda das novelas favoritas como motivo, e não preocupações com a limitação da liberdade de expressão."

amores perdidos

Choremos os amores perdidos...lamentemo-nos pelo que jamais se repetirá. Não se repetirá, a não ser assim, em flashes diante de nossos olhos dos tantos beijos, das carícias que bem podiam ter nos percorrido indefinidamente, difícil seria saber se era o tempo ou o corpo que jamais acabava. Ainda agora, sentimos aquele abraço nos apertar, e é só a triste lembrança de que aqueles braços não mais tornarão a envolver-nos. Repassemos as promessas que não se fizeram cumprir, as verbais e as mais eloqüentes que palavras. Que o digam estas lágrimas...sim, pranteemos os amores perdidos, por tão difíceis de serem apagados da memória, e do corpo. Choremos o que se foi e vamos sair à procura de novas paixões, sob as quais pesarão as terríveis incertezas, que as decepções, as perdas, as lágrimas, podem voltar a surgir, mas nada podemos fazer a esse respeito, amor não é algo que assim se rejeite buscar, encontrar quem sabe, é ainda pior viver sem esperança de achá-lo. Em que pese ao temor da perda.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

douglas adams tem algo a dizer sobre mim...

"Na verdade, estou começando a agir de forma bastante estranha, ou talvez não esteja realmente começando a agir estranhamente, mas começando a agir de uma forma que é estranhamente diferente das outras formas estranhas como eu realmente ajo."

terça-feira, 22 de maio de 2007

quem

Mas quem livrará o homem daquilo que é mais que ele pode suportar? Quem será capaz de pôr em seus lábios as palavras que lhe garantirão a bem-aventurança? Em verdade, qualquer pequena graça ser-lhe-ia o maior dos gozos, tamanha é sua atribulação.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

de não dormir

Triste mal é a insônia. Querer, mais que tudo, dormir e não ser capaz de. Pois o sono é o descanso do mundo. Livrar os ombros, ter afrouxados cabrestos, aplacar chamas. Para despertar e tudo de novo outra vez, renascido. Basta recolher-se ao leito e cerrar os olhos. Não para o insone. Mas há algo pior que a incapacidade. A impossibilidade. A obrigação de permanecer em vigília. Ter de manter desperto um corpo que precariamente sustenta erguidas as pálpebras, quando todo o resto está por se entregar. Afinal, para que mostrar esses olhos vermelhos...? Vive mal quem perde o sono, qualquer seja o motivo - embora os que o fazem forçados vivam das piores torturas. São horas que não se deveriam suportar.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

amador

Sou novo no amor. Recém-iniciado. Por esse motivo, faz-se por bem relevar minha nítida inabilidade ao tocar no referido assunto. Mas urge falar de amor, urge falar, uma vez que antes calava-me justamente por não haver comentários.
Amar, amar é muito fácil. È que é natural. Porque não se esquece. Tudo, a todo momento, lembra-me o amor. Palavras, gestos, cores, formas, odores, aromas. Estimulem-me e tragam-me a presença do amor à mente. Até totais desconhecidos o fazem. Em parte porque o amor me era um desconhecido também. Em parte que há ainda pequeno vestígio daquela inquietação antiga, de uma busca quase invariavelmente inglória, que a beleza externa de quem passava me fazia lembrar em dor. E agora? Tenho o que preciso, o que os olhos trazem não me angustia, não inquieta, não faz buscar outro, mas me conforta: tenho o amor de que preciso.
Se pareceu pouco é porque mal comecei.

hein?

Quisera eu demolir as pedras desta caverna a que estou confinado a fim de permitir à luz do sol invadir tudo. Quem disse que deveríamos nos emparedar, afinal?
"Calaboca bixinha. Tah kerendo pagar de gatchynha pra cima da bunitaki? Tah bowa? Chupa kiridjinha"

terça-feira, 15 de maio de 2007

viver em dúvida

Ao ser humano, a dúvida. Tendo se tornado tão inteligente, capaz de pensar, medir suas decisões, essa maravilha da natureza, o Homo sapiens sapiens (a repetição é para afastar dúvidas?) adquiriu ampla, às vezes quase covarde, vantagem sobre qualquer outro animal nesta Terra para lidar com o novo. Penso, logo existo, e se me adapto, sobrevivo, e sobrevivo bem. Mas a tal capacidade de raciocínio pode ser uma maldição. Pois existe sempre a possibilidade de, raios, as escolhas seguidas se revelarem as mais erradas e, racionais que somos, é provável nos fixarmos no "e se...?" a ponto de temer decidir sobre qualquer assunto, do mais corriqueiro ao mais vital.
Viver em dúvida por acaso é viver? Quem é bem-sucedido na vida, humano ou não, corre riscos. É ousar para ser feliz.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

