quinta-feira, 5 de julho de 2007

quarteto fantástico e surfista prateado


Nos cinemas, a Marvel decidiu: Quarteto Fantástico não é para ser levado a sério. Enquanto cinesséries como Homem-Aranha e X-Men têm apresentado equilíbrio entre seqüências de ação e momentos dramáticos, garantindo momentos memoráveis e que valem a revisita, as aventuras da família fantástica são marcadas por um clima leve, descompromissado, situações engraçadinhas surgindo mesmo nos momentos de maior tensão, como se assistíssemos a algum sitcom estrelado por superpoderosos. Ou ainda, já que falamos de filmes, a alguma inócua sessão da tarde. Duro é pensar que havia potencial para mais.
Os pequenos dilemas humanos dos quatro protagonistas são tratados de forma rasa - mesmo para um filme de justiceiros fantasiados. Ficamos sabendo que Sue, às vesperas do casamento, anseia por uma vida normal, sem supervilões ameaçando sua felicidade. Reed, o noivo, tenta conciliar os deveres com sua amada e as exigências de trabalho à sua mente privilegiada. O imaturo e mulherengo Johnny observa Ben e Alicia juntos e sente falta de um relacionamento do tipo em sua vida...mas são informações randômicas em meio às piadas.
Está bem, a receita "divertidinha" funciona no filme anterior, ainda que de maneira irregular, e na primeira metade dessa seqüência, garantindo diversão satisfatória - mesmo a troca de poderes rendeu bons momentos - mas a coisa desanda após o retorno do Doutor Destino, justamente quando deveria esquentar. Nos gibis, ele é um vilão espetacular, inteligente e de fala pomposa(?). No filme, Destino é só um cara com ar arrogante e sacana. A canastrice do ator também não ajuda.
A grande decepção, porém - grande mesmo - é Galactus. Concebe-se o Devorador de Mundos no filme como uma nuvem cósmica na qual apenas se vislumbra, por um breve instante, a silhueta do capacete utilizado pelo gigante antropomórfico dos quadrinhos.
Mesmo o Surfista surge subaproveitado. Visualmente, ele é um primor, como já se via nos trailers. Grande trabalho foi feito em mesclar o gestual de Doug Jones e a voz (alterada) de Laurence Fishburne para a composição do personagem. Mas ele mesmo é raso, como quase tudo no filme. Um personagem cujo nome está no título da produção poderia ter um background mais interessante.
Não falha a memória, Sue diz algo sobre a família cansar. E ela está certa. O modo Quarteto Fantástico de fazer filmes não segura uma série sólida de longas-metragens, ao contrário de cinesséries de heróis mais bem-sucedidas, justamente por terem mais a oferecer. A decisão sensata, em termos criativos, sem levar em conta somente lucro fácil, seria parar neste segundo filme. Melhor sorte a outros heróis - Surfista Prateado é uma boa opção. Para dar certo, o ideal seria reaproveitar a dobradinha Jones-Fishburne e, sobretudo, levar o personagem um pouco mais a sério.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

pedido especial

por um motivo também especial...

Agora que o mundo todo se recolhe, peço-lhe também que descanse. Encolhido diante de sua cama, em silêncio, suplico que sua vida encontre paz. Em silêncio, pois sei que minhas palavras, não é capaz de compreendê-las. Afinal de contas, não sei realmente se é você quem necessita de paz, pois, no fundo, não tem culpa por seus arrebatamentos. Se eles simplesmente ocorrem, não faz sentido exigir qualquer controle. Não há. Isso é você. Isso é sua vida e é impossível saber seu nível de consciência a respeito dela. O correto talvez seja pedir não por você, mas por mim. Pedir por algo sobrehumano, sobre mim, que me permita maior aceitação e uma melhor vida a seu lado. Chega a noite e o mundo se recolhe. Que todos descansemos bem e eu acorde melhor e mais capaz. É o que pode ser feito.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

parabéns, Eduardo


Em casa, comemorando o aniversário do meu irmão, anteontem à noite. Ele estava bastante agitado, o que comprometeu o clima de celebração, mas a data não podia passar em branco. Temos aí uma foto - não muito boa, é verdade - e esse bolo estava uma delícia.

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segunda-feira, 18 de junho de 2007

do dicionário André

imperscrutável
Palavra difícil* que se diz de pessoas idem.

*levei um tempão até acertar a ortografia e pronunciar sem dor.

senhor do mal

Wagner Canhedo, ex-dono da Vasp, foi preso em flagrante por porte ilegal de armas em uma de suas fazendas, onde, na mesma operação, feita em conjunto entre IBAMA e Polícia Federal, foram encontrados indícios de crimes ambientais, como desmatamento ilegal e lançamento de esgotos em rios. Canhedo era presidente da Vasp à época da intervenção judicial sobre a companhia, ocasião em que o empresário teve seus bens bloqueados.
Parece coisa de vilão caricato de ficção, que pratica maldades em todos os departamentos. Bem, se há gente ruim no faz-de-conta, é porque existe na vida real.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

cena

Passo por um conhecido - bem, nem tão conhecido assim - e ele me cumprimenta, todo efusivo. E aí, beleza? Faço um sinal de positivo e digo que está tudo tranqüilo. Uma grande mentira, evidentemente. Mas que dia horrível eu tive. Sinto-me tão mal, a cabeça explodindo, os olhos em brasa. Estaria o descontraído colega disposto a ouvir a verdade? Não. Ele só queria parecer educado. E bem humorado. Sua receita para uma vida mais suportável, talvez.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

|aplausos|


O primeiro sudoku que termino. Nada mau para quem pratica tão esporadicamente e conhece o jogo há um tempo relativamente curto.
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quarta-feira, 13 de junho de 2007

what the world needs now (burt bacharach)

Mais que adequada a estes dias...compreende? ;)


What the world needs now
Is love, sweet love
It's the only thing
That there's just too little of

What the world needs now
Is love, sweet love
No not just for some
But for everyone

Lord we don't need another mountain
There are mountains and hillsides
Enough to climb
There are oceans and rivers
Enough to cross
Enough to last
Till the end of time

What the world needs now
Is love, sweet love
No not just for some
But for everyone

Lord we don't need another meadow
There are cornfields and wheatfields
Enough to grow
And there are sunbeams and moonbeams
Enough to shine
So listen, Lord
If you want to know

What the world needs now
Is love, sweet love
It's the only thing
That there's just too little of

What the world needs now
Is love, sweet love
No not just for some
But for everyone

segunda-feira, 11 de junho de 2007

dia feliz

Todos precisam de um dia feliz.


(idéia para um texto, que espero ver concretizada logo.)

sábado, 9 de junho de 2007

uma carta

D.,

Seguramente, deve surpreender o fato de eu lhe escrever uma carta, a qual sequer acredito que lerá até o final, isso se a leitura tiver mesmo sido iniciada. A recente constatação de que não faço mais parte de seu seleto grupo de amigos, reais, virtuais, ou outros, é o que me motiva a redigir tal missiva. Caso contrário, jamais me daria ao trabalho de fazê-lo, ou mesmo de buscar dirigir-me à sua pessoa, o que, em última instância, era sua intenção em seu gesto simbólico, ou nem tanto, de excluir-me de sua existência.
O que coloco em questão é se você tinha o direito de fazê-lo da forma deliberada que procedeu. Não é possível para mim acreditar que se tratou de algum engano pois, sem falsa modéstia, apesar de minha timidez, não sou pessoa de que se esquece facilmente. Eu fico na lembrança das pessoas por uma história ou outra, e muitas vezes essa experiência esta relacionada à música.
Aquele ano de 2004, estávamos os dois no mesmo grupo coral. Você, a descontração em pessoa, em poucos instantes de conversa já fazendo graça com as pessoas. Eu, mais reservado, buscando me concentrar no canto quase como questão de honra. Não que você fosse displicente em relação ao coro, eu que era mais caxias. Além disso, a música espantava minhas recentes preocupações sobre a vida. E eu não podia suspeitar que uma nova fonte de problemas estava prestes a surgir.
A arte, a expressão musical reunindo pessoas as mais variadas imagináveis. Pessoas diferentes. Eis que você me chama atenção. E foi algo sem precedentes em minha vida. Não me culpo pelo que surgiu e, claro, ficou restrito à minha pessoa. Certamente não é de sua conta, e você nem precisava saber disso diretamente de mim, mas já me culpei bastante. Sofri muito. Aquele incidente em C. - por favor, não diga que não se lembra, não acredito - foi o ponto culminante de minha dor. Nada daquilo foi planejado, jamais. Fui um idiota, passei aquela noite quase sem dormir, e por mais alguns dias senti-me o pior dos seres humanos pelo fato de não saber manter-me fiel ao que havia prometido a mim mesmo. E, pior ainda, você parecia ter se assustado demais com o que havia acontecido; que monstro eu era? Por um tempo, acreditei, convencido por você, sabe?, que minhas preocupações eram exageradas. Tinha como certo, entretanto, que deveria esquecer...esquecer...pois as preocupações volta e meia retornavam, será que aquela coisa impensada de C. se repetiria? Isso eu deveria fazer sozinho. E venci. Mas eu queria que você estivesse OK comigo também, será que aquele "cara estranho" ainda merecia algum crédito de sua parte? Então tivemos uma conversa dias antes do Natal, via eletrônica, em que você se despediu dizendo: "foi legal conhecer você esse ano". Era o que eu precisava para ter boas e tranqüilas festas, principalmente porque pareciam palavras tão sinceras.
Terminei aquele ano, depois de enfrentar uma boa leva de atribulações (...), confortado com a idéia de que, malgrado meu grande "erro" de enxergar você como uma pessoa especial, você ainda me considerava um colega. Logo o tempo cuidou de desfazer tão errônea impressão. Assisti, calado, a seu primeiro gesto unilateral de cortar laços comigo, limando-me de seu MSN. Eu disse a mim mesmo que talvez tivesse sido melhor assim, que o correto seria evitar ao máximo o surgimento de novos embaraços para ambos; que nos encontrássemos apenas casualmente (...) e nada mais. Assim se fez, e logo aquele sentimento maluco tornou-se mais uma em minhas lembranças, parte de um passado definidor, mas antes de tudo passado.
Então, inesperadamente, veio o desagradável. Este ano, escrevi-lhe em seu aniversário, usando de um tom afável, e tudo que recebi em troca foi silêncio e, como vim a saber depois, a certeza de que a presença de algo que remetesse à minha pessoa em seu mundo particular não era bem-vinda.
D., virou-me as costas como se eu nada fosse, você que, de maneira incomum - estou ciente de que você usaria outro adjetivo, um capaz de me atingir - você que foi o que foi para mim.
Agora mesmo, estou falando de coisas que jamais me veria dizendo a você, se é que você está de fato acompanhando estas palavras; poupei você de ouvi-las, sofrendo sozinho quando mais a verdade em mim se fazia arder, por volta de três anos atrás. Passada a maior das dores, reergui-me, pronto a seguir com minha vida, tornando você apenas uma recordação casual, que me fazia rir em minha própria tolice. Então, em sua atitude de varrer o único e remoto contato comigo - com o que fui? - a ferida é reaberta. Era impossível ficar calado, não me desculpe.
Não lhe peço, de forma alguma, que goste de mim, que me considere parte de sua vida em qualquer sentido. Não o pedi no ano em que nos conhecemos e não o faço agora. São outros os tempos, eu sou outro. Sequer exijo que você desfaça o que fez, não sem que sua consideração pela minha pessoa seja realmente sincera. Sua atitude aparentemente amigável já me levou a cair em erro uma vez, por que devo acreditar que tal coisa não se repetiria? Por que duvidar que, em seu sentimento, ao qual me ocorre um nome aqui, mas não quero rotulá-lo, você me enxerga como alguém inferior, indigno de sua atenção? Talvez até mesmo menos que humano? Afinal, sempre fui um "cara estranho", não é verdade?
Não, D., não preciso de quem me menospreze; em meus caminhos achei tanta gente capaz de gostar de mim, de me respeitar de fato, de ao menos tentar me compreender. Não estou lhe implorando que faça o mesmo. Só quero postar-me diante de você e dizer, conste que. Conste que existo. Conste que vivo. Conste que sou ser humano, falível, inteligente, capaz de sentir. O mais engraçado é que, se você tivesse ficado na sua, sem tentar me espantar como um mosquito, eu jamais teria sentido necessidade de ter feito nada disso.
Não vou cobrar nenhuma resposta a esta carta, nem sei se ela vai ser lida. Simplesmente faça o que sua consciência sem rótulo mandar.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Auditório, como estava o centro de São Paulo ontem, auditório??




