Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
vídeo - intervozes - levante sua voz
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
passeio socrático (frei betto)
PASSEIO SOCRÁTICO
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'. 'Que tanta coisa?', perguntei.. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!'
O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor..
Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático'. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:´Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!"
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
o casamento de lisa simpson
Ma minha opinião, é um dos melhores episódios de Os Simpsons.
domingo, 20 de junho de 2010
zíper na boca e o primo do bach
Em tempo, Johann Ludwig Bach foi primo de Johann Sebastian Bach, e não um dos seus muitos filhos, como eu havia dito anteriormente. #fail
Por Danilo Demori
achei esses dois links de duas peças maravilhosas de outros tempos do Zíper.
Para os Ziperianos novos e antigos, curtam bastante...
Johann Ludwig Bach - Das ist meine Freude
Johann Ludwig Bach - Unsere Trübsal (nota minha: esta saiu do repertório do coro antes de eu começar lá. uma pena!)
sexta-feira, 4 de junho de 2010
nur wer die sehnsucht kennt (tchaikovsky)
Música de Pyotr Illyich Tchaikovsky
Peoma de Johann Wolfgang von Goethe
(Ficamos devendo o nome do solista...)
| Nur wer die Sehnsucht kennt Nur wer die Sehnsucht kennt, Ach!der mich liebt und kennt | Só quem já sentiu saudade Só quem já sentiu saudade, |
quinta-feira, 3 de junho de 2010
leonel brizola vs. rede globo
Brizola havia sido exilado pelo regime militar. De volta ao Brasil, foi candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, em 1982. Seu favoritismo era inegável, menos para a Globo, que apontava a vitória do candidato pró-regime militar. A empresa que apurou os votos na eleição tinha em seus quadros pessoas ligadas ao regime, e os resultados quase foram fraudados. No fim, a farsa foi descoberta, e Leonel Brizola foi eleito. A Globo foi acusada de participar do caso. (*)
A perseguição da emissora a Brizola prosseguiu por muitos anos. Mas o político não fugiu da luta, e durante seu segundo mandato como governador do Rio, conseguiu um direito de resposta contra a Globo por um ataque particularmente feroz. O direito de resposta foi lido durante o Jornal Nacional, por ninguém menos que o próprio Cid Moreira, a voz mais marcante que já passou pelo JN. E a Globo foi obrigada a proferir a verdade a respeito de si mesma e de seu dono, Roberto Marinho em rede nacional - pela primeira e, até então, única vez.
expansão sp: cada vez melhor?
Ah, resolvi compensar a falta de posts por aqui trazendo o texto que publiquei no blog desabafo_sp para cá.
Expansão SP: cada vez melhor?
O Expansão SP é, segundo o próprio governo do Estado, o maior programa de investimento em transporte público jamais realizado em São Paulo. Prometia novas estações, novas linhas e renovação da frota, tanto no Metrô quanto na CPTM.
Os esforços para promovê-lo foram expressivos. Cada novo trem em circulação era anunciado com alardes em todas as estações. Até agoora, porém, somente algumas linhas receberam s novos desde então, mais destacadamente a linha 2 do Metrô, que cruza a Avenida Paulista, e a linha 9 da CPTM, paralela ao Rio Pinheiros. (Esta última teve estação reformada sendo inaugurada como nova, dias atrás.)
Não parou por aí. Linhas e estações cujas obras sequer haviam começado a ser construídas eram anunciadas, não só em grandes cartazes nos trens, mas na televisão. Conexões entre trem e metrô que mal haviam deixado a fase de projeto eram alardeadas como solução próxima.
A realidade é bem outra. O ritmo das obras é lento, marcado por constantes atrasos. Na linha 4 do Metrô houve, no mesmo ano de 2007, um grave acidente, que matou sete pessoas, e um erro de cálculo no projeto que fazia com que túneis não se encontrassem. A linha teve o início de operações prometido para o início deste ano, mas ainda não há previsão para o início do transporte de passageiros. Mesmo assim, só duas estações seriam abertas, em princípio.
