quarta-feira, 25 de abril de 2007

make your own kind of music

Mais uma da seção "músicas que não saem da cabeça". "Mama" Cass Elliot canta, e é fácil adivinhar onde eu a ouvi pela primeira vez.

Nobody can tell ya
There's only one song worth singing
They may try and sell ya
Cause it hangs them up to see someone like you

But you've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music
Even if nobody else sings along

You're gonna be nowhere
The loneliest kind of lonely
It may be rough going
Just to do your thing's the hardest thing to do

But you've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music
Even if nobody else sings along

So if you cannot take my hand
And if you must be going
I will understand

You've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music
Even if nobody else sings along

You've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind of music


terça-feira, 24 de abril de 2007

segunda-feira, 9 de abril de 2007

clima 2

Tempo indeciso durante todo o dia: uma hora, raios de sol incidiam sobre o solo sem obstáculo visível, tornando mais belo o que nasceu para brilhar; no momento seguinte, nuvens espessas e carrancudas obstruíam nossa visão do céu, e com elas vinha um ventinho frio típico dos dias mais tristonhos. Até umas gotas de chuva caíram, pouquíssimas, pelo curto espaço de um minuto - talvez menos - servindo apenas para assustar quem tinha roupa no varal. A água veio, mas é como se tivesse desistido de molhar qualquer coisa.
Aí o céu tem essa simultaneidade de tons claros e cinza que é adorável, dizendo que tudo pode acontecer, mas nem acontece nada.

sexta-feira, 30 de março de 2007

clima

Dia quente e seco, como nos piores momentos do inverno. Aqui nas redondezas, o céu, próximo ao horizonte, apresenta uma camada de tom acinzentado, a qual, entretanto, não é tão pronunciada quanto a já habitual faixa de gases poluentes observada em outros pontos da cidade. Uma névoaparece encobrir os pontos mais distantes que a vista alcança. Aqui dentro, a garganta seca e dá vontade de tossir.
O vilão da vez, dizem, é o ozônio. Proteção contra os raios solares mais nocivos ao ser encontrado na atmosfera superior, é perigoso poluente quando ao alcance de nossos narizes. Pode ser, em princípio, meio difícil acreditar que um composto formado exclusivamente de oxigênio sejaassim nocivo, mas é mais pura verdade.
Em São Paulo, uma das maiores concentrações de ozônio se encontra no Parque Ibirapuera - justamente onde se poderia imaginar que estaríamos livres desse tipo de problema. A atitude mais saudável é evitar a prática de atividades físicas nas horas mais quentes do dia e rebater o calor com a ingestão regular de líquidos.

quarta-feira, 28 de março de 2007

atestado

Sou tolo por ansiar um animal de estimação e por enternecer-me apenas de imaginar suas festinhas mudas.
Sou tolo por recusar - quase com veemência - as obviedades do mundo que se me oferecem e estão ao alcance de um clique.
Também torna-me tolo querer músicas suaves ao ouvido antes de adormecer, como um ritual em que se oferecem as maiores bênçãos.
E que dizer da insensata mania de olhar para o céu?
Tolo, sempre fui. E sempre o soube. Antes, contudo, não sabia definir a essência de minha tolice.
Agora, é tão claro - e isso não sei se me faz sentir melhor.
Sou tolo em meu ideal de que cada estímulo captado pelo corpo encontre ressonância na alma.

terça-feira, 27 de março de 2007

Triste aquele incapaz de esquecer quem nunca amou.

segunda-feira, 19 de março de 2007

fim de semana na praia, parte 2

18/3

Notaram que, de um certo momento em diante, o texto de ontem fica poser?
Acorda cedo quem dorme cedo. Antes das oito já estava desperto. O céu continuava fechado, mas havia uma vaga promessa de que o tempo poderia melhorar.Perto das dez, praia. O sol bem que tentou se impor, mas era complicado vencer aquelas nuvens. Pelo menos havia mais claridade. Bom para as fotos. Até permiti que me tirassem uma, de costas, staring at the sea.
A água já não trazia tantos galhos e folhas à costa, mas a espuma amarela persistia. Novamente me recusei a molhar mais que os pés.Antes do meio-dia deixei a praia louco para cair na piscina do lugar onde nos hospedamos. Mas a água estava fria, fria...
Uma da tarde. Hora de pegar a estrada. Arrisquei uns cliques na subida da serra. Se eu tivesse me sentado no lado esquerdo do carro, teria feito mais e mais belas fotos.
Foram duas horas até chegar em casa. Fui correndo ao micro descarregar fotinhas. Algumas ficaram tão escuras. No geral, porém, um registro bacana.
A viagem acabou. Hora de voltar às divagações e encanações rotineiras. Uma delas tem nome e endereço, e com elas tenho de acertar as contas essa semana...mas, vão me perdoar o clichê, isso é outra história.