ASSIM, Ó!!!

exposé

minhas mãos contra seu corpo
minha língua em seus ouvidos
meus lábios se movendo...
você sente o que quero que sinta.
você me sente.
Eis minha verdade revelada.
Como é pra você?

insignificante

Um mosquito de aspecto incomum na parede.
A reação instintiva é matá-lo.
Mas por que fazer mal ao bicho? Ele apenas procura sobreviver em um mundo de humanos que seus ancestrais não conheceram.
Por outro lado, e se ele for vetor de alguma doença? Digamos, dengue?
Melhor não arriscar.
O golpe não o mata. O inseto voa apressado para outro canto. É o instinto de autopreservação.
Talvez ele sequer tenha sido atingido.
É quase como se fosse dito que ele não deve morrer.
Nova pancada.
Menos um mosquito no mundo.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

notas para o dia menos frio em sabe lá quanto tempo...

Já chega de frio, não?

Pessoas fofas, não fiquem espantadas por eu não ter postado nada ontem, Dia Mundial do Meio Ambiente. Não me ocorreu nada a dizer, foi só isso, meu lado ecólogo não morreu. Até assisti a um programa legal sobre o impacto das ações humanas sobre o mundo natural no NatGeo. O tema não me cansa.
Mas não resisto e acabo fazendo um comentário: com o frio que anda fazendo, eu incrivelmente não percebo a quantas anda a umidade do ar. É só sair de casa, porém, e dar de cara com aquela faixa acinzentada no céu para sentir o drama.

Olha, tenho evitado fazer o gênero não-vi-e-não-gostei, mas algumas coisas merecem desprezo prévio. Um exemplo é Gilmore Girls, batizado por aqui como Tal Mãe, Tal Filha quando o SBT exibiu alguns episódios e depois tirou do ar, como sempre faz. Eu vejo as chamadas da série e digo a mim mesmo, "cara, isso é muito ruim". Daí, estou comemorando o final do seriado, a ser exibido esta semana (hoje?). Vai tarde, essa bobagem.
Outra que estava para ir à terra dos pés juntos era The OC...mas essa eu até vi alguns pedacinhos antes de começar a detestar. Adolescentes riquinhos e suas vidinhas não tão cor-de-rosa...zap!
Por outro lado, eu acompanho, e me divirto fazendo isso, Desperate Housewives, a vida bagunçada de donas de casa aparentemente típicas dos subúrbio norte-americanos e obviamente loucas por Botox. Questão de gosto, mesmo.
Dois dias, dois filmes apenas medianos.
Os Infiltrados merecia o Oscar? Não! Tecnicamente, o filme é um primor, Jack Nicholson é Jack Nicholson e mesmo DiCaprio está bem, mas estamos anos-luz de um filme realmente memorável. Scorsece ganhou foi um prêmio pelo conjunto da obra.
Agora, O Pagamento não tinha muitas chances, mesmo. Nem o fato de ser adaptado de uma obra de Philip K. Dick - dos livros dele saíram Blade Runner e Minority Report - nem a presença de Uma Thurman contrabalançaram o peso de um John Woo pouco inspirado e do sempre insosso Ben Affleck. Mas é possível assistir até o final.
Preciso de um filme bom de fato. Se a minha companhia não der furo, vejo Extermínio 2 hoje. Nesse estou botando fé.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

fora de si

Veja, assim, a vida como um ciclo; grande, pequeno, isso é questão de perspectiva. Veja o ciclo, está bem? Imagine a sua primeira paixão, aquela pessoa que fazia você se sentir um completo idiota quando você estava diante dela sem razão lógica - você estava apaixonadinho, né? Mas isso passou, sabe como são essas coisas de adolescente. A vida seguiu, você fez coisas que jamais teria imaginado em seus idos, tenros anos, tornou-se o adulto de hoje. Apaixonou-se outras vezes e foi menos azarado nessas ocasiões, aprendeu umas coisinhas sobre o amor e demais tópicos relacionados. Aprendeu, aprendeu e...ei, passando logo ali na frente de casa, não é aquela pessoa? A primeira? Dando sopa? E agora pense, e se toda minha experiência até agora, eu não a acumulei para viver feliz-feliz ao lado de quem, veja só, estava destinada a ser minha - e eu dela! - há tanto tempo?
Conseguiu visualizar a situação? Foi fácil?
Você chegou a vislumbrar a possibilidade de a coisa acontecer de verdade?
Então, leitor(a) querido(a), peço-lhe que cresça. Isso é um conto de fadas teen dos mais sem-vergonhas. É duro engolir que pessoas tão calejadas na vida possam acreditar que uma história dessas possa se concretizar em nosso plano de realidade...num cinema perto de você, quem sabe?
E pare de pensar nisso! Agora! Já se vão o quê, quinze minutos suspirando e rindo feito besta? Faça-se o favor!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

mercadolivre...

Someone is there, waiting for my song
I'm only looking for someone who sings along.
when all my dreams, finally reach yours
we will uprise and maybe find our true love,
we will uprise and maybe find our true love.

Alguém tem o que você procura, alguém procura o que você tem.

Será?

terça-feira, 29 de maio de 2007

ego e nada mais

A verdade é que ninguém se importa. Não existe nada além do próprio nariz. É irrelevante a quem quer que seja se você está concentrado em sua leitura, se fumaça de cigarro é fumaça, se aquele som incomoda. Um esbarrão na rua não é motivo para se desculpar com alguém. A pessoa à frente, ou logo atrás, tem pressa e pronto.
(...)

águas rasas

Há uma música, obscura mas legal, chamada What I Am, gravada por Edie Brickett, que contém os seguintes versos, já traduzidos livre e literalmente para o nosso belo idioma:

Afogue-me nas águas rasas
antes que eu vá muito fundo

Faz sentido, isso, pra alguém? Porque, para mim, fez hoje...e até agora, não era mais que umas palvavras opostas entre si colocadas numa mesma frase pra...pra quê? Mas hoje, como dito, fez sentido. Até demais. É que enxerguei uma relação dos versinhos com meus próprios pensamentos, anseios, percepções, etc. Que gente varrida!, eu e quem fala de mim.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

todos latino-americanos!

Do UOL, pelo Reuters.

"A empresa de pesquisa Datanalisis mostrou que quase 70 por cento dos venezuelanos são contra o fechamento (da emissora RCTV), mas a maioria citou a perda das novelas favoritas como motivo, e não preocupações com a limitação da liberdade de expressão."

amores perdidos

Choremos os amores perdidos...lamentemo-nos pelo que jamais se repetirá. Não se repetirá, a não ser assim, em flashes diante de nossos olhos dos tantos beijos, das carícias que bem podiam ter nos percorrido indefinidamente, difícil seria saber se era o tempo ou o corpo que jamais acabava. Ainda agora, sentimos aquele abraço nos apertar, e é só a triste lembrança de que aqueles braços não mais tornarão a envolver-nos. Repassemos as promessas que não se fizeram cumprir, as verbais e as mais eloqüentes que palavras. Que o digam estas lágrimas...sim, pranteemos os amores perdidos, por tão difíceis de serem apagados da memória, e do corpo. Choremos o que se foi e vamos sair à procura de novas paixões, sob as quais pesarão as terríveis incertezas, que as decepções, as perdas, as lágrimas, podem voltar a surgir, mas nada podemos fazer a esse respeito, amor não é algo que assim se rejeite buscar, encontrar quem sabe, é ainda pior viver sem esperança de achá-lo. Em que pese ao temor da perda.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

douglas adams tem algo a dizer sobre mim...

"Na verdade, estou começando a agir de forma bastante estranha, ou talvez não esteja realmente começando a agir estranhamente, mas começando a agir de uma forma que é estranhamente diferente das outras formas estranhas como eu realmente ajo."

terça-feira, 22 de maio de 2007

quem

Mas quem livrará o homem daquilo que é mais que ele pode suportar? Quem será capaz de pôr em seus lábios as palavras que lhe garantirão a bem-aventurança? Em verdade, qualquer pequena graça ser-lhe-ia o maior dos gozos, tamanha é sua atribulação.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

de não dormir

Triste mal é a insônia. Querer, mais que tudo, dormir e não ser capaz de. Pois o sono é o descanso do mundo. Livrar os ombros, ter afrouxados cabrestos, aplacar chamas. Para despertar e tudo de novo outra vez, renascido. Basta recolher-se ao leito e cerrar os olhos. Não para o insone. Mas há algo pior que a incapacidade. A impossibilidade. A obrigação de permanecer em vigília. Ter de manter desperto um corpo que precariamente sustenta erguidas as pálpebras, quando todo o resto está por se entregar. Afinal, para que mostrar esses olhos vermelhos...? Vive mal quem perde o sono, qualquer seja o motivo - embora os que o fazem forçados vivam das piores torturas. São horas que não se deveriam suportar.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

amador

Sou novo no amor. Recém-iniciado. Por esse motivo, faz-se por bem relevar minha nítida inabilidade ao tocar no referido assunto. Mas urge falar de amor, urge falar, uma vez que antes calava-me justamente por não haver comentários.
Amar, amar é muito fácil. È que é natural. Porque não se esquece. Tudo, a todo momento, lembra-me o amor. Palavras, gestos, cores, formas, odores, aromas. Estimulem-me e tragam-me a presença do amor à mente. Até totais desconhecidos o fazem. Em parte porque o amor me era um desconhecido também. Em parte que há ainda pequeno vestígio daquela inquietação antiga, de uma busca quase invariavelmente inglória, que a beleza externa de quem passava me fazia lembrar em dor. E agora? Tenho o que preciso, o que os olhos trazem não me angustia, não inquieta, não faz buscar outro, mas me conforta: tenho o amor de que preciso.
Se pareceu pouco é porque mal comecei.

hein?