E a linha 5, que deveria ligar bairros do zona sul de São Paulo a linhas que cruzam o centro, está empacada desde 2002, data de inauguração de seu trecho inicial (Capão Redondo-Largo 13). A primeira estação a ser entregue em anos deve ficar pronta em 2011, segundo o Metrô, que já chegou a prometer a linha inteira operando em 2012. Até lá, na zona sul só se expandem os congestionamentos.
Desnecessário dizer que a situação nos trens continua bastante problemática. O metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo. Que o digam os usuários da Linha 3, que atende a superpopulosa zona leste, onde o Expansão SP só chegou em anúncios e um programa chamado “Embarque Melhor”, totalmente indigno do nome. Nada muito diferente se observa na CPTM: trens antigos, superlotados e constantes atrasos de partidas, mesmo em finais de semana.
O que o governo de São Paulo tem feito ainda é muito pouco para os moradores de São Paulo e cidades vizinhas se deslocarem a trabalho ou lazer com alguma velocidade e um mínimo de conforto.
A propaganda paga pelo contribuinte engana e quer vencer pela insistência.
jornal nacional
O fato de uma única emissora ter a "preferência" - moldada pelo simples costume - de tantos espectadores como principal fonte de informação e, de forma consciente ou não, formadora de opinião já é extremamente chamativo por si só. Em se tratando de um canal de TV com o histórico da Rede Globo, que apoiou o regime militar e tantas outras forças ligadas ao que há de mais atrasado no país, o caso é realmente de assustar.
Assim como a Globo está longe de "sobrar" em qualidade em relação a outras emissoras, o Jornal Nacional não é em nada superior ao que é apresentado em matéria de jornalismo na TV aberta. Sob sua fachada séria e respeitável, em poucos instantes de transmissão revela-se um jornalismo fraco e repleto de vícios.
Os âncoras lêem as notícias de maneira rápida. A assimilação de todas elas exige extrema atenção e boa vontade do telespectador: um movimento em falso e perde-se algo. Na verdade, a sobreposição de manchetes, sem maior aprofundamento, compromete em muito sua assimilação.
(Não é de admirar que a mudança no penteado da apresentadora repercuta mais que qualquer notícia.)
Também não há uma sequência lógica de apresentação das notícias: à menção ao último incidente na política internacional, pode se suceder uma manchete digna de um Planeta Bizarro.
Mas ainda é jornal, ao menos no nome, então sempre há matérias de maior destaque. São, via de regra, temas que permitem a exploração sentimentalista, como crimes e tragédias naturais, mas há outras opções. Tentaremos falar um pouco de cada uma delas.
O jornal carrega no melodrama em casos que rendem comoção do público. Se alguém morre, veremos choro. Se foi assassinato, veremos alguém clamando por justiça. E tome extensa cobertura, repórteres e repórteres falando, mesmo sem nada acrescentar ao assunto, por dias a fio, até o fim ou completo esquecimento do caso. O dito padrão Globo só não permite mostrar sangue.
Quando o JN permite a "discussão" de temas controversos, ele o faz de forma rasa e manipulativa. Um lado tem mais voz que outro, e a opinião do telespectador menos atento ao fim da matéria é aquela que a Globo quer que ele tenha.
Há espaço para o denuncismo, também. O jornal não hesita em repercutir acusações publicadas na revista Veja, que está longe de merecer qualquer crédito em matéria de isenção e seriedade. Tais denúncias quase sempre carecem de confirmação (ora, é a Veja). Ao fazê-lo, a Globo se firma como a grande representante da mídia conservadora e tendenciosa, já que jornais e revistas semanais têm público bem mais restrito.
Neste ano eleitoral, uma sucessão de "crises" e "escândalos" sem fundamento já foi ventilada, em tentativa desesperada de emplacar ao menos um fato negativo que pudesse afetar os rumos da campanha, levantando o moral de seu candidato preferido.