domingo, 18 de março de 2007

fim de semana na praia

17/3

Hoje estou em Suarão. É um bairro da cidade litorânea de Itanhaém, São Paulo. Suarão. Nunca gostei desse nome, desde criança. Evito até pronunciá-lo. Nem é nome. É um verbo. Suar. Futuro do presente, terceira pessoa do plural. Como isso virou o nome de um lugar?
Eu nem queria vir, sabe. Ontem choveu a noite inteira. E o dia começou nublado. Podia ficar em São Paulo, sozinho. Curtir. Mas vim pra praia fria. Ao menso, a natureza proporcionou umas paisagens bacanas durante a viagem. Represa e mata, fica bonito até sem sol. E neblina na serra, então? Pena eu não ter fotos. Só aqui embaixo, parado, para tirar algumas.
Praia fria é praia vazia. Bonita também. Mas a água estava tão suja. Folhas e galhos e mais vestígios de chuva, e o pior: uma espuma amarela, pegajosa. Espirrava e ficava na areia. Enxergá-la fazia mal. Apenas molhei os pés e senti a brisa nas orelhas.
A igreja do bairro é bonitinha. A torre chama atenção da estrada. Mas árvores próximas impedem uma boa foto frontal do templo.
Fim da tarde, fui à vizinha Peruíbe. Garoa - mais frio - pé de serra e casas chiques. Praia vazia e céu carrancudo continuaram rendendo bons cliques.
Volta ao bairro de nome estranho, voltinha noturna. Músicas populares, feira de bugigangas. Cidadezinha qualquer.
O passeio, até agora, não foi perdido. Graças, em parte, a meu mais novo hobby, fotografia. Amanhã subimos de volta, à tarde.

sexta-feira, 16 de março de 2007

dois em um

(título sem leituras ocultas - os textos são independentes entre si.)

São almas incompreendidas, incompreensíveis, sem terem quem as decifre as mais recônditas necessidades. São únicas, solitárias em sua unicidade.

***

Sempre olhei para vocês esperando primeiramente atenção, depois o suave ar de compreensão e, por fim, o doce alento. Em vocês repousava minha única chance de redenção: como quis que me dissessem, você não é feio por dentro! Jamais o disseram. Jamais o dirão, não da maneira que por tempos aguardei...será que ainda aguardo? Feriram-me e nem sequer sabem disso, feriram-me com uma chama lancinante, a dor que senti, nunca poderei esquecê-la, nada a fará parar, mesmo quando ela não se fizer presente. A tocha foi acesa e o fogo jamais se extinguirá. Quero culpá-los pelo que me aconteceu, chegar-me a cada um de vocês e chamá-los seres da mais pura maldade. Sou humano, sempre busco culpados, sempre busco punição, mas a este caso talvez não se aplique. As coisas são. A chama arde. Em vocês, ela me consome.

terça-feira, 13 de março de 2007

perdido!

Calma, não estou passando por nenhuma crise de identidade. É que ontem finalmente tive meu primeiro contato com o tão badalado seriado Lost. Vi os três episódios iniciais e achei interessante o bastante para continuar assistindo.
A menos que ontem à noite eu tivesse me tornado um grande detrator da série, creio que não compensaria me alongar muito comentando seu início. O show está atualmente em sua terceira temporada na TV paga, os fãs brasileiros mais ardorosos aguardando a estréia do talentoso Rodrigo Santoro. Mesmo quem acompanha Lost pela Rede Globo vê agora - ou terminou de ver recentemente, não sei ao certo - seu segundo ano. Telespectadores apaixonados, esses capazes de esperar acordados até o horário esdrúxulo que a emissora reservou para o seriado. Continuando, não me aprofundarei muito em minhas considerações sobre o seriado, mas também não posso deixar de registrar as palavrinhas que de costume vêm-me à mente após uma peça de entretenimento que me tenha chamado a atenção. Vamos a elas. Há bastante mistério na série, envolvendo a queda no avião, aquela que pode se chamar a "vida passada" de alguns de seus passageiros e praticamente tudo que se vê ou não na ilha. O modo fragmentado como a história é contada, seja por meio de flashbacks, seja ilustrando uma mesma cena sob diferentes ângulos, deixa o suspense sempre no ar, mantendo o interesse do telespectador. Claro, em algum momento serão exigidas algumas respostas, e a sobreposição de enigmas sem solução pode cansar, mas, para este início, está bem e, ao menos por enquanto, Lost justifica o hype. A idéia de pessoas perdidas numa ilha misteriosa soa batida, mas o desenvolvimento inicial da trama realmente atrai. E lá vou eu me perder em mais um universo ficcional.