com o papa veio o frio

A chegada do chefe de Estado do Vaticano e suprema autoridade da Igreja Católica promete alterar a rotina dos paulistanos, fiéis - praticantes e afastados - ou não. E coincidiu com uma abrupta mudança no clima que derrubou a temperatura agradável dos últimos dias em muitos graus. É como se o tempo quisesse se adequar ao visitante. Um absurdo, evidentemente; uma pessoa, por mais influente que seja, não nos obriga a tirar do armário as vestimentas mais pesadas, mas por que não aproveitar a circunstância para pensar sobre esta ilustre vinda?
Bento XVI, o papa, não é das pessoas mais carismáticas. Convenhamos! Na comparação com seu antecessor, João Paulo II, homem vigoroso e de fala mansa - ao menos, até começar a definhar até o triste fim diante de nossos olhos - o visitante de hoje perde feio. O pontífice atual, na realidade, é mais lembrado por suas declarações de cunho conservador, daquelas que confirmam a muitos de nós o quão distante está o pensamento da cúpula católica em relação à realidade do mundo (evita-se o uso do adjetivo "mundana" para não causar falso entendimento).
Aí chegamos a um ponto interessante. O número de católicos vem caindo, e os que abandonam o rebanho do papa não necessariamente se tornam evangélicos, como se poderia supor, mas também escolhem outras crenças distintas, ou simplesmente não seguem mais religião alguma. Seja qual for o caso, temos uma situação em que o catolicismo tenta melhorar sua imagem. E um dos motes da visita de Bento XVI a nossas terras é a canonização de Frei Galvão. Sim, um santo brasileiro, e ainda por cima o primeiro deles. Um belo golpe de marketing. Mas o dito popular está correto, já que esse santo de casa não fará milagre algum. As posições da igreja continuarão as mesmas. O pessoal do Congresso disposto a levar adiante um plebiscito sobre a legalização do aborto vai ouvir a sua. Idem para os "fomentadores da promiscuidade" que levam educação sexual a alunos pré-adolescentes e distribuem preservativos por aí a quem quiser usá-los.
Papa no Brasil é megaevento, uma benção a quem a toma como tal. Contudo, mesmo parando o trânsito e provocando comoção coletiva à maneira, digamos, de um popstar, a igreja é a mesma de sempre, que ninguém se engane. E isso não é uma crítica. Cada um tem suas crenças. Os chefes católicos possuem suas próprias convicções e, baseados nelas, tomam decisões sobre a instituição que governam. Com certa frieza, pode-se notar.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

pedra

Tenho uma pedra no bolso de minha blusa favorita. Minhas intenções, evidentemente, são belicosas. Quero meu melhor arremesso. Meus inimigos, aqueles que desejo atingir, não possuem rosto definido, ou mesmo um traje em comum que os defina como tais; suas atitudes identificam-nos. Faz-se desnecesssária uma observação mais atenta, não há disfarces, camuflagens sob as quais enxergar. Assim, toda minha concentração volta-se para a pedra que agora manuseio. Sinto sua aspereza enquanto a faço caminhar sob meu punho cerrado, cócegas nos dedos e na palma da mão. Ela, a pedra, é suja, recoberta de areia que já foi também rocha e de poeira incapaz de me contar sua vasta história, da qual prender-se em meus dedos é mero apêndice numa biblioteca de volumes sem conta. A pedra abandona minha mão. Ou antes eu a abandono, não sei qual direção ela toma, não a vejo, a fim de não me denunciar. Jamais saberei se minha odiosa vontade se concretizou.

lost tem seu final marcado!

Acabei de ler. Olha, adoro a série e coisa e tal, e é exatamente por isso que estou vibrando com a notícia. Se os produtores se mantiverem fiéis à data estipulada, maiores são as chances de a série passada na ilha mais louca do mundo ter um final consistente e digno de seu enorme sucesso. Além disso, uma hora, tanto mistério sem resposta cansa. Impossível manter o interesse simplesmente atirando novos enigmas ou adiando soluções para os anteriores. As coisas precisam acabar um dia. Quando o final chegar, quero ter saudades de Lost como um todo, não somente das temporadas mais antigas.

terça-feira, 1 de maio de 2007

compra de vagas

Que o caminho para estudar numa universidade conceituada é mais fácil para os endinheirados, é fato incontestável. Mas as notícias divulgadas ontem sobre um esquema de compra direta de vagas em faculdades de medicina, públicas e particulares - o valor praticado por uma cadeira nas primeiras seria mais elevado - mostram em nossa já terrível realidade um lado ainda mais sombrio.
Feita a devida articulação, alunos já matriculados em escolas de medicina prestariam vestibular novamente em nome dos filhos de quem os contratou para tal, pela quantia de seis mil reais. Quantia que, se bem pensarmos, não é grande coisa para esses bem nascidos. Não há espaço para ética na mente desses criminosos, e vemos uma suja perpetuação de privilégios. Sem contar que o profissionalismo de tais futuros médicos, tanto mercadores quanto consumidores de vagas, é desde logo altamente questionável.

?

Que aconteceu? Antes você falava mais...sempre arrumava alguma coisa pra dizer, com esse seu jeito meio diferente de dizer...mas agora...nem isso!
O que está errado? É algo de que você não esteja disposto a falar? E que, nesse esforço doido de deixar a coisa guardada, nada mais sai?
...
Fez um dia tão bonito hoje.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

make your own kind of music

Mais uma da seção "músicas que não saem da cabeça". "Mama" Cass Elliot canta, e é fácil adivinhar onde eu a ouvi pela primeira vez.