Grande é o destaque do jornal para competições cuja transmissão é monopólio da emissora, como a Fórmula 1 e grandes campeonatos de futebol locais ou aqueles em que a seleção brasileira venha a participar. Na cobertura desta Copa do Mundo, a pieguice e o ufanismo elevados à última potência; o sucesso nesse torneio se torna questão de vida ou morte.
Via de regra, o futebol tem espaço garantido no último bloco. O único espaço realmente definido no jornal vai para o efêmero entretenimento. Enquanto isso, no Brasil e no mundo...bem, tente se lembrar de algo relevante visto no JN depois que ele termina e a novela começa.
Raso, sensacionalista, parcial, alienante: eis os adjetivos que descrevem o Jornal Nacional. Que sua audiência mantenha a tendência em queda e ele seja relegado à insignificância que merece. Por um horário "nobre" mais digno do nome, e pela maior diversidade de visões sobre nós mesmos.
Para encerrar de vez o assunto, aqui vai: um jornal que tenha tornado o nascimento da filha de Xuxa a manchete do dia não inspira a menor credibilidade. E tenho dito.
domingo, 23 de maio de 2010
cantique de jean racine (fauré)
Tem até a partitura para aprender a cantar junto, na sua voz ;)
A sugestão foi da Tatiane Olsen, mais uma vez.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
loyola brandão e a falação
O processo de falação obedece a uma seqüência invariável. Um primeiro momento, o da chamada denúncia. Alguém levanta o problema. Em seguida, uma fase delicada. A das vozes indignadas, governamentais ou não, que se erguem exigindo providências. O terceiro momento requer habilidade.
É a fase das promessas. Garante-se a formação de comissões de inquérito, promovem-se passeatas controladas, editoriais consentidos na imprensa, entrevistas categóricas. Este período é essencial, exige uma avalanche de falação contínua, exacerbada, exasperante. Falar até o total sufoco.
Não deixar ninguém raciocinar. Repisar indefinidamente o assim, até o ponto de completa saturação. Falar, falar até o esgotamento. E então, de repente, ninguém mais pode ouvir sequer comentar as tais denúncias. Elas se esvaziam. (...)
Os sistemas de governo se sucederam, as noções políticas se modificaram, menos a falação. Esta prosseguiu, como tara hereditária.(...)
Veio a Falação. (...) surgiram os protestos, artigos, e falatório contra tudo o que parecia errado para eles. Lutavam, denunciavam, protestavam, organizavam manifestações de rua, assembléias, cortejos, comícios, atos.
(...)
Quando a falação se iniciava, o poder se calava. Por um tempo. Depois, se indignava. Lentamente seus membros passavam a engrossar a fileira dos que contestavam. Até que todos, absolutamente todos, estavam falando.
Enquanto falavam, deixava-se a esperança de que providências seriam tomadas. Era a nuvem de fumaça. As pessoas se esgotavam na falação. Cansavam o assunto, esvaziavam. Morria."
Pergunte-se qual é a falação do momento. E por favor, leia Não Verás País Nenhum.
domingo, 16 de maio de 2010
dia do gari
O gari, esse profissional de vida dura, com a difícil tarefa de manter um pouco mais limpas as ruas da cidade que, por vezes, nós mesmos ajudamos a sujar. Você, que esteve no centro de São Paulo neste final de semana, imagine o trabalho que os varredores não terão ao final de mais esta Virada Cultural. Ainda temos muito a aprender, principalmente no que se trata de respeitar o serviço de uma categoria que muitas vezes tratamos como invisível e do qual só lembramos na hora de criticar.
Ou, pior ainda, para nos colocar acima de um pedestal imaginário, porque não somos aqueles que fazem o "desprezível" trabalho manual, cuja má fama alguns acreditam remontar aos tempos da escravidão.
E o mau exemplo já veio da boca de um conhecido "formador de opinião". Num descuido na parte técnica da Rede Bandeirantes, Boris Casoy mostrou sua verdadeira face, em frases escancaradamente preconceituosas, vergonhosas.