quinta-feira, 8 de março de 2007

histórias minhas

Tenho esta estranha situação com histórias. Eu as adquiro, na forma de gibis ou livros, num ritmo mais rápido que aquele em que posso lê-las. Conseqüentemente, possuo sempre uma pilha de leituras pendentes. Já quanto às minhas histórias, as que brotam de meu cérebro, idéias para elas surgem inesperadamente, e dificilmente as escrevo como imagino, porque isso simplesmente não me ocorre. Ao retomar o famoso fio da meada, sei como recomeçá-las, mas não me recordo das passagens anteriores com detalhes, e algumas coisas brilhantes acabam ficando para trás, lá onde se guarda o que foi esquecido e só pode ser reencontrado por acaso.
O segundo caso é fácil de resolver. Farei resumos das idéias para minhas histórias grandes. Quando houver tempo, desenvolvo-as. A pilha "a ler", por outro lado, creio que existirá sempre. Coisa de leitor voraz e, bem, um tanto enrolado. Hoje leio mais e melhor que no passado, quando o papel começou a se acumular, mas já há tanto livro e gibi à minha espera que jamais direi, preciso comprar alguma coisa pois simplesmente não tenho o que ler!

domingo, 4 de março de 2007

foto e texto não relacionado

(registros de um dia quebrado)


E hoje me disseram que fico bem de azul. Agora há pouco, na verdade.

Ainda bem que só falam comigo em português. Minha mente, porém, não pára.

sexta-feira, 2 de março de 2007

olhe para o céu!

Sábado tem eclipse...detalhes aqui. Evento cósmico para nós, tão pequeninos.

a tv diz compre

A Polishop é uma espécie de herdeiro do Grupo Imagem, só que aparenta ser bem maior que o eterno vendedor das Facas Ginsu e do Ambervision, entre tantas outras maravilhas. Além das costumeiras inserções nos intervalos comerciais de emissoras, a nova rede possui canal próprio, que anuncia, o dia todo, ofertas disponíveis apenas por televendas. A mesma exaltação ao consumismo invade também os "buracos" na programação, especialmente no período matutino. de canais fechados: são os famigerados infomerciais.
Se algo incomoda na televisão, a menos que se trate de alguma atração realmente ofensiva, o correto é mudar de canal. Por isso, não cabe aqui criticar mais essa modalidade de comércio. Televenda é coisa antiga, por sinal. Uma das razões de ser do SBT de Silvio Santos é vender ao povão Telesenas e carnês do Baú da Felicidade. Muitas mulheres já sonharam em parecer-se com a atriz da novela; se não é possível uma semelhança física, ao menos podem-se comprar suas roupas e acessórios. E as garotinhas (algumas nem tanto...) que queriam todos os produtos da Xuxa?
Claro, as máquinas de fazer suco que nada desperdiçam e a frigideira do George Foreman são as estrelas da Polishop, vendendo-se sem intermediários famosos e estampando seus respectivos preços e formas de pagamento, como se estivéssemos diante de uma vitrine correta. Mas elas apenas mostram a realidade com menos sutileza.
Televisão vende. Sempre vendeu. Mesmo seu programa favorito pode ter, hoje em dia, dentre os muitos produtos licenciados com sua marca, uma caixa de DVDs com seus grandes momentos, para ter para sempre e assistir quando quiser. Sem intervalos comerciais. Não que seja possível livrar-se deles. Novos shows aparecem a todo momento, precisando de sua audiência, a qual atrairá anunciantes, que mantem o programa no ar com seu dinheiro. E anunciantes precisam vender, sabe? Que outros comprem: relaxe em sua poltrona e ignore o supermercado virtual. Caso não resista à coceira no bolso, nada de pânico: ao menos com a Polishop, se não ficar satisfeito, eles garantem a devolução de seu dinheiro.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