Nobody can tell ya
There's only one song worth singing
They may try and sell ya
Cause it hangs them up to see someone like you

But you've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music
Even if nobody else sings along

You're gonna be nowhere
The loneliest kind of lonely
It may be rough going
Just to do your thing's the hardest thing to do

But you've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music
Even if nobody else sings along

So if you cannot take my hand
And if you must be going
I will understand

You've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music
Even if nobody else sings along

You've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music


terça-feira, 24 de abril de 2007

segunda-feira, 9 de abril de 2007

clima 2

Tempo indeciso durante todo o dia: uma hora, raios de sol incidiam sobre o solo sem obstáculo visível, tornando mais belo o que nasceu para brilhar; no momento seguinte, nuvens espessas e carrancudas obstruíam nossa visão do céu, e com elas vinha um ventinho frio típico dos dias mais tristonhos. Até umas gotas de chuva caíram, pouquíssimas, pelo curto espaço de um minuto - talvez menos - servindo apenas para assustar quem tinha roupa no varal. A água veio, mas é como se tivesse desistido de molhar qualquer coisa.
Aí o céu tem essa simultaneidade de tons claros e cinza que é adorável, dizendo que tudo pode acontecer, mas nem acontece nada.

sexta-feira, 30 de março de 2007

clima

Dia quente e seco, como nos piores momentos do inverno. Aqui nas redondezas, o céu, próximo ao horizonte, apresenta uma camada de tom acinzentado, a qual, entretanto, não é tão pronunciada quanto a já habitual faixa de gases poluentes observada em outros pontos da cidade. Uma névoaparece encobrir os pontos mais distantes que a vista alcança. Aqui dentro, a garganta seca e dá vontade de tossir.
O vilão da vez, dizem, é o ozônio. Proteção contra os raios solares mais nocivos ao ser encontrado na atmosfera superior, é perigoso poluente quando ao alcance de nossos narizes. Pode ser, em princípio, meio difícil acreditar que um composto formado exclusivamente de oxigênio sejaassim nocivo, mas é mais pura verdade.
Em São Paulo, uma das maiores concentrações de ozônio se encontra no Parque Ibirapuera - justamente onde se poderia imaginar que estaríamos livres desse tipo de problema. A atitude mais saudável é evitar a prática de atividades físicas nas horas mais quentes do dia e rebater o calor com a ingestão regular de líquidos.

quarta-feira, 28 de março de 2007

atestado

Sou tolo por ansiar um animal de estimação e por enternecer-me apenas de imaginar suas festinhas mudas.
Sou tolo por recusar - quase com veemência - as obviedades do mundo que se me oferecem e estão ao alcance de um clique.
Também torna-me tolo querer músicas suaves ao ouvido antes de adormecer, como um ritual em que se oferecem as maiores bênçãos.
E que dizer da insensata mania de olhar para o céu?
Tolo, sempre fui. E sempre o soube. Antes, contudo, não sabia definir a essência de minha tolice.
Agora, é tão claro - e isso não sei se me faz sentir melhor.
Sou tolo em meu ideal de que cada estímulo captado pelo corpo encontre ressonância na alma.

terça-feira, 27 de março de 2007

Triste aquele incapaz de esquecer quem nunca amou.

segunda-feira, 19 de março de 2007

fim de semana na praia, parte 2

18/3

Notaram que, de um certo momento em diante, o texto de ontem fica poser?
Acorda cedo quem dorme cedo. Antes das oito já estava desperto. O céu continuava fechado, mas havia uma vaga promessa de que o tempo poderia melhorar.Perto das dez, praia. O sol bem que tentou se impor, mas era complicado vencer aquelas nuvens. Pelo menos havia mais claridade. Bom para as fotos. Até permiti que me tirassem uma, de costas, staring at the sea.
A água já não trazia tantos galhos e folhas à costa, mas a espuma amarela persistia. Novamente me recusei a molhar mais que os pés.Antes do meio-dia deixei a praia louco para cair na piscina do lugar onde nos hospedamos. Mas a água estava fria, fria...
Uma da tarde. Hora de pegar a estrada. Arrisquei uns cliques na subida da serra. Se eu tivesse me sentado no lado esquerdo do carro, teria feito mais e mais belas fotos.
Foram duas horas até chegar em casa. Fui correndo ao micro descarregar fotinhas. Algumas ficaram tão escuras. No geral, porém, um registro bacana.
A viagem acabou. Hora de voltar às divagações e encanações rotineiras. Uma delas tem nome e endereço, e com elas tenho de acertar as contas essa semana...mas, vão me perdoar o clichê, isso é outra história.

domingo, 18 de março de 2007

fim de semana na praia

17/3

Hoje estou em Suarão. É um bairro da cidade litorânea de Itanhaém, São Paulo. Suarão. Nunca gostei desse nome, desde criança. Evito até pronunciá-lo. Nem é nome. É um verbo. Suar. Futuro do presente, terceira pessoa do plural. Como isso virou o nome de um lugar?
Eu nem queria vir, sabe. Ontem choveu a noite inteira. E o dia começou nublado. Podia ficar em São Paulo, sozinho. Curtir. Mas vim pra praia fria. Ao menso, a natureza proporcionou umas paisagens bacanas durante a viagem. Represa e mata, fica bonito até sem sol. E neblina na serra, então? Pena eu não ter fotos. Só aqui embaixo, parado, para tirar algumas.
Praia fria é praia vazia. Bonita também. Mas a água estava tão suja. Folhas e galhos e mais vestígios de chuva, e o pior: uma espuma amarela, pegajosa. Espirrava e ficava na areia. Enxergá-la fazia mal. Apenas molhei os pés e senti a brisa nas orelhas.
A igreja do bairro é bonitinha. A torre chama atenção da estrada. Mas árvores próximas impedem uma boa foto frontal do templo.
Fim da tarde, fui à vizinha Peruíbe. Garoa - mais frio - pé de serra e casas chiques. Praia vazia e céu carrancudo continuaram rendendo bons cliques.
Volta ao bairro de nome estranho, voltinha noturna. Músicas populares, feira de bugigangas. Cidadezinha qualquer.
O passeio, até agora, não foi perdido. Graças, em parte, a meu mais novo hobby, fotografia. Amanhã subimos de volta, à tarde.

sexta-feira, 16 de março de 2007

dois em um

(título sem leituras ocultas - os textos são independentes entre si.)