Relembre (ou conheça) o caso agora:
A lição? Sejamos mais humildes e vamos nos policiar para que nossas opiniões não reflitam ideias ofensivas - ainda que o preconceito não esteja tão "na cara" quanto na fala do senhor aí em cima.
Parabéns aos garis por seu dia, e minhas sinceras saudações a todos que realizam seu trabalho de maneira digna.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
duas demolições. só uma é notícia
sexta-feira, 7 de maio de 2010
ubi caritas
Ubi Caritas cantada pelo coro The King's College, Cambridge, é lindo de mais.
Unamo-nos em um único amor em Cristo
Exultemo-nos e alegremo-nos
Temamos e amemos o Deus vivo
segunda-feira, 3 de maio de 2010
gabriel's oboe
O filme A Missão tem trilha sonora composta por Ennio Morricone, músico italiano. A canção mais conhecida do filme é Gabriel's Oboe, posteriormente arranjada para coro a quatro vozes pelo maestro brasileiro Paulo Rowlands, que iniciou a trajetória no canto de muita gente, inclusive deste blogueiro. O texto cantado é uma oração em latim, o Angele Dei (anjo de Deus).
A seguir, a interpretação do coral Rondo Histriae, da Croácia (!) Assista e deslumbre-se. Não deixe de conferir mais do trabalho de Paulo Rowlands em sua página pessoal.
domingo, 2 de maio de 2010
andré fala do expansão sp no blog do @desabafo_sp
Clique aqui para ver minha contribuição (que venham mais! rs) ao blog do @desabafo_sp, pessoal de olho na qualidade (?) do transporte nessa São Paulo caótica, caótica. No texto, busquei confrontar a propaganda maciça do Expansão SP com a realidade.
sábado, 1 de maio de 2010
Walt Disney + Salvador Dali
Em 1946, Salvador Dalí e Walt Disney decidiram trabalhar juntos em um curta de animação chamado Destino. Infelizmente o projeto foi abandonado com menos de 20 segundos de animação pronta.
Mas, alguém dos estúdios Disney decidiu terminar o projeto baseando-se nos storyboards de Dalí.
O resultado:
Fonte:
http://pepsi.gizmodo.com.br/
domingo, 18 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
a locomotiva sem trilhos
Antes de os automóveis reinarem absolutamente em nossas ruas, e ai de você se ficar na frente deles, o transporte público era realizado por trens, ou por bondes. Uma das justificativas (?) para a aposentadoria dos bondes foi justamente a de atrapalharem o trânsito. O que a prefeitura fez então, à época? Jogou asfalto por cima dos trilhos. Os de Santo Amaro não são os primeiros e nem serão os últimos a serem "reencontrados".
Os últimos anos do bonde, aliás, coincidiram com a construção de diversas avenidas, como a 23 de Maio e as marginais, as freeways, caminhos livres para os automóveis.
Anos depois, o governo acordou para a vida e resolveu expandir a malha ferroviária da cidade, ainda que bem-len-ta-men-te. Ora, tivesse havido algum planejamento naqueles, os pequenos bondes teriam sido substituídos por trens de superfície, e hoje não teríamos de esperar a boa vontade dos nossos atuais governantes para que, por favor, façam com que não percamos uma vida no trânsito e de quebra, sermos transportados com um mínimo de conforto.
Mas na época acharam que asfalto é que era progresso. Ainda tem quem ache...
E se eu for falar do ramal da Cantareira de trem, da qual fazia parte a estação Jaçanã do samba do Adoniran, aí o sangue ferve de verdade. Não é que me asfaltaram uma ferrovia?