Quisera eu demolir as pedras desta caverna a que estou confinado a fim de permitir à luz do sol invadir tudo. Quem disse que deveríamos nos emparedar, afinal?
"Calaboca bixinha. Tah kerendo pagar de gatchynha pra cima da bunitaki? Tah bowa? Chupa kiridjinha"

terça-feira, 15 de maio de 2007

viver em dúvida

Ao ser humano, a dúvida. Tendo se tornado tão inteligente, capaz de pensar, medir suas decisões, essa maravilha da natureza, o Homo sapiens sapiens (a repetição é para afastar dúvidas?) adquiriu ampla, às vezes quase covarde, vantagem sobre qualquer outro animal nesta Terra para lidar com o novo. Penso, logo existo, e se me adapto, sobrevivo, e sobrevivo bem. Mas a tal capacidade de raciocínio pode ser uma maldição. Pois existe sempre a possibilidade de, raios, as escolhas seguidas se revelarem as mais erradas e, racionais que somos, é provável nos fixarmos no "e se...?" a ponto de temer decidir sobre qualquer assunto, do mais corriqueiro ao mais vital.
Viver em dúvida por acaso é viver? Quem é bem-sucedido na vida, humano ou não, corre riscos. É ousar para ser feliz.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

com o papa veio o frio

A chegada do chefe de Estado do Vaticano e suprema autoridade da Igreja Católica promete alterar a rotina dos paulistanos, fiéis - praticantes e afastados - ou não. E coincidiu com uma abrupta mudança no clima que derrubou a temperatura agradável dos últimos dias em muitos graus. É como se o tempo quisesse se adequar ao visitante. Um absurdo, evidentemente; uma pessoa, por mais influente que seja, não nos obriga a tirar do armário as vestimentas mais pesadas, mas por que não aproveitar a circunstância para pensar sobre esta ilustre vinda?
Bento XVI, o papa, não é das pessoas mais carismáticas. Convenhamos! Na comparação com seu antecessor, João Paulo II, homem vigoroso e de fala mansa - ao menos, até começar a definhar até o triste fim diante de nossos olhos - o visitante de hoje perde feio. O pontífice atual, na realidade, é mais lembrado por suas declarações de cunho conservador, daquelas que confirmam a muitos de nós o quão distante está o pensamento da cúpula católica em relação à realidade do mundo (evita-se o uso do adjetivo "mundana" para não causar falso entendimento).
Aí chegamos a um ponto interessante. O número de católicos vem caindo, e os que abandonam o rebanho do papa não necessariamente se tornam evangélicos, como se poderia supor, mas também escolhem outras crenças distintas, ou simplesmente não seguem mais religião alguma. Seja qual for o caso, temos uma situação em que o catolicismo tenta melhorar sua imagem. E um dos motes da visita de Bento XVI a nossas terras é a canonização de Frei Galvão. Sim, um santo brasileiro, e ainda por cima o primeiro deles. Um belo golpe de marketing. Mas o dito popular está correto, já que esse santo de casa não fará milagre algum. As posições da igreja continuarão as mesmas. O pessoal do Congresso disposto a levar adiante um plebiscito sobre a legalização do aborto vai ouvir a sua. Idem para os "fomentadores da promiscuidade" que levam educação sexual a alunos pré-adolescentes e distribuem preservativos por aí a quem quiser usá-los.
Papa no Brasil é megaevento, uma benção a quem a toma como tal. Contudo, mesmo parando o trânsito e provocando comoção coletiva à maneira, digamos, de um popstar, a igreja é a mesma de sempre, que ninguém se engane. E isso não é uma crítica. Cada um tem suas crenças. Os chefes católicos possuem suas próprias convicções e, baseados nelas, tomam decisões sobre a instituição que governam. Com certa frieza, pode-se notar.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

pedra

Tenho uma pedra no bolso de minha blusa favorita. Minhas intenções, evidentemente, são belicosas. Quero meu melhor arremesso. Meus inimigos, aqueles que desejo atingir, não possuem rosto definido, ou mesmo um traje em comum que os defina como tais; suas atitudes identificam-nos. Faz-se desnecesssária uma observação mais atenta, não há disfarces, camuflagens sob as quais enxergar. Assim, toda minha concentração volta-se para a pedra que agora manuseio. Sinto sua aspereza enquanto a faço caminhar sob meu punho cerrado, cócegas nos dedos e na palma da mão. Ela, a pedra, é suja, recoberta de areia que já foi também rocha e de poeira incapaz de me contar sua vasta história, da qual prender-se em meus dedos é mero apêndice numa biblioteca de volumes sem conta. A pedra abandona minha mão. Ou antes eu a abandono, não sei qual direção ela toma, não a vejo, a fim de não me denunciar. Jamais saberei se minha odiosa vontade se concretizou.

lost tem seu final marcado!

Acabei de ler. Olha, adoro a série e coisa e tal, e é exatamente por isso que estou vibrando com a notícia. Se os produtores se mantiverem fiéis à data estipulada, maiores são as chances de a série passada na ilha mais louca do mundo ter um final consistente e digno de seu enorme sucesso. Além disso, uma hora, tanto mistério sem resposta cansa. Impossível manter o interesse simplesmente atirando novos enigmas ou adiando soluções para os anteriores. As coisas precisam acabar um dia. Quando o final chegar, quero ter saudades de Lost como um todo, não somente das temporadas mais antigas.

terça-feira, 1 de maio de 2007

compra de vagas

Que o caminho para estudar numa universidade conceituada é mais fácil para os endinheirados, é fato incontestável. Mas as notícias divulgadas ontem sobre um esquema de compra direta de vagas em faculdades de medicina, públicas e particulares - o valor praticado por uma cadeira nas primeiras seria mais elevado - mostram em nossa já terrível realidade um lado ainda mais sombrio.
Feita a devida articulação, alunos já matriculados em escolas de medicina prestariam vestibular novamente em nome dos filhos de quem os contratou para tal, pela quantia de seis mil reais. Quantia que, se bem pensarmos, não é grande coisa para esses bem nascidos. Não há espaço para ética na mente desses criminosos, e vemos uma suja perpetuação de privilégios. Sem contar que o profissionalismo de tais futuros médicos, tanto mercadores quanto consumidores de vagas, é desde logo altamente questionável.

?

Que aconteceu? Antes você falava mais...sempre arrumava alguma coisa pra dizer, com esse seu jeito meio diferente de dizer...mas agora...nem isso!
O que está errado? É algo de que você não esteja disposto a falar? E que, nesse esforço doido de deixar a coisa guardada, nada mais sai?
...
Fez um dia tão bonito hoje.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

make your own kind of music

Mais uma da seção "músicas que não saem da cabeça". "Mama" Cass Elliot canta, e é fácil adivinhar onde eu a ouvi pela primeira vez.

Nobody can tell ya
There's only one song worth singing
They may try and sell ya
Cause it hangs them up to see someone like you

But you've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music
Even if nobody else sings along

You're gonna be nowhere
The loneliest kind of lonely
It may be rough going
Just to do your thing's the hardest thing to do

But you've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music
Even if nobody else sings along

So if you cannot take my hand
And if you must be going
I will understand

You've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music
Even if nobody else sings along

You've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music


terça-feira, 24 de abril de 2007

segunda-feira, 9 de abril de 2007

clima 2

Tempo indeciso durante todo o dia: uma hora, raios de sol incidiam sobre o solo sem obstáculo visível, tornando mais belo o que nasceu para brilhar; no momento seguinte, nuvens espessas e carrancudas obstruíam nossa visão do céu, e com elas vinha um ventinho frio típico dos dias mais tristonhos. Até umas gotas de chuva caíram, pouquíssimas, pelo curto espaço de um minuto - talvez menos - servindo apenas para assustar quem tinha roupa no varal. A água veio, mas é como se tivesse desistido de molhar qualquer coisa.
Aí o céu tem essa simultaneidade de tons claros e cinza que é adorável, dizendo que tudo pode acontecer, mas nem acontece nada.

sexta-feira, 30 de março de 2007

clima

Dia quente e seco, como nos piores momentos do inverno. Aqui nas redondezas, o céu, próximo ao horizonte, apresenta uma camada de tom acinzentado, a qual, entretanto, não é tão pronunciada quanto a já habitual faixa de gases poluentes observada em outros pontos da cidade. Uma névoaparece encobrir os pontos mais distantes que a vista alcança. Aqui dentro, a garganta seca e dá vontade de tossir.
O vilão da vez, dizem, é o ozônio. Proteção contra os raios solares mais nocivos ao ser encontrado na atmosfera superior, é perigoso poluente quando ao alcance de nossos narizes. Pode ser, em princípio, meio difícil acreditar que um composto formado exclusivamente de oxigênio sejaassim nocivo, mas é mais pura verdade.
Em São Paulo, uma das maiores concentrações de ozônio se encontra no Parque Ibirapuera - justamente onde se poderia imaginar que estaríamos livres desse tipo de problema. A atitude mais saudável é evitar a prática de atividades físicas nas horas mais quentes do dia e rebater o calor com a ingestão regular de líquidos.

quarta-feira, 28 de março de 2007

atestado

Sou tolo por ansiar um animal de estimação e por enternecer-me apenas de imaginar suas festinhas mudas.
Sou tolo por recusar - quase com veemência - as obviedades do mundo que se me oferecem e estão ao alcance de um clique.
Também torna-me tolo querer músicas suaves ao ouvido antes de adormecer, como um ritual em que se oferecem as maiores bênçãos.
E que dizer da insensata mania de olhar para o céu?
Tolo, sempre fui. E sempre o soube. Antes, contudo, não sabia definir a essência de minha tolice.
Agora, é tão claro - e isso não sei se me faz sentir melhor.
Sou tolo em meu ideal de que cada estímulo captado pelo corpo encontre ressonância na alma.

terça-feira, 27 de março de 2007

Triste aquele incapaz de esquecer quem nunca amou.