São almas incompreendidas, incompreensíveis, sem terem quem as decifre as mais recônditas necessidades. São únicas, solitárias em sua unicidade.

***

Sempre olhei para vocês esperando primeiramente atenção, depois o suave ar de compreensão e, por fim, o doce alento. Em vocês repousava minha única chance de redenção: como quis que me dissessem, você não é feio por dentro! Jamais o disseram. Jamais o dirão, não da maneira que por tempos aguardei...será que ainda aguardo? Feriram-me e nem sequer sabem disso, feriram-me com uma chama lancinante, a dor que senti, nunca poderei esquecê-la, nada a fará parar, mesmo quando ela não se fizer presente. A tocha foi acesa e o fogo jamais se extinguirá. Quero culpá-los pelo que me aconteceu, chegar-me a cada um de vocês e chamá-los seres da mais pura maldade. Sou humano, sempre busco culpados, sempre busco punição, mas a este caso talvez não se aplique. As coisas são. A chama arde. Em vocês, ela me consome.

terça-feira, 13 de março de 2007

perdido!

Calma, não estou passando por nenhuma crise de identidade. É que ontem finalmente tive meu primeiro contato com o tão badalado seriado Lost. Vi os três episódios iniciais e achei interessante o bastante para continuar assistindo.
A menos que ontem à noite eu tivesse me tornado um grande detrator da série, creio que não compensaria me alongar muito comentando seu início. O show está atualmente em sua terceira temporada na TV paga, os fãs brasileiros mais ardorosos aguardando a estréia do talentoso Rodrigo Santoro. Mesmo quem acompanha Lost pela Rede Globo vê agora - ou terminou de ver recentemente, não sei ao certo - seu segundo ano. Telespectadores apaixonados, esses capazes de esperar acordados até o horário esdrúxulo que a emissora reservou para o seriado. Continuando, não me aprofundarei muito em minhas considerações sobre o seriado, mas também não posso deixar de registrar as palavrinhas que de costume vêm-me à mente após uma peça de entretenimento que me tenha chamado a atenção. Vamos a elas. Há bastante mistério na série, envolvendo a queda no avião, aquela que pode se chamar a "vida passada" de alguns de seus passageiros e praticamente tudo que se vê ou não na ilha. O modo fragmentado como a história é contada, seja por meio de flashbacks, seja ilustrando uma mesma cena sob diferentes ângulos, deixa o suspense sempre no ar, mantendo o interesse do telespectador. Claro, em algum momento serão exigidas algumas respostas, e a sobreposição de enigmas sem solução pode cansar, mas, para este início, está bem e, ao menos por enquanto, Lost justifica o hype. A idéia de pessoas perdidas numa ilha misteriosa soa batida, mas o desenvolvimento inicial da trama realmente atrai. E lá vou eu me perder em mais um universo ficcional.

quinta-feira, 8 de março de 2007

histórias minhas

Tenho esta estranha situação com histórias. Eu as adquiro, na forma de gibis ou livros, num ritmo mais rápido que aquele em que posso lê-las. Conseqüentemente, possuo sempre uma pilha de leituras pendentes. Já quanto às minhas histórias, as que brotam de meu cérebro, idéias para elas surgem inesperadamente, e dificilmente as escrevo como imagino, porque isso simplesmente não me ocorre. Ao retomar o famoso fio da meada, sei como recomeçá-las, mas não me recordo das passagens anteriores com detalhes, e algumas coisas brilhantes acabam ficando para trás, lá onde se guarda o que foi esquecido e só pode ser reencontrado por acaso.
O segundo caso é fácil de resolver. Farei resumos das idéias para minhas histórias grandes. Quando houver tempo, desenvolvo-as. A pilha "a ler", por outro lado, creio que existirá sempre. Coisa de leitor voraz e, bem, um tanto enrolado. Hoje leio mais e melhor que no passado, quando o papel começou a se acumular, mas já há tanto livro e gibi à minha espera que jamais direi, preciso comprar alguma coisa pois simplesmente não tenho o que ler!

domingo, 4 de março de 2007

foto e texto não relacionado

(registros de um dia quebrado)


E hoje me disseram que fico bem de azul. Agora há pouco, na verdade.

Ainda bem que só falam comigo em português. Minha mente, porém, não pára.

sexta-feira, 2 de março de 2007

olhe para o céu!