Você aí, preso no trânsito, respirando essa coisa tóxica do escapamento do seu carrão, continua achando São Paulo sensacional? Vai fundo. Ou melhor, fique aí nesse anda-para.
sábado, 3 de abril de 2010
ninguém deve seguir esse exemplo
Olha que vexame...Não ligo para futebol, mas não se pode negar que no nosso país os profissionais desse esporte são muito mais representativos como pessoas públicas que muito "formador de opinião" por aí. Não por acaso, estão sempre na mídia. E todo mundo vai saber desse gesto feio. Assino embaixo de tudo que a Luiza escreveu. Escolher a quem ajudar? A vida escolheu vocês, Robinho e compannheiros de time, para se realizarem financeiramente com algo que vocês gostam. E olha a sua retribuição.
Por Luiza Costa de Oliveira
Matéria do jornal ESTADO DE SÃO PAULO de hoje.
Ação beneficente vira estopim de crise no Santos
Recusa de jogadores em presentear deficientes pode ter por trás mais do que motivos religiosos: há problemas no clube
Isso é uma coisa que eu repito muito, esses jogadores de futebol - inclusive do meu time também, devo dizer (e digo, sem problema algum) - devem pensar no que virá na vida deles posteriormente a toda fama e glamour da profissão. Serão gordos barrigudos falando de futebol, como grandes (ou não) comentaristas?? Com sorte vão ficar bem jogando e parando quando quiserVão manter a fama de antes?? Serão esquecidos??
Fisica e mentalmente falando, pois nós que lutamos de outras formas, estudando, ralando, trabalhando - boa parte das vezes em coisas que não gostamos - pra sobreviver e - longe de mim, subestimar o esforço deles, senão não seria uma entusiasta do futebol, não torceria pro meu time, etc. - mas é preciso que eles conheçam, saibam e estudem, inclusive a própria religião mais profundamente. Estudem e no máximo, serão mais esclarecidos.
Antes de tudo, repudio esse tipo de comportamento, socialmente falando, e mais do que católica (que todo mundo sabe que eu sou), eu SOU CRISTÃ, e isso não é uma atitude cristã. Onde foi parar: "Fora da caridade não há salvação"? Tá na Bíblia não tá?? Tá em São Francisco de Assis e nas palavras do Chico Xavier... Qual é o problema?? Jesus não desprezou ninguém, não é???
É ridículo isso, não penso se é problema no clube, imagem, dinheiro, sei lá... o que penso é nas pessoas que estavam lá esperando por seus ídolos (Robinho e cia - CREDO !!!). Isso não é legal, é desrespeitoso - no mínimo. O que esses caras pensam??
Fico muito triste e indignada, por isso mando a mensagem. Desculpem-me a chatice...
os simpsons - o peixe de três olhos

Bart fisga um peixe de três olhos nas proximidades da usina nuclear da cidade, propriedade do sr. Burns. O fato ganha a mídia e motiva uma inspeção do governo do estado-onde-fica-Springfield. Devido à série de normas de segurança que a usina ignora, Burns é obrigado a reformá-la. Para se livrar da conta, ele tem uma ideia, estranhamente inspirada por Homer: candidatar-se ao governo. Mas é preciso livrar-se do episódio do peixe, coisa que Burns consegue, graças a sua equipe de campanha. O bicho ganha até um apelido carinhoso, Piscadela.
Na campanha, Burns é o típico candidato de uma nota só: brada contra "o que está aí" e na realidade seu único "projeto" são seus objetivos pessoais. Sob a imagem cuidadosamente construída por seus assessores, ele é um plutocrata que odeia os próprios eleitores de quem quer o voto. Nem mesmo ele engole suas próprias histórias, como dito no episódio.
Uma peça fantástica, que muito mostra sobre política em pouco mais de vinte minutos de exibição. Temas como construção e destruição da imagem de pessoas públicas, critério de escolha de candidatos - fará por mim ou fará por todos? - estão lá. (Só faltou a mídia tomar partido...)
Simpsons em excelente forma é televisão em excelente forma. Uma pena o seriado estar longe de seus grandes dias.
Assista antes de votar, e cuidado sempre com o "sr. Burns" da vez.