segunda-feira, 19 de março de 2007

fim de semana na praia, parte 2

18/3

Notaram que, de um certo momento em diante, o texto de ontem fica poser?
Acorda cedo quem dorme cedo. Antes das oito já estava desperto. O céu continuava fechado, mas havia uma vaga promessa de que o tempo poderia melhorar.Perto das dez, praia. O sol bem que tentou se impor, mas era complicado vencer aquelas nuvens. Pelo menos havia mais claridade. Bom para as fotos. Até permiti que me tirassem uma, de costas, staring at the sea.
A água já não trazia tantos galhos e folhas à costa, mas a espuma amarela persistia. Novamente me recusei a molhar mais que os pés.Antes do meio-dia deixei a praia louco para cair na piscina do lugar onde nos hospedamos. Mas a água estava fria, fria...
Uma da tarde. Hora de pegar a estrada. Arrisquei uns cliques na subida da serra. Se eu tivesse me sentado no lado esquerdo do carro, teria feito mais e mais belas fotos.
Foram duas horas até chegar em casa. Fui correndo ao micro descarregar fotinhas. Algumas ficaram tão escuras. No geral, porém, um registro bacana.
A viagem acabou. Hora de voltar às divagações e encanações rotineiras. Uma delas tem nome e endereço, e com elas tenho de acertar as contas essa semana...mas, vão me perdoar o clichê, isso é outra história.

domingo, 18 de março de 2007

fim de semana na praia

17/3

Hoje estou em Suarão. É um bairro da cidade litorânea de Itanhaém, São Paulo. Suarão. Nunca gostei desse nome, desde criança. Evito até pronunciá-lo. Nem é nome. É um verbo. Suar. Futuro do presente, terceira pessoa do plural. Como isso virou o nome de um lugar?
Eu nem queria vir, sabe. Ontem choveu a noite inteira. E o dia começou nublado. Podia ficar em São Paulo, sozinho. Curtir. Mas vim pra praia fria. Ao menso, a natureza proporcionou umas paisagens bacanas durante a viagem. Represa e mata, fica bonito até sem sol. E neblina na serra, então? Pena eu não ter fotos. Só aqui embaixo, parado, para tirar algumas.
Praia fria é praia vazia. Bonita também. Mas a água estava tão suja. Folhas e galhos e mais vestígios de chuva, e o pior: uma espuma amarela, pegajosa. Espirrava e ficava na areia. Enxergá-la fazia mal. Apenas molhei os pés e senti a brisa nas orelhas.
A igreja do bairro é bonitinha. A torre chama atenção da estrada. Mas árvores próximas impedem uma boa foto frontal do templo.
Fim da tarde, fui à vizinha Peruíbe. Garoa - mais frio - pé de serra e casas chiques. Praia vazia e céu carrancudo continuaram rendendo bons cliques.
Volta ao bairro de nome estranho, voltinha noturna. Músicas populares, feira de bugigangas. Cidadezinha qualquer.
O passeio, até agora, não foi perdido. Graças, em parte, a meu mais novo hobby, fotografia. Amanhã subimos de volta, à tarde.

sexta-feira, 16 de março de 2007

dois em um

(título sem leituras ocultas - os textos são independentes entre si.)

São almas incompreendidas, incompreensíveis, sem terem quem as decifre as mais recônditas necessidades. São únicas, solitárias em sua unicidade.

***

Sempre olhei para vocês esperando primeiramente atenção, depois o suave ar de compreensão e, por fim, o doce alento. Em vocês repousava minha única chance de redenção: como quis que me dissessem, você não é feio por dentro! Jamais o disseram. Jamais o dirão, não da maneira que por tempos aguardei...será que ainda aguardo? Feriram-me e nem sequer sabem disso, feriram-me com uma chama lancinante, a dor que senti, nunca poderei esquecê-la, nada a fará parar, mesmo quando ela não se fizer presente. A tocha foi acesa e o fogo jamais se extinguirá. Quero culpá-los pelo que me aconteceu, chegar-me a cada um de vocês e chamá-los seres da mais pura maldade. Sou humano, sempre busco culpados, sempre busco punição, mas a este caso talvez não se aplique. As coisas são. A chama arde. Em vocês, ela me consome.

terça-feira, 13 de março de 2007

perdido!

Calma, não estou passando por nenhuma crise de identidade. É que ontem finalmente tive meu primeiro contato com o tão badalado seriado Lost. Vi os três episódios iniciais e achei interessante o bastante para continuar assistindo.
A menos que ontem à noite eu tivesse me tornado um grande detrator da série, creio que não compensaria me alongar muito comentando seu início. O show está atualmente em sua terceira temporada na TV paga, os fãs brasileiros mais ardorosos aguardando a estréia do talentoso Rodrigo Santoro. Mesmo quem acompanha Lost pela Rede Globo vê agora - ou terminou de ver recentemente, não sei ao certo - seu segundo ano. Telespectadores apaixonados, esses capazes de esperar acordados até o horário esdrúxulo que a emissora reservou para o seriado. Continuando, não me aprofundarei muito em minhas considerações sobre o seriado, mas também não posso deixar de registrar as palavrinhas que de costume vêm-me à mente após uma peça de entretenimento que me tenha chamado a atenção. Vamos a elas. Há bastante mistério na série, envolvendo a queda no avião, aquela que pode se chamar a "vida passada" de alguns de seus passageiros e praticamente tudo que se vê ou não na ilha. O modo fragmentado como a história é contada, seja por meio de flashbacks, seja ilustrando uma mesma cena sob diferentes ângulos, deixa o suspense sempre no ar, mantendo o interesse do telespectador. Claro, em algum momento serão exigidas algumas respostas, e a sobreposição de enigmas sem solução pode cansar, mas, para este início, está bem e, ao menos por enquanto, Lost justifica o hype. A idéia de pessoas perdidas numa ilha misteriosa soa batida, mas o desenvolvimento inicial da trama realmente atrai. E lá vou eu me perder em mais um universo ficcional.

quinta-feira, 8 de março de 2007

histórias minhas

Tenho esta estranha situação com histórias. Eu as adquiro, na forma de gibis ou livros, num ritmo mais rápido que aquele em que posso lê-las. Conseqüentemente, possuo sempre uma pilha de leituras pendentes. Já quanto às minhas histórias, as que brotam de meu cérebro, idéias para elas surgem inesperadamente, e dificilmente as escrevo como imagino, porque isso simplesmente não me ocorre. Ao retomar o famoso fio da meada, sei como recomeçá-las, mas não me recordo das passagens anteriores com detalhes, e algumas coisas brilhantes acabam ficando para trás, lá onde se guarda o que foi esquecido e só pode ser reencontrado por acaso.
O segundo caso é fácil de resolver. Farei resumos das idéias para minhas histórias grandes. Quando houver tempo, desenvolvo-as. A pilha "a ler", por outro lado, creio que existirá sempre. Coisa de leitor voraz e, bem, um tanto enrolado. Hoje leio mais e melhor que no passado, quando o papel começou a se acumular, mas já há tanto livro e gibi à minha espera que jamais direi, preciso comprar alguma coisa pois simplesmente não tenho o que ler!

domingo, 4 de março de 2007

foto e texto não relacionado

(registros de um dia quebrado)


E hoje me disseram que fico bem de azul. Agora há pouco, na verdade.

Ainda bem que só falam comigo em português. Minha mente, porém, não pára.

sexta-feira, 2 de março de 2007

olhe para o céu!

Sábado tem eclipse...detalhes aqui. Evento cósmico para nós, tão pequeninos.

a tv diz compre

A Polishop é uma espécie de herdeiro do Grupo Imagem, só que aparenta ser bem maior que o eterno vendedor das Facas Ginsu e do Ambervision, entre tantas outras maravilhas. Além das costumeiras inserções nos intervalos comerciais de emissoras, a nova rede possui canal próprio, que anuncia, o dia todo, ofertas disponíveis apenas por televendas. A mesma exaltação ao consumismo invade também os "buracos" na programação, especialmente no período matutino. de canais fechados: são os famigerados infomerciais.
Se algo incomoda na televisão, a menos que se trate de alguma atração realmente ofensiva, o correto é mudar de canal. Por isso, não cabe aqui criticar mais essa modalidade de comércio. Televenda é coisa antiga, por sinal. Uma das razões de ser do SBT de Silvio Santos é vender ao povão Telesenas e carnês do Baú da Felicidade. Muitas mulheres já sonharam em parecer-se com a atriz da novela; se não é possível uma semelhança física, ao menos podem-se comprar suas roupas e acessórios. E as garotinhas (algumas nem tanto...) que queriam todos os produtos da Xuxa?
Claro, as máquinas de fazer suco que nada desperdiçam e a frigideira do George Foreman são as estrelas da Polishop, vendendo-se sem intermediários famosos e estampando seus respectivos preços e formas de pagamento, como se estivéssemos diante de uma vitrine correta. Mas elas apenas mostram a realidade com menos sutileza.
Televisão vende. Sempre vendeu. Mesmo seu programa favorito pode ter, hoje em dia, dentre os muitos produtos licenciados com sua marca, uma caixa de DVDs com seus grandes momentos, para ter para sempre e assistir quando quiser. Sem intervalos comerciais. Não que seja possível livrar-se deles. Novos shows aparecem a todo momento, precisando de sua audiência, a qual atrairá anunciantes, que mantem o programa no ar com seu dinheiro. E anunciantes precisam vender, sabe? Que outros comprem: relaxe em sua poltrona e ignore o supermercado virtual. Caso não resista à coceira no bolso, nada de pânico: ao menos com a Polishop, se não ficar satisfeito, eles garantem a devolução de seu dinheiro.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

choro




Preciso chorar
verter lágrimas
não pelo mundo
por suas maravilhas
as que encontro
ou as que já se perderam
não pela grandeza
que ecoará pela eternidade
preciso chorar
por minha pequena vida
pela tragédia
por mim representada
todos os dias
mas meus olhos
estão secos
não tenho lágrimas
para mim
nunca aprendi
a prantear minhas desgraças
preciso chorar
e já choro tanto.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Não raras são as pessoas que, em certos momentos, caminham pelo mundo sem saber qual seria seu destino, ou mesmo sem dar-se conta de que estão indo a algum lugar de fato. Tais andanças não deixam rastro: a falta de rumo as torna irrelevantes, são varridas pelo vento.
Eu tinha um caminho a seguir, e sabia perfeitamente para onde ele me levaria. Eu temia, por jamais tê-lo trilhado. Alguns entre meus passos foram erráticos, vacilantes até. Vi-me diante da perspectiva de não realizar meu tão profundo desejo.
Minha caminhada podia ser, ela também, esquecida.
Mas andei, e meu objetivo estava ali, bem ao alcance de minhas capacidades.
Eu consegui. E fui muito feliz.
E quer saber (de) uma coisa? Isto bem pode ser, em realidade, não um desfecho, mas o início de nova e mais marcante jornada.
Mais memorável...mais inesquecível.
Que tal?