Sábado tem eclipse...detalhes aqui. Evento cósmico para nós, tão pequeninos.

a tv diz compre

A Polishop é uma espécie de herdeiro do Grupo Imagem, só que aparenta ser bem maior que o eterno vendedor das Facas Ginsu e do Ambervision, entre tantas outras maravilhas. Além das costumeiras inserções nos intervalos comerciais de emissoras, a nova rede possui canal próprio, que anuncia, o dia todo, ofertas disponíveis apenas por televendas. A mesma exaltação ao consumismo invade também os "buracos" na programação, especialmente no período matutino. de canais fechados: são os famigerados infomerciais.
Se algo incomoda na televisão, a menos que se trate de alguma atração realmente ofensiva, o correto é mudar de canal. Por isso, não cabe aqui criticar mais essa modalidade de comércio. Televenda é coisa antiga, por sinal. Uma das razões de ser do SBT de Silvio Santos é vender ao povão Telesenas e carnês do Baú da Felicidade. Muitas mulheres já sonharam em parecer-se com a atriz da novela; se não é possível uma semelhança física, ao menos podem-se comprar suas roupas e acessórios. E as garotinhas (algumas nem tanto...) que queriam todos os produtos da Xuxa?
Claro, as máquinas de fazer suco que nada desperdiçam e a frigideira do George Foreman são as estrelas da Polishop, vendendo-se sem intermediários famosos e estampando seus respectivos preços e formas de pagamento, como se estivéssemos diante de uma vitrine correta. Mas elas apenas mostram a realidade com menos sutileza.
Televisão vende. Sempre vendeu. Mesmo seu programa favorito pode ter, hoje em dia, dentre os muitos produtos licenciados com sua marca, uma caixa de DVDs com seus grandes momentos, para ter para sempre e assistir quando quiser. Sem intervalos comerciais. Não que seja possível livrar-se deles. Novos shows aparecem a todo momento, precisando de sua audiência, a qual atrairá anunciantes, que mantem o programa no ar com seu dinheiro. E anunciantes precisam vender, sabe? Que outros comprem: relaxe em sua poltrona e ignore o supermercado virtual. Caso não resista à coceira no bolso, nada de pânico: ao menos com a Polishop, se não ficar satisfeito, eles garantem a devolução de seu dinheiro.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

choro




Preciso chorar
verter lágrimas
não pelo mundo
por suas maravilhas
as que encontro
ou as que já se perderam
não pela grandeza
que ecoará pela eternidade
preciso chorar
por minha pequena vida
pela tragédia
por mim representada
todos os dias
mas meus olhos
estão secos
não tenho lágrimas
para mim
nunca aprendi
a prantear minhas desgraças
preciso chorar
e já choro tanto.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Não raras são as pessoas que, em certos momentos, caminham pelo mundo sem saber qual seria seu destino, ou mesmo sem dar-se conta de que estão indo a algum lugar de fato. Tais andanças não deixam rastro: a falta de rumo as torna irrelevantes, são varridas pelo vento.
Eu tinha um caminho a seguir, e sabia perfeitamente para onde ele me levaria. Eu temia, por jamais tê-lo trilhado. Alguns entre meus passos foram erráticos, vacilantes até. Vi-me diante da perspectiva de não realizar meu tão profundo desejo.
Minha caminhada podia ser, ela também, esquecida.
Mas andei, e meu objetivo estava ali, bem ao alcance de minhas capacidades.
Eu consegui. E fui muito feliz.
E quer saber (de) uma coisa? Isto bem pode ser, em realidade, não um desfecho, mas o início de nova e mais marcante jornada.
Mais memorável...mais inesquecível.
Que tal?

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

contando um final

Porque o tarde demais sempre chega. Ainda mais neste mundo maluco. Tanta poeira. Tanto sangue.
E eu estou destruído. Ninguém vê. A terra quando é devastada, como as que vimos, todos notam, mas eu?
Ninguém o conhecia melhor que eu. Nem mesmo seus parentes, seu pai, sua mãe. E muito menos essa pessoa que se apresentou em meu lugar, usurpando o que deveria ser meu por direito.
Tenho agora somente minhas lembranças. São só minhas. Porque do pouco que vivemos, que poderia ter sido ainda mais intenso se eu tivesse dado ouvidos a mim mesmo a partir de suas palavras, do pouco que vivemos, foi o que restou.
Breve foi nossa história, assim o destino quis. Se eu tivesse agido diferente...o que poderia ter sido? Ah, jamais saberei.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

paraíso


Belo filme. Não somente pela história, ou pelas boas atuações, mas também pela fotografia, uma das mais belas de que cosigo me recordar no cinema recente. Mesmo a mais singela cena é captada de maneira espetacular. Este fotógrafo amador foi ao delírio.
Olha, não sabia nada sobre o filme antes de decidir assisti-lo, talvez por isso, não escreverei nenhuma sinopse, ao contrário do que normalmente faço. Vou apenas citar os dois nomes que me atraíram a este colírio.
Tom Twyker, de Corra Lola Corra, é o diretor. Ele também compôs duas canções para a trilha sonora do filme.
E sou fascinado por Cate Blanchett desde que ela foi Galadriel.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

suspiro

Deu na Globonews hoje cedo. Foi divulgado um relatório da ONU estimando algumas das conseqüencias decorrentes do aquecimento global causado pela ação humana. Até o ano de 2100, a temperatura média do planeta pode se elevar enttre 1,8 e 4 graus e o nível dos oceanos, entre 26 e 43 centímetros. Catástrofes climáticas se tornarão mais freqüentes e letais, infringindo grandes danos principalmente às populações mais pobres, as quais sofrerão também com uma esperada diminuição na oferta de alimentos, a ser comprometida, também, por anomalias climáticas e ambientais resultantes de atividades humanas nocivas, por exemplo, à sobrevivência de animais e plantas cuja criação tem algum interesse comercial.Quanto às espécies silvestres, boa parte delas, cada vez mais pressionadas pelas mudanças em seus habitats, sofrerá sério risco de extinção.
...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

tempo.