choro




Preciso chorar
verter lágrimas
não pelo mundo
por suas maravilhas
as que encontro
ou as que já se perderam
não pela grandeza
que ecoará pela eternidade
preciso chorar
por minha pequena vida
pela tragédia
por mim representada
todos os dias
mas meus olhos
estão secos
não tenho lágrimas
para mim
nunca aprendi
a prantear minhas desgraças
preciso chorar
e já choro tanto.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Não raras são as pessoas que, em certos momentos, caminham pelo mundo sem saber qual seria seu destino, ou mesmo sem dar-se conta de que estão indo a algum lugar de fato. Tais andanças não deixam rastro: a falta de rumo as torna irrelevantes, são varridas pelo vento.
Eu tinha um caminho a seguir, e sabia perfeitamente para onde ele me levaria. Eu temia, por jamais tê-lo trilhado. Alguns entre meus passos foram erráticos, vacilantes até. Vi-me diante da perspectiva de não realizar meu tão profundo desejo.
Minha caminhada podia ser, ela também, esquecida.
Mas andei, e meu objetivo estava ali, bem ao alcance de minhas capacidades.
Eu consegui. E fui muito feliz.
E quer saber (de) uma coisa? Isto bem pode ser, em realidade, não um desfecho, mas o início de nova e mais marcante jornada.
Mais memorável...mais inesquecível.
Que tal?

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

contando um final

Porque o tarde demais sempre chega. Ainda mais neste mundo maluco. Tanta poeira. Tanto sangue.
E eu estou destruído. Ninguém vê. A terra quando é devastada, como as que vimos, todos notam, mas eu?
Ninguém o conhecia melhor que eu. Nem mesmo seus parentes, seu pai, sua mãe. E muito menos essa pessoa que se apresentou em meu lugar, usurpando o que deveria ser meu por direito.
Tenho agora somente minhas lembranças. São só minhas. Porque do pouco que vivemos, que poderia ter sido ainda mais intenso se eu tivesse dado ouvidos a mim mesmo a partir de suas palavras, do pouco que vivemos, foi o que restou.
Breve foi nossa história, assim o destino quis. Se eu tivesse agido diferente...o que poderia ter sido? Ah, jamais saberei.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

paraíso


Belo filme. Não somente pela história, ou pelas boas atuações, mas também pela fotografia, uma das mais belas de que cosigo me recordar no cinema recente. Mesmo a mais singela cena é captada de maneira espetacular. Este fotógrafo amador foi ao delírio.
Olha, não sabia nada sobre o filme antes de decidir assisti-lo, talvez por isso, não escreverei nenhuma sinopse, ao contrário do que normalmente faço. Vou apenas citar os dois nomes que me atraíram a este colírio.
Tom Twyker, de Corra Lola Corra, é o diretor. Ele também compôs duas canções para a trilha sonora do filme.
E sou fascinado por Cate Blanchett desde que ela foi Galadriel.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

suspiro

Deu na Globonews hoje cedo. Foi divulgado um relatório da ONU estimando algumas das conseqüencias decorrentes do aquecimento global causado pela ação humana. Até o ano de 2100, a temperatura média do planeta pode se elevar enttre 1,8 e 4 graus e o nível dos oceanos, entre 26 e 43 centímetros. Catástrofes climáticas se tornarão mais freqüentes e letais, infringindo grandes danos principalmente às populações mais pobres, as quais sofrerão também com uma esperada diminuição na oferta de alimentos, a ser comprometida, também, por anomalias climáticas e ambientais resultantes de atividades humanas nocivas, por exemplo, à sobrevivência de animais e plantas cuja criação tem algum interesse comercial.Quanto às espécies silvestres, boa parte delas, cada vez mais pressionadas pelas mudanças em seus habitats, sofrerá sério risco de extinção.
...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

tempo.


O primeiro mês do ano já chegou ao fim. Isso mesmo. Não adianta nada ficar pensando se você aproveitou ou não esses trinta e um dias tanto quanto podia.

***

Com todo esse tempo livre em casa e o monte de canais de TV a cabo, estou procurando assistir a filmes que eu tenha perdido ao longo de meus anos. E são tantos! Pela segunda vez em dois dias, encontrei esta noite uma atração inédita (para mim) por acaso, zapeando canais. E não foi outro senão Beavis e Butt-Head Detonam a América. Peço a todos que não me odeiem. Não vi o longa dos dois moleques retardados na época do seu lançamento e não podia deixar escapar a chance de matar a saudade da série, um sucesso em meus dias de...bem, moleque retardado. E o filme Beavis e Butt-Head é mesmo um episódio esticado do antigo show. Só faltaram os videoclipes. Ao menos a "retardadice" dos dois ainda me fez rir. Ou foi apenas saudosismo?

***
Ah, uma risada boa no filme foi esta aqui: Butt-Head está quase morrendo e, bang, vê sua vida passar diante dos olhos. Ou seja, ele e Beavis rindo diante da TV desde a primeira infância. Aí ele conclui que a vida foi muito maneira*.

*Sim, traduziram cool como maneiro(a) (os) (as) na exibição de hoje. Eu cresci lendo cool como legal! That sucks.