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

contando um final

Porque o tarde demais sempre chega. Ainda mais neste mundo maluco. Tanta poeira. Tanto sangue.
E eu estou destruído. Ninguém vê. A terra quando é devastada, como as que vimos, todos notam, mas eu?
Ninguém o conhecia melhor que eu. Nem mesmo seus parentes, seu pai, sua mãe. E muito menos essa pessoa que se apresentou em meu lugar, usurpando o que deveria ser meu por direito.
Tenho agora somente minhas lembranças. São só minhas. Porque do pouco que vivemos, que poderia ter sido ainda mais intenso se eu tivesse dado ouvidos a mim mesmo a partir de suas palavras, do pouco que vivemos, foi o que restou.
Breve foi nossa história, assim o destino quis. Se eu tivesse agido diferente...o que poderia ter sido? Ah, jamais saberei.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

paraíso


Belo filme. Não somente pela história, ou pelas boas atuações, mas também pela fotografia, uma das mais belas de que cosigo me recordar no cinema recente. Mesmo a mais singela cena é captada de maneira espetacular. Este fotógrafo amador foi ao delírio.
Olha, não sabia nada sobre o filme antes de decidir assisti-lo, talvez por isso, não escreverei nenhuma sinopse, ao contrário do que normalmente faço. Vou apenas citar os dois nomes que me atraíram a este colírio.
Tom Twyker, de Corra Lola Corra, é o diretor. Ele também compôs duas canções para a trilha sonora do filme.
E sou fascinado por Cate Blanchett desde que ela foi Galadriel.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

suspiro

Deu na Globonews hoje cedo. Foi divulgado um relatório da ONU estimando algumas das conseqüencias decorrentes do aquecimento global causado pela ação humana. Até o ano de 2100, a temperatura média do planeta pode se elevar enttre 1,8 e 4 graus e o nível dos oceanos, entre 26 e 43 centímetros. Catástrofes climáticas se tornarão mais freqüentes e letais, infringindo grandes danos principalmente às populações mais pobres, as quais sofrerão também com uma esperada diminuição na oferta de alimentos, a ser comprometida, também, por anomalias climáticas e ambientais resultantes de atividades humanas nocivas, por exemplo, à sobrevivência de animais e plantas cuja criação tem algum interesse comercial.Quanto às espécies silvestres, boa parte delas, cada vez mais pressionadas pelas mudanças em seus habitats, sofrerá sério risco de extinção.
...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

tempo.


O primeiro mês do ano já chegou ao fim. Isso mesmo. Não adianta nada ficar pensando se você aproveitou ou não esses trinta e um dias tanto quanto podia.

***

Com todo esse tempo livre em casa e o monte de canais de TV a cabo, estou procurando assistir a filmes que eu tenha perdido ao longo de meus anos. E são tantos! Pela segunda vez em dois dias, encontrei esta noite uma atração inédita (para mim) por acaso, zapeando canais. E não foi outro senão Beavis e Butt-Head Detonam a América. Peço a todos que não me odeiem. Não vi o longa dos dois moleques retardados na época do seu lançamento e não podia deixar escapar a chance de matar a saudade da série, um sucesso em meus dias de...bem, moleque retardado. E o filme Beavis e Butt-Head é mesmo um episódio esticado do antigo show. Só faltaram os videoclipes. Ao menos a "retardadice" dos dois ainda me fez rir. Ou foi apenas saudosismo?

***
Ah, uma risada boa no filme foi esta aqui: Butt-Head está quase morrendo e, bang, vê sua vida passar diante dos olhos. Ou seja, ele e Beavis rindo diante da TV desde a primeira infância. Aí ele conclui que a vida foi muito maneira*.

*Sim, traduziram cool como maneiro(a) (os) (as) na exibição de hoje. Eu cresci lendo cool como legal! That sucks.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

uma prece

Entrego-me a ti neste momento.
Ergo a fronte e tu me cinges com o ungüento de fragrância mais delicada. As mazelas cotidianas curvam-me as costas, tua mão de pronto traz o conforto reedificante.
Quando contemplo as belezas deste mundo, é a ti que minha sensibilidade está direcionada.
Ninguém acompanha meus passos com maior interesse e afetuosidade. Agora que a fadiga me obriga a interromper momentaneamente esta jornada, cuidarás de mim em meu leito, para que dentro de instantes eu retome meu caminho em paz. Seja qual for meu próximo destino.
Tens minha total confiança, e sempre será assim.
Queria fazer mais que simplesmente agradecer-te.

domingo, 28 de janeiro de 2007

calling you

Não sou muito de postar letras de músicas, mas o que fazer quando se tem blog e uma melodia retorna à sua cabeça após...dezoito anos? Eu era só um garotinho e essa música me assustava como poucas coisas na época. Hoje, descubro que ela virou tema de um filme chamado Bagdad Cafe, em cartaz esta semana no Telecine Cult. E está na chamada dele, também. Mas hoje a música me dá arrepios de outra maneira, sabe? Muito bonita, tocante, digo. E estranha: não é música pop de jeito nenhum.
Mas e o medo de antes, como se explica? Talvez a carga de emoção da música fosse demais pra meu eu molequinho suportar.
A desert road from vegas to nowhere
Someplace better than where you`ve been
A coffee machine that needs some fixin'
In a little cafe just around the bend

I am calling you
Can't you hear me?
I am calling you

A hot dry wind blows right through me
The baby`s crying and I can`t sleep
But we both know that a change is coming
Come in closer, sweet release
I am calling you
I know you hear me?
I am calling you

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

o labirinto do fauno


Quando a realidade é dolorosa, ou simplesmente não nos satisfaz, apela-se ao escapismo. E nunca o mundo dos homens é tão aterrador como na guerra. E se houver uma saída definitiva?

Acompanhando a mãe em viagem ao quartel comandado pelo pai de seu futuro irmão, a pequena Sofia, apaixonada por histórias fantásticas, descobre ser ela mesma uma personagem de conto de fadas. Para retornar a seu mundo, deve cumprir as tarefas impostas por um velho e misterioso fauno. Ao mesmo tempo, o general Vidal persegue os rebeldes ao regime de Franco - e quem quer que julgue estar em seu caminho no cumprimento de seu dever - com implacável severidade e violência.

retorno

Reapareceu, como surgido de nada além da leve brisa noturna. Logo o reconheci, senti movimentação por toda a superfície de meu corpo, fagulhas em torno da chama interna que as gerou. Forças primárias da natureza agora se manifestam, das que somente se aplacam sob a ação de uma outra, similar mas oposta, aos pares.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

bart vende sua alma

(sujeito a revisão)
Nesse episódio de Os Simpsons, por fazer todo mundo cantar rock'n'roll durante um culto, sem autorização do reverendo - não era uma dessas celebrações modernas - Bart é obrigado, juntamente com seu comparsa, e delator, Milhouse, a limpar os tubos do órgão que "profanou". Enquanto cumpre o castigo, o garoto Simpson revela não acreditar em alma ou em qualquer coisa relacionada a espiritualidade, ao menos aquela que conhece da igreja. Para prová-lo, aceita os cinco dólares que Milhouse lhe oferece para ter sua alma, um pedaço de papel no qual se escreveu "Bart Simpson's soul".
A partir disso, coisas estranhas começam a acontecer. A porta automática do mercadinho ignora Bart e funciona normalmente para os outros clientes. O cachorro e o gato o hostilizam. As coisas se tornam preocupantes de fato quando ele se vê incapaz de rir assistindo a Comichão e Coçadinha e a um acidente doméstico com Homer. O riso é a linguagem da alma, diz sua irmã Lisa, citando Pablo Neruda. E Bart sai para recuperar sua alma perdida.
Mas o que realmente motiva Bart em sua busca - e também este autor a escrever sobre o episódio - é um sonho perturbador. Nele, as crianças de Springfield se divertem ao lado de suas respectivas almas, descritas como "brinquedos que nunca se quebram". Num dado momento, um dos garotos propõe que todos escolham um parceiro para irem de canoa até uma cidadela. Cada um escolhe sua alma; Milhouse vai com a sua própria e a de Bart, o qual, por falta de uma companhia, não consegue acompanhar os outros. Ao final do episódio, após reaver sua alma com a ajuda de Lisa, Bart revisita o sonho anterior, mas, desta vez acompanhado, pode chegar à cidadela e, no caminho, atrapalhar o menino cdf.
Difícil tentar explicar os fatos ocorridos ao Bart "desalmado". Antes que alguém diga, "é só um desenho", convém lembrar que coisas inexplicáveis acontecem o tempo todo; nomeá-las todas como coincidências soa apressado.
Fato é que o inexplicável impressiona Bart de modo a levá-lo a procurar por algo em que sequer acreditava. Pode-se dizer que ele se converteu. Não a alguma religião, mas à crença de que existe algo misterioso por trás de nossa existência, responsável pelas características únicas de cada ser humano. Algo que, uma vez perdido, devido a nossas ações, torna-nos irreconhecíveis a nossos próprios olhos. Podemos chamá-lo de alma. No entanto, de onde ela vem? Trata-se de algo com que nascemos, ou ela é adquirida a partir de nossas experiências, sobretudo as mais dolorosas, como diz Lisa enquanto Bart engole sua alma de papel? O garoto fica com a primeira opção; cada um de nós pode escolher a sua.

***

É interessante o motivo pelo qual Milhouse entrega Bart. Ele pensa, ao repetir as palavras amedrontadoras do reverendo, na punição que receberia. Religiosos maus podem render piadas boas, das finas.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

arte e atitude

O que é preciso para ser um bom músico? Talento é esencial, sem dúvida.Treino? Horas incontáveis. Não basta, porém. Um verdadeiro músico, ou artista em geral - falo especificamente de música por estar mais próximo dessa expressão artística - deve ter também atitude, algo que o póssibilite colocar-se diante de qualquer pessoa e transmitir sua mensagem. Pois a arte não é impessoal, quem a produz se expôe mais que em qualquer outro ofício.
Foi algo em que pensei assistindo Escola de Rock, esta noite. No divertido filme, Jack Black interpreta um roqueiro falido que se faz passar por professor numa escola primária para conseguir uns trocados. Ele descobre em alguns de seus alunos uma aptidão musical surpreeendente e envolve toda a classe na formação de uma banda de rock para disputar um torneio e seu grande prêmio em dinheiro. Tudo o mais escondido possível dos pais das crianças e do corpo pedagógico, claro.
Cabe ao "professor" despertar nos instrumentistas de seu conjunto o necessário para se tornarem legítimos roqueiros. E não se trata de apenas dizer a eles, não toquem aqui como em suas aulas de música erudita. Deve-se também compreender o rock e sobretudo expressá-lo. Sentir-se meio revoltado com o mundo, extravasar em alto e bom som o inconformismo diante de tarefas diárias enfadonhas e do respeito às convenções. Isso é atitude rock'n'roll, baby.
E todo artsta precisa de atitude. sem ela, um ator não se torna seu personagem e sente-se ridículo apneas de imaginar suas cenas. Um solista, vocal ou instrumental, não tem seu momento de brilho, pois terá receio de desafinar ou soar mal.
Atitude é crença nas próprias capacidades e na verdade de seu trabalho. Certamente, a quaidade que, uma vez adquirida pelo aluno, mais satisfação traz a seu mestre.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

notas e mais notas...