O primeiro mês do ano já chegou ao fim. Isso mesmo. Não adianta nada ficar pensando se você aproveitou ou não esses trinta e um dias tanto quanto podia.

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Com todo esse tempo livre em casa e o monte de canais de TV a cabo, estou procurando assistir a filmes que eu tenha perdido ao longo de meus anos. E são tantos! Pela segunda vez em dois dias, encontrei esta noite uma atração inédita (para mim) por acaso, zapeando canais. E não foi outro senão Beavis e Butt-Head Detonam a América. Peço a todos que não me odeiem. Não vi o longa dos dois moleques retardados na época do seu lançamento e não podia deixar escapar a chance de matar a saudade da série, um sucesso em meus dias de...bem, moleque retardado. E o filme Beavis e Butt-Head é mesmo um episódio esticado do antigo show. Só faltaram os videoclipes. Ao menos a "retardadice" dos dois ainda me fez rir. Ou foi apenas saudosismo?

***
Ah, uma risada boa no filme foi esta aqui: Butt-Head está quase morrendo e, bang, vê sua vida passar diante dos olhos. Ou seja, ele e Beavis rindo diante da TV desde a primeira infância. Aí ele conclui que a vida foi muito maneira*.

*Sim, traduziram cool como maneiro(a) (os) (as) na exibição de hoje. Eu cresci lendo cool como legal! That sucks.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

uma prece

Entrego-me a ti neste momento.
Ergo a fronte e tu me cinges com o ungüento de fragrância mais delicada. As mazelas cotidianas curvam-me as costas, tua mão de pronto traz o conforto reedificante.
Quando contemplo as belezas deste mundo, é a ti que minha sensibilidade está direcionada.
Ninguém acompanha meus passos com maior interesse e afetuosidade. Agora que a fadiga me obriga a interromper momentaneamente esta jornada, cuidarás de mim em meu leito, para que dentro de instantes eu retome meu caminho em paz. Seja qual for meu próximo destino.
Tens minha total confiança, e sempre será assim.
Queria fazer mais que simplesmente agradecer-te.

domingo, 28 de janeiro de 2007

calling you

Não sou muito de postar letras de músicas, mas o que fazer quando se tem blog e uma melodia retorna à sua cabeça após...dezoito anos? Eu era só um garotinho e essa música me assustava como poucas coisas na época. Hoje, descubro que ela virou tema de um filme chamado Bagdad Cafe, em cartaz esta semana no Telecine Cult. E está na chamada dele, também. Mas hoje a música me dá arrepios de outra maneira, sabe? Muito bonita, tocante, digo. E estranha: não é música pop de jeito nenhum.
Mas e o medo de antes, como se explica? Talvez a carga de emoção da música fosse demais pra meu eu molequinho suportar.
A desert road from vegas to nowhere
Someplace better than where you`ve been
A coffee machine that needs some fixin'
In a little cafe just around the bend

I am calling you
Can't you hear me?
I am calling you

A hot dry wind blows right through me
The baby`s crying and I can`t sleep
But we both know that a change is coming
Come in closer, sweet release
I am calling you
I know you hear me?
I am calling you

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

o labirinto do fauno


Quando a realidade é dolorosa, ou simplesmente não nos satisfaz, apela-se ao escapismo. E nunca o mundo dos homens é tão aterrador como na guerra. E se houver uma saída definitiva?

Acompanhando a mãe em viagem ao quartel comandado pelo pai de seu futuro irmão, a pequena Sofia, apaixonada por histórias fantásticas, descobre ser ela mesma uma personagem de conto de fadas. Para retornar a seu mundo, deve cumprir as tarefas impostas por um velho e misterioso fauno. Ao mesmo tempo, o general Vidal persegue os rebeldes ao regime de Franco - e quem quer que julgue estar em seu caminho no cumprimento de seu dever - com implacável severidade e violência.

retorno

Reapareceu, como surgido de nada além da leve brisa noturna. Logo o reconheci, senti movimentação por toda a superfície de meu corpo, fagulhas em torno da chama interna que as gerou. Forças primárias da natureza agora se manifestam, das que somente se aplacam sob a ação de uma outra, similar mas oposta, aos pares.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