Que chato...só me aparece inspiração para escrever quando estou "sentido". Queria era ser como J. K. Rowling e conseguir contar histórias bacaninhas sem relação aparente comigo mesmo. Minha única idéia para uma narrativa mais longa cada vez mais é só uma idéia...
Ei, falando em J, K, Rowling, faz uma semana que terminei o sexto Harry Potter. É legal, mas não tanto quanto o quinto, em que acontece aquele montão de coisas. Mas funciona muito bem no sentido de criar expectativa para o último capítulo da saga. Ah, aquela traição terrível - de que eu já sabia antes de ler, mas ainda assim não dou o spoiler - você aprontou, dona J. K. ! Vai ser longa, a espera.
Agora estou lendo o último livro da interessante série do Mochileiro das Galáxias. A resposta para todos os anseios humanos está próxima...e, até lá, mais do humor fino de Douglas Adams.
O próximo da fila é um Saramago. Obrigado por me desejar sorte.

***

Mereço coisas ultralegais na minha vida. Você não acha?

***

Sabe o que não é fácil? Cantar em casa. Nem um pouco. Falo do canto lírico, claro. A voz, parece que sai gigante e feia. Dá medo. Hoje foi apenas a primeira vez que tentei, e isso porque minha mãe estava fora...mas tudo bem, o berreiro vai virar hábito. Garanto.

***

Topa ou não topa?? Tá bom, eu gosto de Silvio Santos! Ainda vou escrever sobre o cara.

***

Buuuu.

grandeza

Sou grande, sou imenso. Um simples aceno meu e o que está ao redor muda. Ergo os braços, partículas se movem, como que abrindo passagem a quem devem total respeito. Minha envergadura parece crescer a cada instante, eu poderia envolver um universo num abraço caloroso.
Minha voz ressoa tonitruante em todas as direções. Os que a ouvem jamais são os mesmos, ela pode despedaçar almas. De minha boca saem somente verdades absolutas, por vezes não facilmente compreensíveis aos que me cercam; conheço inumeráveis idiomas.
A energia que emana de meus dedos é bela como a aurora boreal, há quem a tome por sagrada. Em minhas mãos forma-se uma esfera, inicialmente branca; não demora, porém, e ela passa a cintilar em infinitas cores, irradiando vida: mais um pensamento e reinvento a existência.
Sou imenso, vasto. Minha grandeza não pode ser medida, ou mesmo expressa por um simples verbete.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

estranho mundo

Sinto como se não quisesse sentir mais nada. Não que haja algo errado com o sentir por si só. O problema é com o mundo. Aqui sou obrigado a fazer nova ressalva, perdão se sôo repetitivo. É que devo especificar qual mundo chamo de problemático. E esse não é o mundo natural, de céu limpo e ar agradável, de plantas multicoloridas e animais vivazes. Nele, tudo de alguma forma faz sentido, encaixa-se...é natural. Até mesmo nós. Mas criamos mundo à parte, o mundo humano, repleto de problemas somente nossos, por nós inventados. Complicamos absurdamente o que deveria ser descomplicado. Descomplicado porque natural. Mas nossos rituais absurdos dificultam tudo. E se queremos algo além do humanizado em oferta, somos nós os complicados. Tornamo-nos confusos, inseguros, incertos. Oprimidos por questões que não deveríamos fazer a nós mesmos. Sei disso em meu íntimo.
Não quero uma volta às árvores. Quero ser homem, e natural também.
Enquanto esse ideal não se atinge, o artificial me coloca fora de mim, e volto para casa como que buscando tornar-me um feto novamente.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

verdade

(texto que comecei em novembro passado, tentei terminar hoje e ainda está inacabado)
A minha verdade é aterradora, creio que poucos estejam preparados para ouvi-la.
(...)
Às vezes, quando em grupo, eu a pronuncio, a ver se o mundo se desequilibra diante das palavras que pronunciei. Soa uma única gargalhada, a minha; não me foi conferida a devida atenção. Assim, o traço mais temível torna-se uma piada não compreendida.
Ocorre também que temo os desconhecidos. Por não saber quem são, julgo que possam atravessar-me com o olhar e me desvendar. É uma apreensão momentãnea e tola. (...)Minha verdade é tão minha, somente eu posso trazê-la à percepção do mundo. Apenas não concebo como.

sábado, 13 de janeiro de 2007

uma pessoa confusa...

dia 1

O dia está tão bonito...não há praticamente nenhuma nuvem no céu, creio que pela primeira vez desde que o ano começou. Dá pra tirar umas fotos lindas...preciso sair para qualquer canto.

Estava na van...até tentei conversar...verbalmente e também pelo olhar, a ver se havia alguma correspondência...não aconteceu...uma pena...tinha rosto tão simpático...bonito, até....uma pena.

Estou oficialmente mal...depressivo...pra baixo...isso tudo. De novo. Incomodado porque não tenho o que mais quero. E percebo que quero uma coisa muito bonita. Bem que a mediocridade podia me satisfazer. Às vezes acho que me basta, mas estou muito enganado. Pelo menos por ora. E é o suficiente para sofrer bastante.
Estou mal e quase perco a fome por isso....almoço fora de meu horário habitual.

Uma voltinha antes de partir...será que faço fotos bacanas? Enquanto caminho, uma trilha sonora triste em minha cabeça.

Volto de meu passeio. Ainda não estou bem e não há com quem falar sobre o que sinto. Bem, posso tentar escrever.

Não há palavras para expressar minha tristeza, mas há músicas. Músicas para desesperançados...eu preciso te falar...te encontrar de qualquer jeito...por que sou assim?
Não choro, mas canto.

Fim de tarde, um céu tão bonito. Mais fotos.

Nem todas as fotos ficaram boas. Que chato.

entre dia 1 e dia 2

(Diálogo. Outras palavras, mesma idéia.)
- Ainda bem que não estou apaixonado! Não tem coisa pior.
- Paixão só é ruim quando não é correspondida.
- ...

dia 2

Engraçado...o rosto de ontem me voltou à mente, sozinho, logo que acordei. Ontem mesmo mal me lembrava dele ao chegar em casa. Agora, eu o reconheceria num novo encontro. Mas não faz muita diferença.
Quero sair hoje de novo. Imagine se por acaso...ora, por acaso o quê?

Saí...como andei! Diz que quando a gente faz exercício alguma substância é liberada...que deixa a gente animado. Será?

Isso.

Banho e músicas bacaninhas. TV.

Terminar o dia bem é um final feliz pra esta história. Pois é isso mesmo que acontece. Ótimo.

sábado, 6 de janeiro de 2007

tantas fotos...

Estou pensando em fazer um fotolog. A esta hora. Aguardem novidades.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Que é essa coisa, que tira o sono, faz a cabeça dar mil voltas, mas essas são as de um parafuso espanado e jamais resolvem nada, por mais que se aperte?
Que coisa é essa pela qual se morre ou mata, e pela tragédia é impossível culpar ou absolver plenamente, sem ressalvas?
Que ignora de todo a razão, invalidando a argumentação mais eloqüente com sua mera existência?
Isso que torna tão perturbado quem, de outra forma, estaria bem?

Meu amor, você não sabe?

sábado, 30 de dezembro de 2006

sem título

O homem diante de mim não aparenta a idade que tem, de forma alguma. Claro, alguns olhos clínicos podem identificar traços que denunciem a passagem do tempo, a qual ele às vezes sente nublar sua vista e curvar-lhe as costas. Mas não é algo que todos notem, o homem deve ficar feliz consigo mesmo, pois aparenta ser mais jovem. Chamo-o homem pois conheço sua idade. Externamente, porém, ele mais parece um menino. Um menino que só há pouco encontrou pistas interessantes sobre o mundo e sua composição.
Ele tem o mundo à sua espera, não há dúvida.
Digo isso tudo a ele sem palavras. A nós dois, basta nos vermos nos olhos, e tudo se entende. Ele se sente grato pela atenção, gosta de saber que é querido. Uma única lágrima escorre de seu olho direito. Com satisfação o homem percebe que pode chorar sem parecer uma criança desesperada, como tantas vezes ocorrera, mesmo após o término de sua infância. Por isso mesmo ele sorri, é um sorriso franco, lindo, convenhamos, lindo é quem o sorri e é menino o suficiente para fazê-lo.
Despedimo-nos sem cerimônias. Dou meia-volta e vou em frente.
Ouço alguém dizer parabéns.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

confidência e tentativa de auto-ajuda


Preciso dizer: eu desanimo com as coisas. Se me proponho uma determinada tarefa e começo a encontrar dificuldades em cumpri-la, sinto-me perdido, acho que tudo está muito errado, dá vontade de desistir. Sou o oposto do brasileiro do slogan. Acontece que detesto me sentir derrotado, não lido bem com adversidades.
Pensando bem, sou assim desde criança. Nunca gostei de perder. Se começava mal uma partida de videogame, por exemplo, logo procurava o botão reset. Para parecer que nunca havia feito nada errado, sabe? Tudo que eu fizesse devia beirar o impecável. Isso explica também por que eu chorava na quarta série quando não tirava dez em alguma prova - acredite, não é uma coisa fácil de admitir.
Sem contar meu total desinteresse por esportes coletivos. De vez em quando penso: o que me desmotivava de fato? Eu era naturalmente ruim e não valia a pena tentar, ou eu era ruim e não iria me expor?
Já desisti de várias coisas nesta vida. De algumas, talvez, por me recusar a lidar com as dificuldades peculiares a cada caminho.
Mas por quê? Todos sofrem, nada é fácil, às vezes nem mesmo para os bem-nascidos. Custei a perceber isso e, ainda hoje, ciente dessa verdade, minhas cabeçadas ainda provocam dores intensas, próximas do insuportável. Não posso continuar agindo dessa maneira. Sou adulto, preciso ser prático, tomar decisões e, sim, manter-me firme, convicto, aceitando todos as implicações, especialmente as ruins, de ter seguido por uma estrada e não por outra. A vida não tem um botão reset - eu o utilizava quase sem pensar no Atari. As dificuldades de nosso percurso continuam registradas. E isso é bom. Um dia a gente alcança a linha de chegada, olha para trás e pensa: "olha só o que eu venci".

violência, de novo

E ontem foi a vez do Rio. Ao longo do dia, a mídia falou e falou dos ataques "covardes" a alvos policiais e ônibus ocorridos desde a madrugada anterior. Aliás, bastante espertos, os bandidos: suas ações podem estragar o mais badalado réveillon do Brasil - duvido que não ostente esse título, tem cobertura da Globo!
De uma hora para outra, o Rio de Janeiro se tornou perigosíssimo, como aconteceu com São Paulo meses atrás. Nada de revanchismo bairrista aqui. Na verdade, o medo é uma constante para quem mora em qualquer grande cidade brasileira. A situação é mais assustadora ainda em regiões periféricas, mas disso não há necessidade de falar o tempo todo. Vez ou outra, porém, em que a bandidagem decide que o terror deve tomar conta de todos. Neste caso específico, a ordem foi estragar a sua, a nossa festa, a de quem viesse. Talvez não houvesse muito a comemorar.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

sobre o fim de ano...anos atrás

Algo que escrevi há exatos dois anos, em meu antigo diário, e agora está aqui porque penso praticamente da mesma forma. Em vez de escrever a mesma coisa outra vez, aproveito o texto antigo.
Transcrevo-me sem alterações, deixando à mostra pequenos erros que hoje não cometeria. Entendam, naqueles dias eu nem pensava em publicar.