bart vende sua alma

(sujeito a revisão)
Nesse episódio de Os Simpsons, por fazer todo mundo cantar rock'n'roll durante um culto, sem autorização do reverendo - não era uma dessas celebrações modernas - Bart é obrigado, juntamente com seu comparsa, e delator, Milhouse, a limpar os tubos do órgão que "profanou". Enquanto cumpre o castigo, o garoto Simpson revela não acreditar em alma ou em qualquer coisa relacionada a espiritualidade, ao menos aquela que conhece da igreja. Para prová-lo, aceita os cinco dólares que Milhouse lhe oferece para ter sua alma, um pedaço de papel no qual se escreveu "Bart Simpson's soul".
A partir disso, coisas estranhas começam a acontecer. A porta automática do mercadinho ignora Bart e funciona normalmente para os outros clientes. O cachorro e o gato o hostilizam. As coisas se tornam preocupantes de fato quando ele se vê incapaz de rir assistindo a Comichão e Coçadinha e a um acidente doméstico com Homer. O riso é a linguagem da alma, diz sua irmã Lisa, citando Pablo Neruda. E Bart sai para recuperar sua alma perdida.
Mas o que realmente motiva Bart em sua busca - e também este autor a escrever sobre o episódio - é um sonho perturbador. Nele, as crianças de Springfield se divertem ao lado de suas respectivas almas, descritas como "brinquedos que nunca se quebram". Num dado momento, um dos garotos propõe que todos escolham um parceiro para irem de canoa até uma cidadela. Cada um escolhe sua alma; Milhouse vai com a sua própria e a de Bart, o qual, por falta de uma companhia, não consegue acompanhar os outros. Ao final do episódio, após reaver sua alma com a ajuda de Lisa, Bart revisita o sonho anterior, mas, desta vez acompanhado, pode chegar à cidadela e, no caminho, atrapalhar o menino cdf.
Difícil tentar explicar os fatos ocorridos ao Bart "desalmado". Antes que alguém diga, "é só um desenho", convém lembrar que coisas inexplicáveis acontecem o tempo todo; nomeá-las todas como coincidências soa apressado.
Fato é que o inexplicável impressiona Bart de modo a levá-lo a procurar por algo em que sequer acreditava. Pode-se dizer que ele se converteu. Não a alguma religião, mas à crença de que existe algo misterioso por trás de nossa existência, responsável pelas características únicas de cada ser humano. Algo que, uma vez perdido, devido a nossas ações, torna-nos irreconhecíveis a nossos próprios olhos. Podemos chamá-lo de alma. No entanto, de onde ela vem? Trata-se de algo com que nascemos, ou ela é adquirida a partir de nossas experiências, sobretudo as mais dolorosas, como diz Lisa enquanto Bart engole sua alma de papel? O garoto fica com a primeira opção; cada um de nós pode escolher a sua.

***

É interessante o motivo pelo qual Milhouse entrega Bart. Ele pensa, ao repetir as palavras amedrontadoras do reverendo, na punição que receberia. Religiosos maus podem render piadas boas, das finas.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

arte e atitude

O que é preciso para ser um bom músico? Talento é esencial, sem dúvida.Treino? Horas incontáveis. Não basta, porém. Um verdadeiro músico, ou artista em geral - falo especificamente de música por estar mais próximo dessa expressão artística - deve ter também atitude, algo que o póssibilite colocar-se diante de qualquer pessoa e transmitir sua mensagem. Pois a arte não é impessoal, quem a produz se expôe mais que em qualquer outro ofício.
Foi algo em que pensei assistindo Escola de Rock, esta noite. No divertido filme, Jack Black interpreta um roqueiro falido que se faz passar por professor numa escola primária para conseguir uns trocados. Ele descobre em alguns de seus alunos uma aptidão musical surpreeendente e envolve toda a classe na formação de uma banda de rock para disputar um torneio e seu grande prêmio em dinheiro. Tudo o mais escondido possível dos pais das crianças e do corpo pedagógico, claro.
Cabe ao "professor" despertar nos instrumentistas de seu conjunto o necessário para se tornarem legítimos roqueiros. E não se trata de apenas dizer a eles, não toquem aqui como em suas aulas de música erudita. Deve-se também compreender o rock e sobretudo expressá-lo. Sentir-se meio revoltado com o mundo, extravasar em alto e bom som o inconformismo diante de tarefas diárias enfadonhas e do respeito às convenções. Isso é atitude rock'n'roll, baby.
E todo artsta precisa de atitude. sem ela, um ator não se torna seu personagem e sente-se ridículo apneas de imaginar suas cenas. Um solista, vocal ou instrumental, não tem seu momento de brilho, pois terá receio de desafinar ou soar mal.
Atitude é crença nas próprias capacidades e na verdade de seu trabalho. Certamente, a quaidade que, uma vez adquirida pelo aluno, mais satisfação traz a seu mestre.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

notas e mais notas...

Que chato...só me aparece inspiração para escrever quando estou "sentido". Queria era ser como J. K. Rowling e conseguir contar histórias bacaninhas sem relação aparente comigo mesmo. Minha única idéia para uma narrativa mais longa cada vez mais é só uma idéia...
Ei, falando em J, K, Rowling, faz uma semana que terminei o sexto Harry Potter. É legal, mas não tanto quanto o quinto, em que acontece aquele montão de coisas. Mas funciona muito bem no sentido de criar expectativa para o último capítulo da saga. Ah, aquela traição terrível - de que eu já sabia antes de ler, mas ainda assim não dou o spoiler - você aprontou, dona J. K. ! Vai ser longa, a espera.
Agora estou lendo o último livro da interessante série do Mochileiro das Galáxias. A resposta para todos os anseios humanos está próxima...e, até lá, mais do humor fino de Douglas Adams.
O próximo da fila é um Saramago. Obrigado por me desejar sorte.

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Mereço coisas ultralegais na minha vida. Você não acha?

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Sabe o que não é fácil? Cantar em casa. Nem um pouco. Falo do canto lírico, claro. A voz, parece que sai gigante e feia. Dá medo. Hoje foi apenas a primeira vez que tentei, e isso porque minha mãe estava fora...mas tudo bem, o berreiro vai virar hábito. Garanto.

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Topa ou não topa?? Tá bom, eu gosto de Silvio Santos! Ainda vou escrever sobre o cara.

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Buuuu.

grandeza

Sou grande, sou imenso. Um simples aceno meu e o que está ao redor muda. Ergo os braços, partículas se movem, como que abrindo passagem a quem devem total respeito. Minha envergadura parece crescer a cada instante, eu poderia envolver um universo num abraço caloroso.
Minha voz ressoa tonitruante em todas as direções. Os que a ouvem jamais são os mesmos, ela pode despedaçar almas. De minha boca saem somente verdades absolutas, por vezes não facilmente compreensíveis aos que me cercam; conheço inumeráveis idiomas.
A energia que emana de meus dedos é bela como a aurora boreal, há quem a tome por sagrada. Em minhas mãos forma-se uma esfera, inicialmente branca; não demora, porém, e ela passa a cintilar em infinitas cores, irradiando vida: mais um pensamento e reinvento a existência.
Sou imenso, vasto. Minha grandeza não pode ser medida, ou mesmo expressa por um simples verbete.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

estranho mundo

Sinto como se não quisesse sentir mais nada. Não que haja algo errado com o sentir por si só. O problema é com o mundo. Aqui sou obrigado a fazer nova ressalva, perdão se sôo repetitivo. É que devo especificar qual mundo chamo de problemático. E esse não é o mundo natural, de céu limpo e ar agradável, de plantas multicoloridas e animais vivazes. Nele, tudo de alguma forma faz sentido, encaixa-se...é natural. Até mesmo nós. Mas criamos mundo à parte, o mundo humano, repleto de problemas somente nossos, por nós inventados. Complicamos absurdamente o que deveria ser descomplicado. Descomplicado porque natural. Mas nossos rituais absurdos dificultam tudo. E se queremos algo além do humanizado em oferta, somos nós os complicados. Tornamo-nos confusos, inseguros, incertos. Oprimidos por questões que não deveríamos fazer a nós mesmos. Sei disso em meu íntimo.
Não quero uma volta às árvores. Quero ser homem, e natural também.
Enquanto esse ideal não se atinge, o artificial me coloca fora de mim, e volto para casa como que buscando tornar-me um feto novamente.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

verdade

(texto que comecei em novembro passado, tentei terminar hoje e ainda está inacabado)
A minha verdade é aterradora, creio que poucos estejam preparados para ouvi-la.
(...)
Às vezes, quando em grupo, eu a pronuncio, a ver se o mundo se desequilibra diante das palavras que pronunciei. Soa uma única gargalhada, a minha; não me foi conferida a devida atenção. Assim, o traço mais temível torna-se uma piada não compreendida.
Ocorre também que temo os desconhecidos. Por não saber quem são, julgo que possam atravessar-me com o olhar e me desvendar. É uma apreensão momentãnea e tola. (...)Minha verdade é tão minha, somente eu posso trazê-la à percepção do mundo. Apenas não concebo como.

sábado, 13 de janeiro de 2007

uma pessoa confusa...

dia 1

O dia está tão bonito...não há praticamente nenhuma nuvem no céu, creio que pela primeira vez desde que o ano começou. Dá pra tirar umas fotos lindas...preciso sair para qualquer canto.

Estava na van...até tentei conversar...verbalmente e também pelo olhar, a ver se havia alguma correspondência...não aconteceu...uma pena...tinha rosto tão simpático...bonito, até....uma pena.

Estou oficialmente mal...depressivo...pra baixo...isso tudo. De novo. Incomodado porque não tenho o que mais quero. E percebo que quero uma coisa muito bonita. Bem que a mediocridade podia me satisfazer. Às vezes acho que me basta, mas estou muito enganado. Pelo menos por ora. E é o suficiente para sofrer bastante.
Estou mal e quase perco a fome por isso....almoço fora de meu horário habitual.

Uma voltinha antes de partir...será que faço fotos bacanas? Enquanto caminho, uma trilha sonora triste em minha cabeça.

Volto de meu passeio. Ainda não estou bem e não há com quem falar sobre o que sinto. Bem, posso tentar escrever.

Não há palavras para expressar minha tristeza, mas há músicas. Músicas para desesperançados...eu preciso te falar...te encontrar de qualquer jeito...por que sou assim?
Não choro, mas canto.

Fim de tarde, um céu tão bonito. Mais fotos.

Nem todas as fotos ficaram boas. Que chato.

entre dia 1 e dia 2

(Diálogo. Outras palavras, mesma idéia.)
- Ainda bem que não estou apaixonado! Não tem coisa pior.
- Paixão só é ruim quando não é correspondida.
- ...

dia 2

Engraçado...o rosto de ontem me voltou à mente, sozinho, logo que acordei. Ontem mesmo mal me lembrava dele ao chegar em casa. Agora, eu o reconheceria num novo encontro. Mas não faz muita diferença.
Quero sair hoje de novo. Imagine se por acaso...ora, por acaso o quê?

Saí...como andei! Diz que quando a gente faz exercício alguma substância é liberada...que deixa a gente animado. Será?

Isso.

Banho e músicas bacaninhas. TV.

Terminar o dia bem é um final feliz pra esta história. Pois é isso mesmo que acontece. Ótimo.

sábado, 6 de janeiro de 2007

tantas fotos...

Estou pensando em fazer um fotolog. A esta hora. Aguardem novidades.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Que é essa coisa, que tira o sono, faz a cabeça dar mil voltas, mas essas são as de um parafuso espanado e jamais resolvem nada, por mais que se aperte?
Que coisa é essa pela qual se morre ou mata, e pela tragédia é impossível culpar ou absolver plenamente, sem ressalvas?
Que ignora de todo a razão, invalidando a argumentação mais eloqüente com sua mera existência?
Isso que torna tão perturbado quem, de outra forma, estaria bem?

Meu amor, você não sabe?