(...)
Ontem eu estava pensando no quanto esta semana é estranha. Sim, porque o ano praticamente acabou, mas o ano que vem...bom, não veio ainda. Até certo ponto, esta é uma semana indefinida. Esquisito achar isso da época em que se faz aniversário, mas não posso evitar. Tirando o fato de eu soprar velinhas, o que não é lá muito relevante para o resto do mundo, fica a sensação de que tudo de realmente importante relativo a 2004 já aconteceu, e agora estamos apenas cumprindo tabela.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

natal

Lá fora, mais precisamente nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, tão influentes em nossa cultura - não se pode negar - Natal bonito de verdade é aquele em que faz bastante frio, as pessoas têm de usar roupas pesadas para se aquecerem. O ideal é haver neve. Ver os flocos caindo levemente durante a noite e no dia seguinte acordar com as ruas e as casas cobertas de branco. As crianças adoram, fazem bolas e bonecos de gelo.
Mas estamos no Brasil. Um país tropical. Neve é coisa raríssima, ocorre apenas no sul, quando ocorre, entre julho e agosto. Nada de Natal branco por aqui.
Hoje está chovendo. Puxando pela memória, certamente me recordarei de outros Natais igualmente chuvosos. Não é algo totalmente inesperado. O verão teórico começou há pouco e até mesmo existe um tipo de precipitação que tem como, digamos, sobrenome essa estação do ano.
Chuvas de verão são bem-vindas após um dia de imenso calor. Mas talvez não no Natal. Afinal, chuva em dia de festa é chato por si só.
E se a água, antes de chegar ao chão. passasse por um resfriamento absurdo e se tornasse neve branquinha? Talvez não reclamássemos tanto, apesar de todo o incômodo. Decerto os pequenos adorariam ter um Natal igual ao dos filmes na tevê. Eu mesmo teria adorado, em minha época. Hoje, posso reclamar da chuva, mas prefiro de longe a neve, a qual acredito firmemente que só é bonita de longe. A um hemisfério de distância, mais ou menos.
***
Meu brinquedo de Natal preferido é a nova câmera da família! Breve, por aqui e no meu Orkut, algumas de minhas fotinhas.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

feliz ano novo pra você!

Menos de 35% da população mundial comemoram o Ano Novo no dia 1o. de Janeiro próximo. Minha fonte é o National Geographic Channel.
Chineses, indianos, muçulmanos, judeus...cada um desses povos possui calendário próprio, o ano podendo começar antes ou depois do nosso.
Assim, quando disserem na televisão que o mundo festeja a chegada de 2007, pense num mundo um tanto menor. Tipo, aquele sob influência ocidental e cristã.
Um barato, dar-se conta das dferenças.

domingo, 17 de dezembro de 2006

messias

Foi realmente uma pena: não pude participar da apresentação de ontem. A baixa disponibilidade de ônibus típica de um sábado não permitiu que eu chegasse a tempo de apanhar o veículo que levaria os coralistas ao local do concerto. Pelo mesmo motivo, minha tentativa heróica de ir até o mosteiro de São Bento por conta própria para cantar fracassou: à minha chegada, coro e orquestra já estavam no palco; o espetáculo já havia começado. Mais tarde, uma coralista comentaria a decepção estampada em meu rosto.
Assisti à apresentação de longe, o terno que tomara emprestado horas antes para o evento - e cujo cabide havia se partido durante o melancólico trajeto Campinas-Vinhedo - sempre em mãos. Perdi a primeira peça, meu adorado Ave Verum, de Mozart, mas essa voltou no bis. Ouvi a seguinte, uma ária de Alessandro Scarlatti para soprano, e depois a conhecidíssma Ária da Quarta Corda.
Finda a parte inicial, foi anunciado o Messias. Doeu-me o coração ouvir os primeiros acordes do coro And the Glory of the Lord, ausentei-me da sala do concerto por alguns instantes, ouvindo a música de um corredor adjacente. Foi quando mais quis estar no palco. Esse sentimento, porém, passou logo, e antes mesmo da metade do já referido coro voltei a ser platéia. Permaneci na sala praticamente até o final; apenas fui esticar um pouco as pernas quando quando o Hallelujah ressurgiu, no bis.
O concerto foi maravilhoso. Identifiquei um ou outro erro nos baixos - e talvez na orquestra, não me arrisco a afirmar - bem como algumas vozes de coralistas "furando" seus naipes, mas nada capaz de comprometer o espetáculo, que classifico como excelente e de alto nível. Sim, deixar de cantar após dois meses de trabalho moldando voz e espírito para a apesentação machuca, e muito, mas busco alento na idéia de que ajudei a construir o concerto e tenho condições de tomar parte em projetos musicais de grande qualidade. Se ontem tive de conferir tal qualidade da platéia, foi por azar, não incapacidade.
***
Só mais umas coisas.
Após a apresentação, alguns coralistas - poucos - disseram que eu deveria ter vestido o paletó e subido ao palco entre uma peça e outra. Isso não me pareceu certo por várias razões.Jamais faria tal coisa sem consentimento do regente. Talvez até me metesse a ser o "coralista que chegou depois" em algum compromisso menos formal do Zíper na Boca, mas nunca numa apresentação de gala, quase todos no palco músicos profissionais - justamente eu era uma das pouquíssimas exceções. Além disso, todos já estavam ali há quase duas horas, em clima de apresentação, aquecidos e concentrados. Não seria honesto de minha parte "chegar chegando" sem ao menos estar descansado. E, por favor, estamos falando de um mosteiro. Já estive lá cinco anos atrás. É simplesmente um local à parte neste mundo maluco. Todos - maestro, cantores, musicistas - já haviam absorvido a atmosfera do santo lugar. Quanto a mim, era apenas cansaço e nervosismo.
Após o concerto, o regente, católico, falou-me algo como "Deus não quis que você cantasse". Não sei se realmente acredito num deus, mas talvez houvesse mesmo um motivo para que as coisas se dessem da mnaeira como descrevi. Fico apenas me perguntando se a razão é de ordem "esotérica", ou se algo menos complexo explica tudo. Algo em minha vida cotidiana, por exemplo. Quem sabe?
Isto é cidade grande com clima de interior:

Uma loja de shopping center (um dos maiores do país) anunciando em carro de som, desses com locutor de voz bem brega.

Juro que vi isso agora há pouco.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

objeto

A decepção jaz sobre a cama. É onde ela assume inusitada forma corpórea, redentora para uns, indesejada para outros, sob diferentes ângulos. A respeito disso, entretanto, a opinião do maior de todos os juízes é a única relevante, e esse todos sabemos o que pensa, embora sua voz não se faça ouvir, não agora.

domingo, 10 de dezembro de 2006

intangível/inatingível

Como eu não há outro. Soa estúpido, não? Por tão óbvio. Um, um qualquer, nunca é igual a outro. E não escapo disto. Ali, na multidão, apontam-me, e me torno um qualquer, o que, sabe-se, é bem distinto de ser qualquer um, mas disso não falo aqui.
Digo: como eu não há outro. Claro. Somos todos diferentes.
Então eu?
Sou mais diferente que os outros.
A meu redor, pessoas se entendem, pessoas de todo tipo, e é um milagre. O que as torna únicas não faz diferença. Estão unidas.
Mas eu. Sobro. Sempre sobro. Às vezes levo tempo para perceber, às vezes está claro desde logo. Tenho apenas minha peculiar companhia, talvez a única a mim adequada.
Não sei por quê.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

aviõezinhos

Só eu acho que vem se dando muito espaço na mídia sobre a questão do tráfego aéreo? Por acaso isso é problema que afete toda a população? Pouquíssimos brasileiros andam de avião. Por outro lado, quando acontece de se reajustar tarifa de ônibus, simplesmente dizem, com dois, três dias de antecedência, vai subir para tanto, aí sobe e não se toca mais no assunto.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

falo mas não digo

(pelo menos por enquanto...)

Sempre que me acontece algo "estranho", procuro você.
Estou balançado por bem-sei-o-quê e quero saber como você está se virando.
Se está bem, se tem seus probleminhas.
Se a vida vem lhe pregando das suas. Também (?)
Se posso ajudar.

Altruísmo é o cacete. Quero minha recompensa.

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Eu estava deitado na cama de meus pais, num quarto bastante semelhante àquele em que eles dormiam, mas um tanto maior. Era fim de tarde, talvez umas quatro horas. A luz do sol atravessava as cortinas cerradas e chegava fraca até o leito. Eu iria tirar um bom cochilo.
Prestes a adormecer, fui desperto pela chegada de outra pessoa ao quarto, que havia se deitado também. Eu a conheço de vista - e de voz, porque canta. Possui um corpo moreno, bonito, escultural mesmo.
Dormiu instantaneamente, ao que parecia. Estava de costas para mim. Num dado momento, virou-se em minha direção. O peito estava nu, cabe mencionar. O mamilo direito se encontrava bem diante de meus olhos.
Desejei aquele corpo como nunca. Aproximei-me, buscando senti-lo junto a mim de alguma forma. Mas a bela figura, ainda em seu sono, afastou-se. Desisti; virei-me para o outro lado.
Pouco depois, ainda sem dormir, notei que me roubavam o lençol. A criatura, até então apenas parcialmente coberta, enrolou-se nele por completo. Senti-me provocado, invadido em minha resignada quietude. Decidi agir.
Ergui-me da cama. Arranquei minha blusa, que, de tão fina, mais lembrava uma camiseta de mangas compridas. Vestia, ainda, uma camisa - como eu não sentia calor antes? Fui até o guarda-roupa apanhar outra coberta. Aquela seria minha. Em poucos minutos, eu a estenderia discretamente sobre a cama toda e de maneira lenta e progressiva me aproximaria daquele corpo...o sentir...o toque...
Acordei com o dia raiando e não tive mais sono.

sábado, 25 de novembro de 2006

imagético

(devia haver uma foto aqui...)



Queria encontrar-me, dizer 'eu me amo' com mais freqüência.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

calado!

Mais um sonho esta noite. Só que ele é impublicável. Não adianta insistir.

Uma pena, viu? Porque o texto ficou muito bacana ;)

meu medo é esquecer

Meu medo é esquecer; não mais atinar com fatos cotidianos, tudo embaçado ao meu redor. Virar páginas e páginas apenas para verificar a perda das lições passadas. Não saber mais do que me torna quem sou. Abrir os olhos e perceber-me velho, cinzento, empoeirado. Um casarão abandonado que viu uma enorme família crescer e hoje nada possui que faça recordar a alegria de outrora.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

noventa

Músicas dos anos 90 que tocaram no rádio essa noite...e sobre as quais queria dizer umas palavrinhas.


A Letter to Elise

Até agora, a música do Cure que mais ouvi na vida. É que o clipe passava direto na MTV entre o final de 92 e o começo de 93. Eu era fã, mas passei anos sem ouvi-la. De uns tempos para cá, venho descobrindo algumas das maravilhas que a banda produziu ao longo dos anos 80 e, numa comparação baseada em minha memória, A Letter to Elise perdia feio para essas "velhinhas". Mas meu ouvido era outro á época do hit...uma nova audição e agora faço justiça. A Letter... é uma bela e melancólica canção. Não compreendo toda a letra, mas os vocais de Robert Smith se encarregam de atribuir à melodia o tom pesaroso exigido. O leve acompanhamento instrumental também merece nota. Como resultado, temos aí outro clássico do Cure e uma das mais belas músicas do começo da década passada.


Tears of a Dragon

Iron Maiden, todo mundo conhece. É célebre mesmo entre seus piores detratores. Em meados da década de 90, o então vocalista Bruce Dickinson se afastou da banda - divergências artísticas eram a causa oficial padrão dessas saídas; não me recordo bem, mas deve ter sido essa a razão alegada nesse caso também. Em pouco tempo, ele se lançou em carreira solo. Não ouvi o disco todo, mas, inegavelmente, o hit Tears of a Dragon poderia figurar entre um dos trabalhos do Iron. A voz de Bruce está lá, e tudo mais soa como a banda. Apenas os instrumentistas são outros. Quanto à música, nada de mais, assim como Iron Maiden não tem nada de mais. Nunca fui ou quis ser metaleiro.


Crazy

O Aerosmith ressusrgiu do pó - livre interpretação - no final da década de 80, trazendo de volta sua formação original e tendo em mãos a fórmula do sucesso: gravar hits ao gosto dos adolescentes. OK, de vez em quando surgem composições mais inspiradas, mas, em geral, é um pop rock sem grandes variações entre uma faixa e outra da coletânea de maiores sucessos. Apenas divida-os em dois grupos: o pop mesmo (por falta de denominação melhor) e as lentas. Crazy é das lentas. O negócio aqui é falar de amor e filmar videoclipes contando histórias de lindos jovens. Crazy tem Alicia Silverstone e Liv Tyler - filha do vocalista da banda, Steve, e então futura Arwen Undómiel - curtindo a vida juntas, grandes amigas que são, divertindo-se entre si, ou com alguns moços, essas coisas. E viva a juventude: ela garante os milhões na conta bancária dos velhinhos do Aerosmith.


November Rain

Pretensão. Egolatria. Isto é Axl Rose. Os que se lembram desta canção e de seu videoclipe, e são também dotados de algum bom senso, não podem discordar. A música: nove longos minutos pouco inspirados (mas que agradavam a molecada...) alternando piano, orquestra, coro meia-boca, o indefectível vocal esganiçado de Axl e solos sonolentos do superestimado Slash. OK, a parte final é passável, e só, mas e chegar até ela? O megalômano clipe: Axl vê (revê?) seu casamento em sonho. A noiva, coitada, aceita entrar na igreja com um vestido que não lhe cobre as pernas. O padrinho, Slash, após entregar ao noivo a aliança - na verdade, um anel de roqueiro - deixa a nave e vai tocar guitarra no deserto. Contra o vento, óbvio. Ah, convém lembrar aqui que os pombinhos do vídeo se uniram na vida real também. Em alguns meses se divorciaram. No clipe, o matrimônio termina de forma mais trágica: a noiva morre pouco depois da cerimônia. Uma questão de dias, talvez, não fica claro. Para quem acha que exagero ao falar em mania de grandeza, tem mais. Entre casamento, solos na areia, festinha e velório, são exibidas algumas cenas da banda - Guns n' Roses...é a primeira vez que os menciono - num show. O visual de Axl no palco lembra John Lennon.
Sucesso absoluto na MTV à época. Totalmente esquecível. Que é do Sr. Rose agora?

domingo, 12 de novembro de 2006

Raramente sonho, e quando acontece, é isto: mal me lembro do que vi. Quem sabe escrevendo não trago de volta alguns detalhes.
Protagonistas: eu e um colega - que eu não esperaria me aparecer em sonhos. Estávamos envolvidos numa dessas brincadeiras em que um procura irritar mais o outro e vice-versa, por meio de comentários jocosos. De algum modo, a coisa se tornou física, com tapas e coisas do tipo. Não era briga. Num movimento mais brusco de minha parte, não sei bem como, ele acertou a cabeça num poste. Em cheio. (Estranhíssimo, pois, ao que me lembro, estávamos o tempo todo na sala onde costumamos nos ver...bem, era um sonho.)
Curiosas, as pessoas ao redor correram ao local do incidente, ver como o rapaz estava. Ele se levantou rapidamente. Estava bem. Checou a armação dos óculos, que haviam se danificado um pouco, e seguiu com o grupo quase como se nada houvesse acontecido. Quase, pois ele já não me dava mais atenção, mesmo que eu ainda o provocasse. Havia um fio de sangue escorrendo de sua testa, único vestígio do choque - ele havia guardado os óculos.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

notas felizes

E já se vão três meses desde minha estréia como solista no coral. Ontem, em mais uma apresentação, tive novamente a chance de ser o astro - meu solo é dividido em duas partes e no total tem uns trinta segundos de duração, mas tudo bem. Após o concerto, quando já estávamos, eu e o coro, uma garota se aproximou de mim. Ela disse que me viu como solista no dia de minha estréia e que se arrepia ao ouvir minha voz...para ela, eu já era um artista, como ela também afirmava ser. O ego acariciado, agradeci o carinho, e ela se foi, afirmando que ainda gostaria de me ouvir muitas vezes.
Puxa vida. No momento, me considero um cantor em construção. Ao cantar, no coro ou nas aulas, penso quase exclusivamente em técnica. Em minha boca, as melodias não possuem minha cara, minhas emoções - com a possível exceção de meu medo de errar. Entretanto, já ouço um elogio desse nível. Pergunto-me o que dirão quando eu estiver mais seguro.

***

O blog faz um ano hoje.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

pós-feriado, agora com divagação

Como mencionado anteriormente, dormi por quatorze horas seguidas. Meu período de sono mais longo até hoje.
Por volta de sete da manhã, acordei e, tendo tomado consciência do tempo que havia passado desde minha decisão de ir para a cama, ainda na tarde anterior, lembrei-me de algo ocorrido em 1986 - socorro, minhas recordações mais antigas já remontam a duas décadas!
Eu ainda estava na primeira série, estudava de manhã. Nesse dia cheguei em casa um pouco doente; o que tinha, não faço mais idéia. Comi, provavelmente menos que o normal, e em pouco tempo estava deitado. Já era noite quando acordei, entre sete e oito horas. Estava bem. Parecia-me ter dormido por mais de um dia. Por um instante, tal impressão me deixou aflito. Teria eu perdido aulas? A preocupação logo passou, e tudo seguiu seu rumo habitual.
Doce lembrança da mais doce das épocas. Eu amava a escola, e adorava mais ainda tirar notas altas. Ah, era inocente a ponto de crer que uma doençazinha de nada me poria de cama por um período prolongado. Sempre fui tão saudável! Mais ainda, temi que, se de fato me acontecesse algo de grave, meu aproveitamento escolar seria irremediavalmente prejudicado.
A ingenuidade é, talvez, a característica mais divertida da infância: lembrei-me sorrindo do que acabei de relatar. O tempo passa, porém, e se encarrega de criar situações capazes de liquidar nossa inocência em partes, até que esta suma por completo.
Devo ter fugido de várias "tocaias" do destino a fim de manter minha puerilidade intacta. Ao menos, enquanto havia esconderijos, e esses podem ter resistido por tempo demais.
De qualquer forma, a hora sempre chega. A hora de mudar.

pós-feriado

Passei o feriado em Londrina (PR), em viagem com o Zíper. Festival de corais. Após três dias de sono irregular, embarques e desembarques, ensaios além da conta - porque sempre há quem ache que vida de artista é apenas glamour - as apresentações correram dentro das expectativas e, na madrugada de domingo, partimos em direção a Campinas.
Chegamos no começo da tarde de ontem. Tudo que eu queria era um bom café da manhã atrasado e deixar o almoço para o horário da janta. Mas só havia leite em casa, e eu teria de andar muito sob o sol para conseguir pão. Apenas bebi. Estava sozinho em casa e, para passar o tempo, tentei ler um gibi. O cansaço não permitiu. Logo chegou gente, e fomos comprar comida. Almoçamos em casa. Conversamos um tanto, ouvimos música, eu sempre estirado no sofá. Eram cinco horas quando fui para a cama. Acordei, já era hoje, sete da manhã.
Participar de festivais de coros tão longe de casa é desligar-se do mundo exterior por alguns dias. O tempo todo, ou estamos pensando em cumprir os compromissos do evento, ou não se pensa absolutamente nada, pois é preciso descansar minimamente para os próximos concertos. Agora me chegam algumas notícias do mundo. O São Paulo me deixa contente com a vitória sobre o Santos no domingo apenas para me supreender negativamente com o empate de quarta com a Ponte Preta. Em nome de um estado iraquiano democrático, Saddam Hussein será enforcado. Um projeto de lei quer exigir identificação prévia de usuários de Internet. Entre outras tantas novidades, agradáveis ou não. Devagar, volta-se à vida.